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Defesa Civil, a Administração da Solidariedade Humana.

 

 

 

 

A todos,uma boa leitura.

Ocorrência de terremotos/ Sismicidade Brasileira
A idéia propagada por muito tempo de um Brasil essencialmente estável, livre da ocorrência de terremotos é errônea. A sismicidade brasileira é modesta se
comparada a da região andina, mas é significativa porque aqui já ocorreram vários tremores com magnitude acima de 5,0 indicando que o risco sísmico em nosso país não pode ser simplesmente ignorado.
Dezenas de relatos históricos sobre abalos de terra sentidos em diferentes áreas do país e eventos como o de Pacajus/CE (20/11/1980, mb=5,2) e a atividade de João Câmara, RN (30/11/1986, mb=5,1) mostram que os sismos podem trazer danos materiais, ocasionar transtornos à população e chegar, em alguns casos, a levar pânico incontrolável às pessoas.
Afortunadamente, tremores maiores como o de Mato Grosso (31/01/955, mb=6,6), litoral do Espírito Santo (1955/mb=6,3) e Codajás/AM (05/08/1983, mb=5,5) ocorreram em áreas desabitadas.
Mas os terremotos podem surgir a qualquer momento e em qualquer lugar. Assim, não é impossível que algum dia um sismo de conseqüências graves acabe por atingir uma cidade brasileira. A sismologia ainda não consegue predizer rotineiramente aliás, com sucesso os terremotos, eles podem acontecer a qualquer hora e lugar.
Dados sobre tremores de terra, com magnitude 3.0 ou mais, ocorridos no Brasil, desde a época da colonização, até 2000. As informações mais antigas, indicadas por triângulos, são chamadas históricas, e foram obtidas após um longo e minucioso trabalho de pesquisa em bibliotecas, livros, diários e jornais. O trabalho monográfico “Sismicidade do Brasil” de J. Berrocal et al.,1984, contém detalhes destas informações. Os dados epicentrais, indicados por círculos, são relativamente mais novos e foram obtidos através de dados instrumentais (registros sismográficos).
Por que são poucos e normalmente pequenos os tremores de terra no Brasil
A teoria da Tectônica de Placas ensina que as regiões onde acontecem mais terremotos correspondem as bordas ou limites das placas e, no interior das mesmas, a sismicidade é relativamente mais branda, porque o acúmulo de esforços, que acaba produzindo o terremoto ocorre de forma mais lenta. Neste contexto, o Brasil teve a “sorte” de situar-se praticamente no interior da Placa Sul-Americana, distante de seus bordes leste e oeste, respectivamente representados pela Cadeia Meso-Atlântica e a zona de subducção da faixa andina.
Comparativamente, o Acre é o estado que apresenta o maior nível de atividade, tanto em número quanto no tamanho dos sismos, mas sua origem é distinta da sismicidade do restante do país. Para explicar este fato é preciso considerar que, o movimento relativo entre a Placa de Nazca, que mergulha por debaixo da Placa Sul-Americana, produz constantes terremotos cujos focos vão se aprofundando da costa do Pacífico, em direção ao interior do continente (veja o texto sobre Tectônica de Placas). Na área correspondente ao limite entre o Peru e o estado do Acre, os terremotos acontecem a grandes profundidades (até 650 km) e, mesmo os de maiores magnitudes, têm seus efeitos atenuados na superfície do terreno.
A grande parte dos sismos brasileiros é de pequena magnitude (< 5,0). Comumente eles ocorrem a baixa profundidade (< 30 km) e, por isso, são sentidos até poucos quilômetros do epicentro. Este é, quase sempre, o padrão de sismicidade esperado para regiões de interior de placas. No entanto, a história tem mostrado que, mesmo nestas “regiões tranqüilas”, podem acontecer grandes terremotos. O leste dos Estados Unidos, com um tipo de sismicidade semelhante à do Brasil, foi surpreendido, no início do século XIX, pela ocorrência de super-terremotos com magnitudes em torno de 8,0. É preciso investigar regiões intra-placas com maior detalhe em nível global. Pouco se sabe, ainda, sobre o estado de esforços nestas áreas. Considerando que nelas, são mais longos os períodos de recorrência de grandes terremotos, as regiões intra-placas se tornam, também, áreas potencialmente perigosas para sismos catastróficos.
Os tremores de terra são fenômenos normais na história brasileira. Em maior ou menor grau acontecem abalos mais ativos sísmicos em todas as regiões do país. O Nordeste é uma das áreas mais ativas, principalmente Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. No entanto os dois maiores sismos já registrados no Brasil ocorreram no Estado de Mato Grosso e no oceano Atlântico, próximo ao litoral do Espírito Santo.
Os tremores de terra que afetam nosso território são, normalmente, superficiais e possuem baixa magnitude; são sentidos em áreas restritas e quase nunca produzem danos materiais graves. Como os sismos podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora.
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