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Associação Internacional de Polícia//International Police Association

Um pensamento orgaizado, em que raciocine sobre os acontecimentos, permitira que mantenha organizada sua realidade social que o cerca, conhecendo os caminhos, e possuindo segurança, organizando sua realidade interior.
Queremos, tão somente promover instrumentos auxiliares para os que pecisam ou gostam, com variados estilos de textos, em nossa seções, de modo a contribuir para que o resultado final seja muito mais satisfatório.
Em cada personagem, desempenha a mera função de indicador das falas, com força de sua expressão; sua capacidade de atualizar o episódio que representa diante dos que os lêem.
 
A todos,uma boa leitura.
 
rtnotíciasipasp09maio2019 - 12:09hs.
Seminário da Ipa-sp e Unipol foi um sucesso
Cyber Crime
"A Missão da Polícia no Combate aos Crimes Eletrônicos"
Transcorreu com o sucesso esperado o 1º Seminário Brasileiro de Combate aos Crimes Eletrônicos, promovido pela Seção de São Paulo de IPA, em conjunto com a Universidade Policial - UNIPOL e que se realizou das 9 às 18 horas do dia 30/4/2019, no Hotel Holiday Inn, no Anhembi, São Paulo - SP.
A abertura do evento, que contou com a presença do Coronel  do  Exército  Frederico José Diniz, que representou Sua Excelência o General João Camilo Pires de Campos, DD. Secretário da Segurança Pública e do Exmo. Sr. Dr. Caetano Paulo Filho, diretor do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, do Exmo. Sr. Deputado Estadual Heni Ozi Cukier e do Presidente da Associação dos Delegados de Polícia, Exmo. Sr. Dr. Gustavo Mesquita Galvão Bueno, entre outros, foi conduzida pelo Jornalista Paulo Menezes, diretor da UNIPOL e iniciou-se com a execução do Hino Nacional Brasileiro.
Na seqüência, o presidente da IPA-SP, Professor Jarim Lopes Roseira, saudou a todos, disse que o evento se inspirava no texto constitucional que diz que “segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos” e pediu para que cada um dos componentes da Mesa de Honra, fizesse uma breve alocução, no que foi gentilmente atendido, oportunizando fundamentados elogios à iniciativa que ali se desenvolvia. Leia Mais ( IPA-SP ).
 
rtnotíciasipasp28fevereiro2019
IPA International Police Association – Regional São Paulo
A IPA tem por objetivos principais:
Estreitar as relações entre a Polícia e o Público através de todos os meios de comunicação, propiciando a mútua compreensão do respeito à lei, à ordem e à segurança coletiva;
Criar elos de amizade, promover a cooperação internacional, a ampliação do conhecimento geral e a troca de experiência profissionais;
Promover ajuda na esfera social, contribuir dentro dos limites de suas possibilidades para a coexistência pacífica dos diferentes povos e a preservação da natureza e da paz mundial;
Estimular a correspondência e o intercâmbio de programas de férias, viagens de estudo, visitas de ilustração, competições esportivas e artísticas;
Realizar cursos, conferências e grupos de estudos jurídicos-policiais;
Organizar reuniões periódicas e participar dos Congressos (trienais) e das Conferências Internacionais (anuais) previstos no Calendário Oficial da IPA;
Contribuir para o enaltecimento da imagem da Polícia nos países de suas seções-membro e ajudar a melhorar as relações entre essa Instituição e o público.

rtnotíciasipabr22janeiro2019-23:53hs
IPA BRASIL NO NEWSLETTER
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil encontra-se inserida em uma compilação produzida pela IPA Internacional através do IAC, das matérias mais importantes publicadas nos newsletters de 2018 da IPA Internacional.
Com orgulho informamos que a IPA Brasil se encontra presente no trabalho com em torno de 04 matérias de eventos e notícias desenvolvidos pela nossa Entidade, os quais ocuparam aproximadamente 05 páginas da compilação. Aos colegas que desejarem conferir as matérias apresentadas, efetivem o seguinte procedimento diante do link:https://cloud.3dissue.com/IPA-NEWSLETTER-2018-COMPILATION
Faça o download do link;
Aperte CTRL + F;
Digite no campo de busca a palavra “BRASIL”;
Abrirá pela ordem a primeira matéria;
Em seguida basta apertar ENTER para ir para a próxima matéria e assim sucessivamente.
Vale a pena conferir.
Tal fato, vem demonstrar que os trabalhos de reengenharia da nova IPA do Brasil durante o ANO PHOENIX I-II, se manifesta no reconhecimento Internacional da IPA no mundo.C:UsersIPADesktopVARIADOS (DOCUMENTOS RECENTEMENTE TRABALHADOS)Fotos Selo IPA Brasilselo atualizado logo.png . Servo Per Amikeco!

rtnotíciasipabr24dezembro2018-17:44hs
Seminário em Gimborn/Alemanha - Participação IPA Brasil
Membro da Seção Brasileira da IPA Brasil representou o continente americano em Gimborn/Alemanha.
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil participou do seminário: Drones, modos de uso, possibilidades técnicas e aspectos jurídicos de um novo instrumento de trabalho para a polícia”, entre os dias 24 e 28 de setembro de 2018, no Centro Internacional de Conferências IBZ Schloss Gimborn, na Alemanha. Higor Vinicius Nogueira Jorge, policial no estado de São Paulo/SP, membro indicado da IPA Brasil para o seminário em Gimborn , foi contemplado com a Bolsa Arthur Troop (ATS) da Associação Internacional de Polícia (IPA) e representou os policiais do continente sul-americano.
O seminário contou com a participação de profissionais, considerados referências na utilização de drones pelas policiais do mundo, a exemplo de Wilfried “Charly” Kunze, comissário criminal chefe de Nuremberg, Mike Hess, capitão da sessão de segurança da polícia da Suiça (Basilea, Suiça), Jürgen Künstner, inspetor chefe de polícia da oficinal estatal de serviços policiais em Renania do Norte-Westfalia (Duisburgo, Alemanha), Andreas Bruns, chefe de polícia da polícia antidistúrbios e polícia aérea (Egelsbach, Alemanha) e Fernando Fernandez, agente da polícia local de Madrid, Espanha, presidente da Associação Espanhola de Pilotos e Operadores de RPAS para a segurança e emergência (AEPORSE).
Durante o evento foi realizada visita técnica na Agência Européia de Segurança Aérea (EASA), na cidade de Colônia e, no local, Rebekka Freienstein apresentou palestra sobre as normas relacionadas com a utilização de drones e a atuação da EASA para a preservação da segurança aérea na União Européia. Necessário destacar, que as aulas permitiram observar casos práticos, em que foi fundamental a utilização de drones na investigação e prevenção de crimes, bem como, no módulo prático, foram observadas inúmeras possibilidades de utilização de drones pelos policiais.
Durante o seminário o associado Higor Jorge teve a oportunidade de apresentar aulas sobre a investigação criminal tecnológica e utilização de fontes abertas na elucidação de delitos, de modo que ofereceu informações teóricas e casos práticos cujos conhecimentos sobre as ferramentas foram utilizados com eficácia pela polícia brasileira no enfrentamento ao crime, bem como houve troca de informações que estão sendo difundidas perante a Academia de Polícia da Polícia Civil do Estado de São Paulo e SENASP. Na oportunidade o associado realizou o lançamento da coleção: "Investigação Criminal Tecnológica", publicada pela Editora Brasport, que conta com o apoio da Seção Brasil da Internacional Police Association Seção Brasil - IPA - BRASIL.
Mais informações sobre os volumes I e II da coleção: "Investigação Criminal Tecnológica" podem ser obtidas clicando aqui.
A presença de Higor Jorge em Gimborn é demonstração da representatividade nacional e internacional da nova IPA no Brasil, a qual já foi notificada de que se encontra abertas vagas para a IPA Brasil para Gimborn 2019 (Bolsa Arthur Troop).Servo Per Amikeco – Serviço Através da Amizade.

rtnotíciasipabr10dezembro2018-18:03hs
IPA Brasil e OLODUM
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil assinou um Contrato de Parceria com o Grupo Cultural OLODUM, com o objetivo de cooperação e apoio ao desenvolvimento de ações institucionais mediante a implementação de projetos, programas, ações sociais, eventos e atividades de interesse comuns de ambas instituições.
A assinatura do Contrato deu-se na Sede da IPA Brasil, na presença da área de assuntos sociais da Entidade e da presidência do Instituto IPA Brasil, juntamente com representantes da administração do OLODUM. A Assinatura do Contrato pelas mãos da presidência da IPA Brasil na pessoa do presidente nacional Dr. Joel Zarpellon Mazo, e do Vice-Presidente do Grupo Cultural OLODUM, Sr. Marcelo Gentil Nascimento da Cruz, veio a marcar um novo passo na gestão da IPA Brasil tanto na área de projetos inerentes a cultura nacional como nos direcionados ao social.
Após as assinaturas, o Vice-presidente do OLODUM, Sr. Marcelo da Cruz, que estava representando a presidência do Grupo Cultural em razão da ausência do seu titular por motivos de saúde, foi enfático em dizer que esta parceria é um fato novo a sua instituição, e não só por ser a primeira parceria com instituição afeta a área policial e sim pela importância que a IPA Brasil tem neste contexto em que o OLODUM opera, pois tem certeza que a presença da IPA ao lado do OLODUM virá trazer uma representatividade bem maior do que os esforços que o Grupo Cultural já produziram. Ensejou suas palavras dizendo que o que a IPA faz na área social e cultural é algo irmanado ao que o OLODUM faz, e eis a razão de estarmos irmanados.
Para o Presidente da IPA Brasil “esta parceria que nestas assinaturas se firmam é algo além de orgulho e satisfação, pois estarmos irmanados aos projetos e ações sociais do OLODUM, uma instituição que já tem cimentada a sua imagem tanto a nível nacional como internacional, para nós é muito mais do que podíamos imaginar neste nosso contexto de gestão, é tipo um sentimento inexplicável de reconhecimento que nossas ações são vistas neste sentido de crescimento irmanado. Ao ver a titularidade do nosso contrato padrão de parcerias, não posso deixar de dizer que até me sinto em melindre ao ver escrito neste presente, que é uma parceria entre a IPA Brasil e o OLODUM, pois tenho cá comigo que este título deveria estar invertido para o texto: Contrato de Parceria entre o OLODUM e a IPA Brasil. Encerro as minhas palavras dizendo que fica o nosso aceite para visitar a área cultural do OLODUM em Salvador/Bahia neste próximo ano, e antecipo o nosso especial convite para a diretoria do OLODUM para participar das nossas comemorações natalícias da Entidade em abril de 2019.
O OLODUM foi fundado em 25 de abril de 1979 como bloco afro carnavalesco em Salvador, na Bahia, como opção de lazer aos moradores do bairro Maciel-Pelourinho, garantindo-lhes assim, o direito de brincarem o carnaval em um bloco e de forma organizada. O Olodum é atualmente um grupo cultural, considerado uma organização não governamental (ONG) do movimento negro brasileiro e reconhecida como de utilidade pública pelo governo do Estado da Bahia.  Tem sua sede localizada no Centro Histórico de Salvador, o Pelourinho. Atualmente, desenvolve ações de combate à discriminação social, estimula a autoestima e o orgulho dos afro-brasileiros, defende e luta para assegurar os direitos civis e humanos das pessoas marginalizadas, na Bahia e no Brasil.

rtnotíciasipabr10dezembro2018-17:46hs
Lançamento do Livro "Cadê Minha Mãe?" 
Projeto Acadêmico de Prevenção à Violência
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil efetivou no dia 21 de novembro de 2018 o lançamento nacional do livro: “Cadê Minha Mãe?” (Where is my Mother?), inerente ao Projeto Acadêmico da Entidade de prevenção à violência.
O evento ocorreu na biblioteca do Senado Federal no Congresso Nacional com a participação de inúmeros escritores afetos a área de abrangência do trabalho inerente ao Projeto da IPA Brasil, a exemplo de Márcia Álvaro Barr, Inês Catão, Daniele de Brito Wanderley, da Escola Letra Freudiana e do renomado médico pediatra Antonio Márcio Junqueira Lisboa, que encimado em seus 98 anos traz uma história que o linca a IPA Brasil.
A membro da IPA e autora, GIULIENY ALVES DE MATOS BESSA, discorreu sobre o tema e efetivou autógrafos diante de uma grande busca da obra. Segue abaixo link para o vídeo do discurso da Autora Dra. Giuliany Matos:
A Diretora do Senado, Ilana Trombka, em palavra disse que sentia orgulho que naquela dependência onde já ocorreram vários lançamentos de livros de importância para a história do Brasil, ocorra neste momento o lançamento de um livro inédito e de tamanha repercussão em uma problemática nacional presente, vindo a exortar em seguida, que a IPA do Brasil continue a promover trabalhos de tamanha e significativa representação, e dispôs as dependências daquela área para seus projetos.
O Projeto do livro “Cadê minha Mãe?”, desenvolvido pela Entidade e de autoria de Giuliany Matos, membro da IPA Brasil e que se encontra na ativa em trabalhos de custódia na penitenciária de Brasília/DF (Papuda) há 20 anos e atua como Vice-Diretora de Assuntos Acadêmicos da IPA Brasil, tem o privilégio de possuir ilustrações do renomado desenhista Anderson Leonel. A obra foi considerada uma das melhores no segmento efetivada nesses últimos anos, recebendo elogios dos mais variados segmentos correlatos, os quais traremos à lume abaixo. O livro teve seu lançamento internacional em setembro deste ano diante do Congresso Mundial da IPA em Roterdã/Holanda, o qual também trouxe diversos elogios por parte de membros das Seções nacionais da IPA no mundo.
O livro “Cadê minha Mãe?” aborda um tema que se encontra afeto ao nosso cotidiano, pois traz a lume a situação de uma criança que precocemente tem que viver com o dilema de ter sua mãe presa, recolhida em uma cadeia (penitenciária), como também os benefícios da progressão das penas na questão. O livro se encontra na Sede da IPA Brasil para distribuição gratuita aos seus associados.
Para o presidente da IPA Brasil, Dr. Joel Zarpellon Mazo, ver que mais um projeto desencadeado pela Entidade alcança a uma representatividade que vem colocar a IPA Brasil no patamar de importância que atualmente vem sendo alçada, nada mais é que uma demonstração que a nova IPA no Brasil vem cimentando seu projeto de gestão denominado “Ano Phoenix IPA Brasil”. “Servo Per Amikeco (Serviço Através da Amizade)”

rtnotíciasipabr10dezembro2018-16:55hs
IPA Brasil recebe homenagem da ANSEF Nacional
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil foi homenageada pela Associação Nacional dos Servidores site da Policia Federal – ANSEF, em evento comemorativo aos seus 40 anos, promovido no dia 23 de novembro de 2018, no belíssimo parque de eventos Unique Palace, sito no setor de clubes sul em Brasília/DF, onde presentes inúmeras entidades classistas e o Diretor da Policia Federal Brasileira dentre outras autoridades de poder executivo, legislativo e judiciário nacional.
O evento transcorreu em um formalismo intimista, o que veio tecer elogios por parte dos palestrantes e participantes, demonstrando um sentimento de uma verdadeira “família”.  Na solenidade comemorativa, além do tradicional “sopro” nas velinhas, a entidade ANSEF outorgou seus ex-presidentes e pessoas que muito fizeram por ela, inclusive com homenagens póstumas. Também homenageou entidades parceiras que muitos fizeram para a ANSEF e diante dessas a International Police Association Brasil Section – IPA Brasil, a qual foi representada pela sua presidência na pessoa do presidente Dr. Joel Zarpellon Mazo.
O Presente de aniversário para a ANSEF foi uma belíssima obra de arte em bronze, pesando em torno de 150 kilos, estilizando o seu emblema, produzida pelo artista cearense, o escultor José Pereira de Araújo Neto, que trabalhou 21 anos como motorista policial na Superintendência da Policia Federal no Estado do Ceará. A obra de Araújo Neto leva o título de “ANSEF – 40 anos. A Casa de todos nós”.
Em discurso na cerimônia, o Diretor Geral da Policia Federal, Dr. Rogério Galloro, não poupou elogios a ANSEF pela sua forma de atuar e de unificar a categoria policial federal, e disse que se sentia honrado em ter havido ajudado a ANSEF em suas gestões, sempre quando pode, pois, sempre viu que essa atuação era em prol do policial federal e da Policia Federal.
Em discurso, o presidente da ANSEF João Malaquias Antunes de Ribeiro Vasconcelos, foi tácito ao dizer que a ANSEF deve a sua atual situação, graças aos esforços dos presidentes que o antecederam, seus membros e a entidades parceiras, pois é certo que sem isso não alcançaria o “status quo” em que a ANSEF hoje se encontra. Que desde a sua criação, até a presente data muitas dificuldades foram ultrapassadas, e é em razão disto que em nome da ANSEF agradece a todos aqueles que proporcionaram a ANSEF chegar aos seus 40 anos como uma referência classista na polícia federal, e ressaltou que onde estiver a polícia federal, lá estará a ANSEF Nacional.

rtnotíciasipabr22novembro2018-21:52hs
Novembro Azul
O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
O que é a próstata?
É uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.
Sintomas:
Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:
dor óssea;
dores ao urinar;
vontade de urinar com frequência;
presença de sangue na urina e/ou no sêmen.
Fatores de risco:
histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio;
raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
obesidade.
Prevenção e tratamento:
A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.
A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.
Fontes:
Agência Brasil
Sociedade Brasileira de Urologia

rtnotíciasipabr09novembro2018-00:55hs
Festa das Nações
A International Police Association Brasil Section - IPA Brasil esteve presente na 11º Festa das Nações que este ano se intitulou: FESTA DAS NAÇÕES PELA PAZ SUSTENTÁVEL.
O evento ocorreu na data de 20 de outubro na Praça da Liberdade em São Paulo/SP, e lá presente a IPA Brasil que em parceria com a Coordenação do evento, montou a "barraca" da IPA Brasil, a qual recepcionou membros da entidade como também uma grande gama do público presente. A Festa foi um show.
A IPA Brasil foi homenageada pela coordenação do evento o que veio a demonstrar a nossa representatividade tanto no âmbito internacional como de projeção nacional, objetivo da reengenharia da nova IPA no Brasil.Servo Per Amikeco (Serviço Através da Amizade).

rtnotíciasipabr09novembro2018-00:55hs
Competição Internacional de Fotografias - IPA
Competição Internacional de Fotografias da International Police Association IPA. (INSCRIÇÃO)
A International Police Association - IPA Brasil abriu inscrições para os membros da IPA com o objetivo para participar da Competição Internacional de Fotografias da International Police Association – IPA, onde clamamos aos membros da IPA no Brasil que adentrem essa competição, pois além de mostrar ao mundo da IPA que possuímos grandes fotógrafos, estaremos pela primeira vez adentrando a este processo seletivo (competição) da International Police Association -  IPA.
Os competidores terão diplomação e os premiados receberão, além dos troféus respectivos, prêmios em dinheiro (Euro), como também a publicação de seus trabalhos no Congresso mundial e em mídias internacionais e nacionais. É momento ímpar para os nossos colegas que possuem o hobby da fotografia.
O Processo para participação não tem custo ao colega, bastando preencher a ficha de inscrição anexa e remetê-la para o endereço citado. Maiores detalhes acessem o comunicado geral nº034/2018 – IPA Brasil.
INTERNACIONAL PHOTOGRAPHY COMPETITION 2019
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
Não deixem de competir, e nosso desejo é de BOAS FOTOS E SUCESSO.
Servo Per Amikeco (Serviço Através da Amizade).

rtnotíciasipabr08novembro2018-01:42hs
Enconfrater IPA Brasil 2019 - Machu Picchu
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil desenvolve o tradicional projeto de gestão da Entidade para o ano de 2019 denominado: ENCONFRATER 2019 – MACHU PICCHU.
O ENCONFRATER 2019 – MACHU PICCHU, evento de confraternização dos associados da IPA Brasil em que podem convidar para participar os amigos e familiares, foi desenvolvido para conhecermos a cidade de Lima, Cuzco e a cidadela de Machu Picchu, no Perú.
A escolha recaiu em razão de pesquisa de campo efetivada pela entidade no sentido de qual das maravilhas do mundo o associado desejaria conhecer, além que é do nosso conhecimento que provavelmente em 2020 a forma atual de visita turística a cidadela de Machu Picchu será encerrada. Também apoiou o resultado da escolha do ENCONFRATER 2019, o fato de um convite especial da IPA Peru no sentido de uma visita aquela Seção Nacional, em razão que no  Congresso da IPA ocorrido na Holanda neste ano de 2018 (setembro), a IPA Brasil abriu mão de sua candidatura para sediar o Congresso mundial da IPA no Brasil no ano de 2021, para apoiar a IPA Peru, pelo fato do IEB (Executiva Internacional) haver desconsiderado uma “moção (Execução)” da IPA Peru para sediar o congresso de 2021 naquele País, a qual foi resgatada diante do IEC (Conselho Executivo Internacional).

rtnotíciasipabr17outubro2018-12:04hs
Congresso Mundial IPA - Rotterdam/Holanda
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil participou do 63º Congresso Mundial da International Police Association (IPA) que ocorreu de 18 a 23 de setembro de 2018, na cidade de Rotterdam/ Holanda.
O Brasil fez-se representar por uma Delegação composta de 23 membros, tendo em plenária a sua representação composta de um Delegate (Presidência) e dois Observers, sendo o presidente Regional da IPA Goiás e um membro do Conselho de Ética da IPA Brasil eleito na AGE de novembro de 2017.
O Congresso com a participação de 64 países ocorreu no salão de eventos do histórico e antigo navio cruzeiro SS Rotterdam, da Holland-América, conhecido como “A Grande Dama”, que se transformou em um hotel e fixa-se perto do Porto de Rotterdam, na região de Katendrecht, na cidade de Rotterdam desde 2010.
No Congresso foram aprovadas inúmeras ações de gestões de seções nacionais da IPA, como comemoração natalícia, seminários nacionais e promoção de semanas da amizade, como também ocorreu o triste ato triste de expulsão da IPA de 02 países (México e Botswana), porém ficamos felizes com a aprovação de ingresso na IPA de outros 02 países (Colombia e Kyrgyzstan). Importante foi também a aprovação dos Congressos Mundiais da IPA de 2019 na Croácia, e 2020 em Barcelona na Espanha, e fechando a aprovação do IPA Games 2020 que ocorrerá em Montenegro.
A Seção Brasil atendendo solicitação do Bureau Executivo Internacional diante da Agenda do evento sob o número 7.2.7, efetivou uma explanação sobre o processo eletivo e a situação atual da IPA Brasil, a qual foi aprovada pelo IEC e recebeu inúmeros elogios pelo fato de mostrarmos sem medo intestinamente a Entidade.
Em plenária, a Seção Brasil defendeu sua candidatura para sediar o Congresso Mundial da IPA no ano de 2021, a qual foi aceita para o ano de 2022, quando a IPA no Brasil irá comemorar o aniversário de seus 60 anos. No Congresso da IPA que ocorrerá em 2019 na Croácia, ocorrerá a votação de aprovação da indicação do Brasil para promover o 67º IPAWC 2022.
Na avaliação de melhor Portal (Web Site) da IPA no mundo, a IPA Brasil foi outorgada com a classificação ouro, recebendo sua diplomação no evento de encerramento (Gala Dinner).
A Seção Brasil participou da competição mundial de vídeo institucional das Seções Nacionais da IPA, e a Seção Brasileira logrou alcançar a 4ª colocação, um feito inédito para uma participação em primeira vez, quando em colocação superior encontrou-se a Seção da Rússia (1º lugar) e Israel (2º).
Durante o evento a IPA Brasil distribuiu a sua última edição de seu Magazine IPA Brasil que culminou com inúmeros elogios pela qualidade de produção e matérias, mas sucesso foi quando da apresentação do livro “Cadê minha Mãe”, de cunho psicopedagógico na questão da problemática penitenciária nacional quando um menino tem a sua mãe presa. O livro de autoria da nossa Vice-Diretora de Assuntos Acadêmicos, Giulieny, foi de fato muito elogiado pelos membros da IPA no mundo pela iniciativa e trabalho apresentado, inclusive, recebeu uma manifestação de referência por parte da Comissão Sócio Cultural da IPA.
No evento de encerramento do 63º IPAWC – 2018, momento em que ocorreu a entrega das premiações, a IPA Brasil integrou o Projeto desenvolvido pela “Foundation Gouds Metaheerhuis”, com uma doação financeira para a promoção de um ato de reconhecimento histórico relativo a II Grande Guerra Mundial, mais precisamente a criação de um muro na praça da cidade de Gouda com tijolos que continham registros desta história. A IPA Brasil recebeu carta de agradecimento na data de 05/10/2018 da fundação promotora pelo apoio promovido.
A Seção Brasil fechou com “chave de ouro” sua participação no 63º IPAWC com a premiação de a mais “amikeco” Delegação, e em contra partida outorgou o Presidente da Seção da IPA Holanda, Wim Cornelis, com a medalha “Amikeco” da Entidade, em razão do que fez e faz pela IPA no mundo.
A Coordenação da IPA Brasil para o evento tem a certeza de que podemos denominar que este Congresso foi o Congresso da Seção Brasil da IPA, em razão da sua participação diante da Agendo discorrida e de diversas declarações de inúmeros membros da IPA no mundo. Estamos no Ano Phoenix II da IPA no Brasil, e seguros que os objetivos do nosso Plano Estratégico de reengenharia total da Entidade já é um grande êxito.
Confira a seguir a cobertura completa do evento:IPA World Congress 2018 - Day 2“Servo Per Amikeco”  (Serviço Pela Amizade).

rtnotíciasipabr15outubro2018-15:54hs
The World in Brazil - IPA BRASIL Outorgada
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil foi outorgada pela Associação dos Diplomatas no Brasil em evento especial denominado “The World in Brazil” na data de 12 de setembro de 2018.
O Evento ocorreu no salão de eventos Espaço da Corte na capital do País com a presença de 135 embaixadas, além de empresários, membros de organismos internacionais e autoridades do poder executivo nacional. No momento ocorreu o lançamento do Projeto “My Country is Open for Business”, objetivando afinar e impulsionar os interesses específicos dos investidores, tanto no Brasil como no mundo.
O Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, em manifestação, foi claro em dizer que ações deste tipo é o que o Brasil precisa para integrar-se no contexto internacional e avançar junto com este. Agradeceu a Associação dos Diplomatas pela a iniciativa e o inusitado apoio da International Police Association.
O Presidente da IPA Brasil, em palavra no evento, ressaltou a importância da IPA no mundo e no Brasil, e que a sua presença neste contexto do Corpo Diplomático diante de eventos de importância ao Brasil não é somente um dever, mas uma obrigação estatutária, e mais, ser outorgada por significativa representação de entes internacionais aqui sediados, é uma honraria que vem extrapolar em muito o nosso muito grato.   Representantes da Federação de Indústria de São Paulo (FIESP), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX) e a Organização das Nações Unidas, ressaltaram o papel da IPA.
O evento culminou com um belíssimo jantar com pratos da culinária internacional e um show da “Broadway”, o que veio a trazer uma grande manifestação da mídia nacional e internacional.
Para a IPA Brasil, o reconhecimento recebido vem demonstrar que sua importância se faz presente neste contexto da diplomacia nacional e internacional o que nos traz o alento da certeza que nossas gestões estão no rumo da cimentação do reconhecimento da Entidade nacional, tanto à novel nacional como à nível internacional.“Servo Per Amikeco” (Serviço Através da Amizade).

rtnotíciasipasp15setembro2018
ELEIÇÃO 2018: IPA SÃO PAULO REALIZA ENCONTRO ENTRE CANDIDATOS POLICIAIS
A International Police Association_IPA – Regional São Paulo, realizará na próxima semana, um encontro para apresentar os candidatos a cargos eletivos  no pleito de 2018. O evento já conta com a presença confirmada de diversos candidatos, todos eles pertencentes as carreiras policiais em seus diversos segmentos, e acontecerá no dia 18 de setembro de 2018, às 18hs, na sede da IPA- SP.
De acordo com o Presidente da IPA-SP, Jarim Lopes Roseira, o evento tem o objetivo de ” divulgar as propostas dos candidatos junto ao universo policial, abrindo espaço para o debate e conhecimento das plataformas eleitorais a que se propõem defender”.
O encontro será mediado por um representante da IPA-SP, e o tempo das apresentações será divido entre os presentes, de forma a prestigiar cada um dos participantes.
Ainda de acordo com a IPA- SP , os candidatos interessados podem enviar um texto com o resumo dos assuntos que serão tratados, para divulgação no site oficial da instituição.
Agenda:ENCONTRO DE CANDIDATOS IPA-SP / ELEIÇÕES 2018 / 18 DE SETEMBRO DE 2018 – 18HS / AV. CÁSPER LÍBERO, 538, Cj. 33 – GALERIA ALTAMIRA, LUZ
CONTATO: 11 3313 50 77/dimas mendes junior.

rtnotíciasipabr05setembro2018-10:46hs
Munição, o caminho da bala.
O que mata é a bala
A IPA no Brasil vem a anos tentando emplacar no congresso nacional um projeto de Lei que vem a obrigar as empresas que fabricam munição, no Brasil, sejam obrigadas a produzir o “cartucho descartável”, ou seja, uma munição que poderá ser usada uma única vez. Descartando assim, a recarga de munição.
Até o presente não logramos êxito em razão do grande lobby efetivado pelas empresas de munição, uma vez que o seu comércio de venda de cartuchos, capacetes (bala), pólvora e espoleta em separado, lhes rende um grande lucro diante da recarga de munição.
Infelizmente, enquanto não conseguirmos esta Lei, continuaremos a ver crianças correndo entre os tiroteios nos morros em busca dos cartuchos deflagrados para venda ao “tráfico”, e continuaremos a ver pessoas sendo mortas por criminosos com munição recarregada.
Cartucho Descartável?
A IPA Brasil, encimada em seu projeto denominado: “O que mata é a bala”, apoiou um especialista neste contexto no objetivo da busca de encontrar uma maneira de que um cartucho após um disparo perfeito não conseguisse receber recarga, ou seja, fosse descartável. O objetivo foi alcançado com todas as avaliações técnicas possíveis diante do êxito do objetivo. Ensejada esta primeira etapa, passamos para a segunda, legislação de obrigatoriedade das empresas produzirem somente este tipo de cartucho para comercialização, e ai, em nível de processo legislativo, que o nosso embate se acirrou, pois viemos a enfrentar o lobby das indústrias de munição que se manifestavam totalmente contrárias a ideia, uma vez que veem a auferir grandes lucros com a venda em separado dos segmentos da munição, ou seja, o seus maiores lucros estão encimados na venda em separado, da pólvora, cartucho, capacete (bala), espoleta e também do estojo (cápsula/cartucho), inclusive para a área governamental federal, estadual e municipal, e, particular.
Para entender:  em uma venda de 10.000 cartuchos (munição completa/lacrada) vendem em separado 50.000 estojos (cartuchos, cápsulas), mais 50.000 espoletas, mais 50.000 capacetes (bala) e quilos de pólvora. Tudo isto com um único objetivo, a recarga.
Para o nosso especialista: “o segmento primordial de uma munição é o estojo (cartucho/ cápsula), este é de difícil produção em um fundo de quintal, o restante dos complementos (pólvora, capacete (bala) e espoleta) encontramos com facilidade no comércio, e com isso, teremos a facilidade, pela sua simplicidade, de efetivarmos uma recarga “perfeita” em níveis de munição para disparo. Após, basta a arma. Porém uma arma não tem eficácia se não possuir a munição, razão que podemos afirmar que o que mata é a “bala”. Com uma munição posso improvisar instrumentos diversos para fazer ela disparar (detonar), razão da minha assertiva acima de que o que de fato mata, é a bala”.
Matéria de Leandro Machado e Luiza Franco da BBC News Brasil em São Paulo, denominada: “O Caminho da bala”, demonstra cristalinamente que se nossas cápsulas (cartuchos) fossem descartadas, inutilizável, após o disparo, esta matéria não haveria de ocorrer.
O Caminho da bala: como munição desviada da PM de SP foi usada em crime no Rio e contra a própria polícia em tiroteio.
O pedreiro Antonio de Oliveira, de 45 anos, chegou às 6h45 no trabalho naquela segunda-feira, 18 de agosto de 2014. Desceu de sua moto, uma XRE-300 vermelha, na altura do número 100 da avenida Sapopemba, uma das mais importantes vias da periferia de São Paulo, na zona leste. Então sentiu algo encostar em seu ombro: uma arma. "É um assalto", disse uma voz.
Os desdobramentos desse roubo, que terminou na morte do assaltante, apontam para um problema que voltou à tona com o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), ocorrido em março deste ano: as falhas no controle e o desconhecimento das autoridades sobre o que acontece com parte da munição comprada pelas forças de segurança do país. A parlamentar foi morta com projéteis desviados da  Polícia Federal, e o crime continua sem solução.
No caso do roubo narrado acima, as balas que estavam na arma do assaltante vinham de um lote de munição da Polícia Militar de São Paulo, o BQZ-91. Depois do roubo, o ladrão usou os projéteis para atirar em agentes da própria corporação.
Nos últimos dois meses, a BBC News Brasil investigou a história desse lote. Ele foi comprado pelo governo estadual junto à Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) em 2008 - custou R$ 6,8 milhões aos cofres públicos. Além do roubo na zona leste paulista, a trajetória do BQZ-91 é marcada por furtos dentro da própria polícia, desvios para facções criminosas e assassinatos no Rio de Janeiro.
O assalto da moto em Guaianases
O entregador de pizzas Geovane dos Santos, de 18 anos, foi apontado pela polícia como o ladrão que roubou a moto do pedreiro Antonio de Oliveira. Uma hora depois do crime, o motoboy foi morto por dois militares com quatro tiros - três deles na barriga. Ele estava com a moto roubada em uma rua de terra de uma favela em Guaianases, bairro periférico da zona leste paulistana.
O inquérito criminal diz que ele levou a moto do pedreiro, encontrou dois PMs pelo caminho, tentou fugir e atirou duas vezes nos agentes, mas não conseguiu feri-los. Os policiais reagiram e o mataram. O pedreiro reconheceu o jovem momentos depois, por meio de fotos, na delegacia. "Era ele mesmo. Lembro da roupa que ele usava quando me assaltou", diz Oliveira à BBC News Brasil, quatro anos depois.
O grande mistério dessa história é como o motoboy de 18 anos teria conseguido os projéteis que pertencem à Polícia Militar de São Paulo. Laudos apontaram que as duas cápsulas usadas por ele para atirar nos policiais eram dos lotes AFZ-44 e BQZ-91, ambos comprados pela corporação paulista.
O mistério intrigou o delegado Maurício José Mendes Resende, responsável pelo caso. Em 27 de janeiro de 2016, ele questionou a Corregedoria da PM, em ofício: "Solicito, com a brevidade possível, se consta eventual registro de desvio, furto ou roubo de munição calibre 38 pertencente ao lote BQZ-91".
A instituição demorou quase nove meses para responder que não tinha informações sobre desvios. "Consoante ao que nos foi informado, o controle de distribuição de munições por lote só foi iniciado a partir do ano de 2010", escreveu.
lote BQZ-91 tinha 3,9 milhões de unidades. As cápsulas das balas supostamente usadas por Geovane. Ambas pertenciam aos lotes AFZ-44 e BQZ-91, ambos comprados pela Polícia Militar de São Paulo.
Controle de munição é falho?
Para Bruno Langeani, gerente e pesquisador em segurança pública do Instituto Sou da Paz, a falta de controle e até de conhecimento das forças de segurança sobre sua própria munição são fatos "muito graves". "As polícias precisam saber para onde foi cada lote de munição, porque assim as investigações ficam muito mais afuniladas. Você consegue saber que a munição 'x' foi para batalhão 'y'. Se ela for desviada, será mais fácil descobrir onde ocorreu o desvio", diz.
Quando o lote é maior, com milhões de balas, a tendência é que ele seja distribuído para inúmeras unidades da polícia. Assim, é improvável descobrir onde eventualmente ocorreu um desvio.
Saber o endereço final de uma munição comprada pelo Estado, por exemplo, ajudou a esclarecer o assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares em 2011, no Rio de Janeiro. Os projéteis usados no crime haviam sido enviados para um batalhão de policiais que estavam sendo julgados por ela. Apenas munição comprada pelo Estado é marcada em lotes.
Segundo o promotor Marcelo Oliveira, que por anos atuou na Justiça Militar de São Paulo, o controle da munição só começou a ser feito pouco tempo atrás, ainda que de maneira lenta. "Digamos que um policial saísse para a rua com 32 projéteis. Se ele participasse de uma ocorrência e voltasse com 20, dificilmente a polícia saberia o que aconteceu com o restante", explica.
A reportagem encontrou um caso semelhante a esse envolvendo o lote BQZ-91.
Em março de 2015, um policial militar foi preso depois de vender acesso ao rádio da PM a bandidos. Quando foi detido em seu carro, o agente portava uma arma pessoal com numeração raspada - ela estava carregada com dez projéteis do lote BQZ-91. Ele foi acusado e depois condenado por peculato, pois não poderia utilizar um recurso público em um bem particular. Seus advogados recorreram.
Segundo o promotor Oliveira, grande parte dos casos em que policiais são processados pelo Ministério Público envolvem desvios como esse ou a perda de armas e munição. "Cada PM tem uma arma (de calibre) .40, com dois cartuchos de 16 balas cada um. Há casos em que o policial alega que perdeu tudo. Ele responde por peculato. Se tiver desviado para bandidos, dificilmente alguém consegue provar o crime. A PM desconta R$ 1.200 do salário pela perda. No mercado negro, uma arma .40 com munição custa R$ 5.000", diz.
Oliveira atuou na acusação da chacina de Osasco, quando 17 pessoas foram mortas. Três policiais militares e um guarda-civil foram condenados. As munições usadas nos crimes foram compradas pela PM, Exército e Polícia Federal - um dos lotes, da PF, também foi utilizado no assassinato da vereadora Marielle.
Quem era o jovem que atirou na PM com balas da própria polícia?
Em uma manhã de julho, a BBC News Brasil visitou a casa onde morava o motoboy Geovane dos Santos, o jovem que teria atirado em agentes em policiais usando balas da própria polícia. A família vive em uma ocupação irregular que existe há décadas em Guaianases, a 4 quilômetros da favela onde ele morreu.
Santos parou de estudar na oitava série do ensino fundamental e fazia bicos em pizzarias do bairro. Um dos seus irmãos, um garoto de 15 anos, conta que o sonho do jovem era ter uma moto XRE-300, veículo que ele teria roubado antes de morrer. "Era o que o Geovane mais queria na vida. Conseguiu. Andou um pouquinho e morreu", diz.
A matriarca da família, Elizete dos Santos, de 53 anos, conta que, no dia em que foi morto, o filho saiu de casa com quatro amigos que ela não conhecia. "Eles vieram buscá-lo aqui, durante a madrugada. Não posso dizer que ele não fez coisas erradas", diz, segurando uma caixa com os documentos do filho, entre eles, um currículo que o garoto entregava em empresas da região. "Se ele roubou alguém, prende o menino, deixa 10 anos na cadeia, dá um cacete nele. Mas não precisa matar. O que eles (PMs) fizeram foi covardia", afirma.
Um laudo pericial relatou que havia indícios de que a arma atribuída a ele (calibre 38, numeração raspada) realizou dois disparos. O caso foi arquivado depois de a Justiça Militar concluir que os policiais agiram em legítima defesa.
A Secretaria de Segurança Pública afirma que o episódio foi investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e enviado à Justiça.
Quando morreu, Geovane dos Santos deixou um filho de sete meses, hoje com pouco mais de quatro anos.
Forças de segurança ignoram orientação do Exército
A história do lote BQZ-91 começa em 2008, seis anos antes do episódio que vitimou Geovane. Vendido pela CBC à Polícia Militar de São Paulo, o BQZ-91 ocupa a décima posição no ranking de maiores lotes de munição comprados pelas forças de segurança do Brasil desde 2005. Tinha 3,9 milhões de projéteis.
O maior volume da lista tinha 19 milhões de unidades e foi vendido à Marinha.
Em 2004, o Exército, que regula o setor, lançou uma portaria que pede às forças de segurança que comprem munições com apenas 10 mil unidades por lote, no máximo. A regra, que ajudaria a esclarecer crimes pois ficaria mais fácil rastrear possíveis desvios, tem sido ignorada pelas polícias: o Estado continua a comprar um grande volume de balas de um mesmo lote.
Segundo Antônio Edílio Magalhães Teixeira, procurador do Ministério Público Federal na Paraíba, o resultado da falha na distribuição é que munições das polícias são desviadas e se espalham pelo país sem que ninguém saiba de onde elas partiram. "Como o Exército não fiscaliza e não cobra lotes menores da CBC, o que a gente tem visto é que a maior parte dos crimes segue sem solução, porque não se consegue rastrear de onde as balas saíram", diz.
Portaria do Exército diz que lote devem ter no máximo 10 mil unidades, mas ela nem sempre é seguida
Há alguns meses, Teixeira percebeu que balas usadas em um assalto a uma agência dos Correios na cidade Serra Branca (PB) tinham o mesmo número de lote que as do assassinato de Marielle Franco, no Rio, e da chacina de Osasco, em São Paulo. Como os projéteis saíram das mãos da PF e chegaram a criminosos diferentes em três Estados é um mistério.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que atualmente compra lotes de 10 mil unidades e que hoje é possível rastrear os projéteis até o "nível dos batalhões", em um "controle rigoroso no armazenamento e distribuição das munições."
Já o Exército disse que está averiguando por que a CBC não vem seguindo a determinação de vender lotes menores. Também cita a criação de sistemas para aperfeiçoar a fiscalização e rastreamento de munições. Por sua vez, a CBC afirmou que a portaria do Exército é apenas uma referência e que não há lei que estabeleça a quantidade máxima de um lote. Diz que segue a legislação e que trabalha junto ao Exército para aperfeiçoar a regulamentação sobre o assunto.
Sargento desviou munição da PM
Depois de sair da fábrica da CBC, o lote investigado pela BBC News Brasil, o BQZ-91, foi enviado a um centro de distribuição da PM de São Paulo. Esse órgão é encarregado de repassar os suprimentos para batalhões e centros de treinamento.
Foi em um desses locais, a Escola de Educação Física da Polícia Militar, onde ocorreu um dos maiores desvios de munição conhecidos até hoje. O acusado (e condenado) pelo crime é o ex-sargento Ricardo Tadeu de Souza Ferraz, que entre 2005 e 2009 foi o responsável por fazer o controle de armamento e munição em treinamentos de tiro na escola.
Entre os projéteis furtados por ele estavam 2 mil unidades do lote BQZ-91, calibre 7.62 (usadas em fuzil).
O desvio só foi descoberto por acaso. No dia 29 de julho de 2009, policiais federais pararam um ônibus na cidade de Arujá, na Grande São Paulo, em uma operação de rotina. O veículo tinha o Rio de Janeiro como destino. Em malas de dois casais de passageiros foram encontrados milhares de projéteis da PM paulista.
Segundo o processo judicial, um dos membros da quadrilha afirmou conhecer um sargento da PM chamado Ricardo, ex-integrante da Rota (batalhão de elite da polícia), cuja esposa se chamava Patrícia. Disse que era esse agente que furtava e repassava as munições para serem vendidas a uma facção criminosa da favela da Rocinha, no Rio. Na agenda telefônica de uma das mulheres do bando havia o número da esposa do PM.
Dias depois, a Polícia Civil foi até a casa do sargento Ricardo Tadeu de Souza Ferraz, pois suas informações pessoais batiam com a denúncia. No local, foram encontrados outros carregamentos de munição - exatamente dos mesmos lotes que estavam no ônibus parado pela PF.
O Oficial foi preso em flagrante. Depois, acabou expulso da PM e condenado a oito anos de prisão. No julgamento, sua defesa alegou que a munição encontrada em sua casa era um presente de um militar amigo. Também pediu a suspensão do processo porque um laudo do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) apontava que Tadeu é esquizofrênico. Para seu advogado, Luiz de Vitto, ele deveria ser inimputável.
Por outro lado, a Justiça realizou outro laudo médico que afirmou o contrário: Ricardo fingia ser esquizofrênico, diz o documento.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Marco Aurélio Mello rejeitou os pedidos da defesa. Em julho do ano passado, a Justiça pediu a sua prisão preventiva - o agente está foragido desde então.
Briga entre facções com munição da PM de SP
Não é possível saber se a quadrilha desviou mais projéteis da PM paulista para facções criminosas do Rio. O processo se refere apenas aos carregamentos encontrados pela PF em 2009.
No entanto, coincidência ou não, dois assassinatos na cidade de São Gonçalo, no Rio, foram cometidos com balas do lote investigado pela BBC News Brasil e desviado pelo ex-sargento Ricardo Tadeu de Souza Ferraz, o BQZ-91.
Por volta das 13h30 do dia 26 de julho de 2015, os jovens Wallace Mendes e Matheus da Silva Carvalho foram mortos na rua Expedicionário Joaquim Onilo Borges, bairro Pacheco, em São Gonçalo. Um dos rapazes levou 21 tiros e o outro, 26. Além do BQZ-91, outra boa parte das balas também foi comprada pela PM de São Paulo - há outra parcela da PF.
A Promotoria apontou como motivo dos homicídios uma briga entre as facções Comando Vermelho e Amigos dos Amigos, que dominam o tráfico de drogas em favelas do Rio. Dois homens - um deles, menor de idade - foram presos sob a acusação de serem os assassinos, mas outras pessoas teriam participado do crime.
Segundo a denúncia da Promotoria, Cleyton Passos Gomes, o Cleytinho, decidiu assaltar uma mercearia junto a comparsas da Amigos dos Amigos. Durante o roubo, o grupo reconheceu Mendes e Carvalho dentro do estabelecimento. As vítimas seriam membros do Comando Vermelho, facção rival que comandava o morro vizinho, da Chatuba. Foram fuzilados.
Cleyton foi condenado pelos assassinatos. A reportagem procurou sua defesa várias vezes nos últimos dois meses, mas os advogados não se pronunciaram até a publicação. Não se sabe como os assassinos conseguiram a munição comprada pela PM de São Paulo.
Estado armando criminosos?
Não é possível saber exatamente quantas vezes as balas do lote BQZ-91 foram usadas por criminosos. Depois de repassadas ao batalhões da PM, suas 3,8 milhões de balas praticamente saíram do radar.
Para Bruno Langeani, do Instituto Sou da Paz, a trajetória do lote BQZ-91 é um exemplo da falta de controle da munição comprada pelo Estado. "As polícias precisam enxergar que armas e munições são objetos valiosos que geram interesse na criminalidade. É preciso ter um controle de mais qualidade para evitar que esse armamento esteja no dia seguinte dando tiro em policial."
Um relatório do escritório da ONU para Paz, Desarmamento e Desenvolvimento da América Latina e Caribe, divulgado recentemente, recomendou que toda a munição brasileira "seja devidamente marcada e gravada", mesmo aquela vendida a civis. Também orientou que a norma do Exército sobre lotes menores seja cumprida.
Já o procurador Antônio Edílio Magalhães Teixeira, do MPF, analisa as consequências da falta de controle da munição brasileira. "Se continuarmos essa prática, o Estado brasileiro continuará gastando dinheiro público para armar grupos de criminosos", diz.
Em fecho, trazemos a matéria abaixo, publica no Jornal O SUL.
Polícia desativa fábrica clandestina de munições.
Munições de diversos calibres foram apreendidas. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Agentes do Denarc (Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico) desativaram, na manhã desta quinta-feira (26), uma fábrica clandestina de munições que funcionava em uma casa na Zona Sul de Porto Alegre. Um homem de 49 anos foi preso quando chegava no local portando uma pistola.
Segundo o delegado Guilherme Calderipe, o indivíduo é suspeito de distribuir munições para o crime organizado. Durante buscas na residência, foram encontradas centenas de munições de diversos calibres, máquinas e acessórios para o preparo e montagem dos objetos letais.
O diretor de investigações do Denarc, delegado Mario Souza, afirmou que, segundo as investigações, “tratava-se de um esquema com certo grau de organização, onde as suspeitas apontam que o local funcionava como um posto de abastecimento de munição para organizações criminosas da Capital.”
Depósito de armas
Agentes da 4ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico encontraram, na semana passada, um depósito clandestino de armas em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Segundo o delegado Maurício Barison, o local foi descoberto após três meses de investigação. “Um homem investigado guardaria as armas no local e também modificaria algumas características para aumentar o seu poder letal”, explicou.
Durante as buscas, foram apreendidas 32 armas de fogo de diversos calibres. “Espingardas calibre 12, revólveres e, inclusive, um mecanismo de tiro de fuzil 7.62 de repetição do Exército Brasileiro foram apreendidos”, acrescentou Barison. O criminoso responsável pelo local não estava presente no momento da ação policial. Ele está sendo procurado.
"Durante a ação, foi apreendida uma carabina de ar comprimido, comprada legalmente em qualquer loja desse ramo, transformada em uma arma de fogo calibre 22, sem registro e sem numeração oficial, uma arma fantasma”, prosseguiu o delegado. A operação foi batizada de Metamorfose.
O diretor de Investigações do Denarc, delegado Mario Souza, enfatizou o risco de “armas fantasmas”, sem procedência, para o aumento da criminalidade e fortalecimento do tráfico de drogas. “A Polícia Civil vai intensificar as investigações contra possíveis fontes de fornecimento de armas ilegais que possam estar atreladas ao narcotráfico”, ressaltou."Em março, na Operação Armeria, foram apreendidas mais de cem armas. Esse resultado de grande efetividade na retirada de armas foi colocado no planejamento operacional de 2018 do departamento e teve alterações nas formas de ação, que estão proporcionando como resultado esse nível muito positivo na apreensão de armas”, enfatizou o diretor.
O Projeto: “O que mata é a bala” da IPA Brasil, com certeza não é a solução definitiva para a problemática, mas com certeza reduziria em mais de 50% essa questão. Continuamos tentando, pois este é o nosso mister em prol da segurança pública nacional.

rtnotíciasipasp31agosto2018
Ministérios unem-se para criar Escola Nacional de Segurança Pública
Uma parceria entre os ministérios da Segurança Pública e da Educação deverá possibilitar a criação de uma escola de formação de especialistas em segurança pública. Inédito no Brasil, o estabelecimento deverá oferecer cursos de graduação, pós-graduação e doutorado.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o ministro da Educação, Rossieli Soares, assinam protocolo de intenções para permitir a ampliação do acesso à educação para presos.
“É uma necessidade que nós temos. Vários países mundo afora já contam com uma escola nacional para formar policiais, seguranças, técnicos e gestores em segurança, a partir de um currículo nacional”, disse o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante a assinatura, pelas duas pastas, de um protocolo de intenções para implementação de um projeto de ampliação do ensino forma em unidades prisionais de todo o país.
De acordo com Jungmann, a intenção é que a futura Escola Nacional de Segurança Pública e Inteligência seja de “classe mundial e eleve a produtividade, a competência e a capacidade” das polícias brasileiras.
O ministro da Educação, Rossieli Soares, informou que a proposta vem sendo discutida há meses. “É uma grande ,e estamos empolgados em poder apoiar o Ministério da Segurança Pública. Esperamos encontrar, nos próximos dias, uma solução técnica, o melhor modelo jurídico: se essa escola será uma autarquia, uma organização social, uma parceria temporária com alguma instituição já existente”, disse Soares, que pretende colocar a estrutura do Ministério da Educação à disposição da estruturação de uma rede acadêmica.
“Vamos articular toda a rede de universidades [públicas] para que possamos ter um consórcio de estabelecimentos de ensino que apoiem este tema. E o Ministério da Segurança Pública vai articular isso com as redes estaduais [de segurança pública]”, acrescentou Soares.
De acordo com o ministro da Educação, quando for tirada do papel e se tornar uma realidade, a escola nacional não só facilitará o acesso dos agentes públicos do setor ao conhecimento que é produzido nas universidades, como ampliará o alcance das experiências propostas e desenvolvidas pelas forças policiais de todo o país.
“Os grandes especialistas na área de segurança pública estão dentro do próprio sistema de segurança. Poderemos combinar algumas coisas que já temos nas nossas universidades, mas sempre levando em conta que cada polícia, em cada um dos estados, conta com grandes profissionais que podem dar sua contribuição”, acrescentou o ministro.Fonte: EBC.

rtnotíciasipabr30agosto2018-12:08hs
O Hino da Terra
Cósmico oásis, a pérola cósmica azul
O planeta mais bonito do Universo
Todos os continentes e oceanos
Junto com flora e fauna
Juntos com espécies de uma só Terra
Culturas, costumes, crenças diversas
Somos humanos, a Terra é o nosso lar,
todos os povos e todas as nações
todos por um, um por todos
Juntos erguemos a bandeira azul.Abhay Kumar.
O Hino da Terra foi composto pelo diplomata indiano Abhay Kumar, e gravado nas seis línguas oficiais das Nações Unidas: Árabe, Chinês, Espanhol, Inglês, Francês e Russo. O Hino representa a união entre todos os povos e ressalta a necessidade de respeito e cuidado para com a Terra, seus rios, lagos, mares, florestas, animais e por tudo mais que absolutamente compõe este planeta que é de todos nós. Um lugar maravilhoso em que a natureza se manifesta de forma tão harmoniosa. Como instrumento simbólico, poderoso como um Hino, certamente será executado cada vez mais em diferentes ocasiões ao redor do globo e faça com que de fato desapareçam as fronteiras, oferecendo a todos os povos  a chance de aprender e apreciar as diferentes expressões, de qualquer credo, etnia, costume ou cultura, sabendo que, em essência, somos todos um.

rtnotíciasipabr28agosto2018-11:18hs
Drogas - O Calcanhar de Aquiles dos Americanos
Nem mesmo a epidemia de AIDS matou tantas pessoas nos Estados Unidos em um único ano quanto as overdoses. A maioria das mortes foi causada pelo uso de opiáceos. Em torno de 49.000 casos foram constatados, de acordo com os dados mais recentes do Centro de Controle de Doenças (CDC). O principal fator para esse aumento de mortes é outra droga sintética, o fentanil, 50 vezes mais forte que a heroína, que já matou 29.000 pessoas. É seguido pela heroína e outras drogas. Os especialistas do CDC na verdade estão preocupados com o fato de que substâncias como o fentanil sejam misturadas com drogas para aumentar seu efeito. Os estados com a maior taxa de mortalidade são Virgínia Ocidental, Pensilvânia e Ohio. Em Massachusetts, Vermont, Wyoming e Montana começa a haver uma redução nas mortes por overdose, mas são uma exceção, porque no resto do país está crescendo, apesar dos esforços feitos para combater a dependência de drogas como o fentanil, 50 vezes mais forte que a heroína.
O total anual de mortes por overdose no ano passado foi de 72.287, segundo estatísticas do CDC, o que equivale a uma morte a cada oito minutos. É um número recorde, que representa um aumento de 10% em um ano e que ultrapassa o número de mortes em acidentes de trânsito e violência com armas de fogo.
O presidente Donald Trump declarou situação de “emergência de saúde pública” no ano passado. Nesse contexto, o Departamento de Justiça e a Agência Antidrogas (DEA) acabam de propor que seja aplicado às empresas farmacêuticas um limite na produção de substâncias que possam ser usadas de maneira indevida.  O objetivo dessa nova cota é reduzir o volume de medicamentos, como os analgésicos, que são vendidos ilegalmente no mercado negro ou que facilitam o vício. As estatísticas do CDC mostram algum progresso nesse sentido, já que as mortes por overdose relacionadas a medicamentos como Oxicodona ou Hidrocodona pararam de crescer, o que pode indicar que se está próximo da mortalidade máxima. O presidente pediu que mais controle fosse aplicado. “É como uma nova forma de guerra”.Fonte: EL Pais.

rtnotíciasipabr28agosto2018-10:36hs
K2 (Spice) - A Droga Sintética
A cena nesta quarta-feira, 16/08, no New Haven Green, um parque central localizado ao lado da Universidade de Yale, foi caótica. Bastava olhar as marcas deixadas pelas ambulâncias que invadiram o gramado para socorrer a avalanche de intoxicados pelo consumo de uma droga sintética cem vezes mais poderosa que a maconha, a K2. Até 76 casos de overdose foram contabilizados pelas autoridades em um dia, aos quais se somaram, horas depois, mais de vinte registros. É o mais recente exemplo da grave crise decorrente do uso de drogas que flagela os Estados Unidos.
O QUE É A  “MACONHA SINTÉTICA” K2?
Na sua essência, maconha sintética é uma mistura de produtos químicos industriais com moléculas sintéticas de THC pulverizados sobre qualquer erva seca – como capim, envolto em brilhantes e chamativos pacotes coloridos são vendidos sob uma variedade de nomes como K2, High Legal, Black Mamba, Cannabis Blends e Spice (as mais conhecidas), embora centenas de outras marcas são encontrados. Ela é projetada para se parecer com maconha, mesmo não possuindo aroma e a aparência da natural, e vem disfarçada de incenso e ervas aromatizadoras, o que não tem nada a ver com a maconha natural, e seu consumo afeta o cérebro de forma diferente do que a droga natural, e, de acordo com o NIDA – o Instituto Nacional de Abuso de Drogas, nos EUA, informa que os usuários podem experimentar: ansiedade, agitação, náuseas, vômitos, hipertensão arterial, convulsões, alucinações, pânico, incapacidade de comunicação, paranoia, além de levar o usuário a agir com violência.
COMO SURGIU?
Na década de 90, na Carolina do Sul, o químico americano John W. Huffmann, começou a sintetizar canabinóides, na busca de medicamentos para o alívio do sofrimento de pacientes de AIDS e câncer, mas que acabou por fim se tornando uma droga perigosa.
Apesar de sua comercialização ser proibida, a ‘maconha sintética’ não possuí um fabricante específico. São muitos fornecedores, o acesso é relativamente fácil, pois basta uma rápida pesquisa pela internet que você consegue achar vendas de pacotes individuais e até lotes da substância, inclusive no Brasil. O seu custo gira a cerca de US$ 1, no Brasil em torno de 5 reais.

rtnotíciasipabr27agosto2018-20:34hs
Propostas Eleitorais para a Segurança Pública
Segurança Pública – Propostas Presidenciáveis
Para que os policiais brasileiros conheçam as propostas apresentadas pelos candidatos a presidência da República Brasileira, apresentadas até a data de 14 de agosto, descrevemos abaixo:
Álvaro Dias:
Defende a flexibilização do porte de armas no Brasil.
Criar uma frente latino-americana de combate à produção e ao tráfico de drogas.
Investir em monitoramento e inteligência e aplicar rigor absoluto nas fronteiras, para impedir a entrada de drogas e a passagem para exportação para outras nações. Construir mais presídios; oferecer trabalho e estudo para os presos; dar incentivo fiscal para a contratação de ex-presos pela iniciativa privada; e apoiar as Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados).
Cabo Daciolo:
Criar um piso salarial nacional para as profissões da segurança pública — como policiais militares, civis e bombeiros.
Aplicar 10% do PIB nas Forças Armadas, reestruturar os planos de carreira e ampliar o efetivo e a remuneração dos militares.
Aumentar o efetivo das polícias Federal, Rodoviária Federal e Ferroviária Federal.
Reestruturar o sistema penitenciário.
Ciro Gomes:
Desenhar um novo modelo de segurança pública, em que a União participe mais da prevenção e repressão à criminalidade violenta. Para isso, melhorar as formas de financiamento das políticas de segurança, coordenar os esforços dos Estados para conter o crime, organizar os esforços na repressão e prevenção ao homicídio.
Direcionar as polícias federais para o combate às organizações criminosas violentas.
Criar uma Polícia de Fronteiras.
Implementar um sistema nacional de inteligência em segurança pública.
Criar programa de acompanhamento dos jovens egressos do sistema prisional.
Geraldo Alckmin:
Reduzir o número de homicídios para, pelo menos, 20/100 mil habitantes, engajando Estados e municípios no combate à violência.
Combater o crime organizado e o tráfico de armas e drogas com a integração da inteligência de todas as polícias.
Criar a Guarda Nacional como policía militar federal apta a atuar em todo o país.
Apoiar uma ampla revisão da Lei de Execução Penal para tornar mais difícil a progressão de penas para os infratores que cometeram crimes violentos e que tenham envolvimento com o crime organizado.
Levar para todo o país o Programa Recomeço — Uma Vida Sem Drogas, adotado em São Paulo.
Guilherme Boulos:
Desmilitarizar a polícia militar. Fundir os corpos policiais em torno de um só ente policial.
Aumentar os investimentos em inteligência.
Contra armar a população, o que criaria "uma falsa sensação de segurança e ampliaria os crimes de ódio"
Fazer uma discussão sobre a legalização das drogas.
Henrique Meirelles:
Melhorar a economia. Acredita que a origem da crise de segurança está na má situação financeira dos governos estaduais, que são responsáveis pela segurança.
Integrar as polícias (Civil, Militar e Federal) e criar sistemas de planejamento e informação.
Criar um plano nacional abrangente, que terá como um de seus aspectos a melhora da proteção das fronteiras terrestres e aéreas.
Jair Bolsonaro:
Redirecionar a política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência.
Reformular o Estatuto do Desarmamento. Defende o direito a posse e porte de arma de fogo por todos.
Defende mudança no código penal para estabelecer a legítima defesa de fato: "você atirando em alguém dentro da sua casa ou defendendo sua vida ou patrimônio no campo ou na cidade, você responde, mas não tem punição".
Reduzir a maioridade penal para 16 anos.
Acabar com a progressão de penas e as saídas temporárias.
Defende o fim das audiências de custódia.
Apoiar penas duras para crimes de estupro, incluindo castração química voluntária em troca da redução da pena.
Tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas no território brasileiro.
Garantir o excludente de ilicitude para o policial em operação — ou seja, que os policiais não sejam punidos se matarem alguém em confronto.
João Amôedo:
Revisar o Estatuto do Desarmamento, para liberar o porte de arma para todos os cidadãos.
Criar parcerias público-privadas para a gestão e construção de presídios.
Defende uma legislação penal mais dura, com penas mais duras.
Ter uma corregedoria de polícia forte e com carreira independente, para punir casos onde haja excesso e corrupção policial.
João Goulart Filho:
Contra armar a população.
Fortalecer as polícias militares, para que possam combater o tráfico de drogas.
Propor a descriminalização do usuário de drogas.
Fazer uma reforma urbana, melhorando as condições de vida nas comunidades pobres e fazendo a titulação das residências (dar escrituras aos moradores).
José Maria Eymael:
Sem dados até o momento
Luiz Inácio Lula da Silva:
Criar um Plano Nacional de Redução de Homicídios.
Aprimorar a política de controle de armas e munições, reforçando seu rastreamento.
Alterar a política de drogas. Ao mesmo tempo, prevenir o uso de drogas.
Propor uma reforma na legislação para que a privação de liberdade seja adotada apenas em condutas violentas. Prevê criar um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que estabeleça uma Política Nacional de Alternativas Penais.
Retomar investimentos nas Forças Armadas.
Ministério da Defesa voltará a ser ocupado por um civil.
Marina Silva:
Contra a flexibilização do uso de armas.
Defende a realização de plebiscito sobre descriminalização das drogas.
Elaborar um Plano Nacional de Segurança Pública, que contemple a atuação integrada do governo federal, estados e municípios.
Promover a integração, treinamento e valorização dos policiais.
Usar inteligência e tecnologia para combater o crime organizado.
Acabar com os comandos criminosos nos presídios.
Vera Lúcia:
Descriminalizar e legalizar as drogas.
Desmilitarizar a Polícia Militar.
Dar fim à Força Nacional de Segurança.
Dar fim às intervenções militares nas comunidades pobres.
Conceder direito à autodefesa e ao armamento a trabalhadores e bairros pobres.

rtnotíciasipasp21agosto2018
Forças de Segurança fazem segundo dia de operação em favelas da zona norte do Rio
Forças de segurança realizam uma operação conjunta nos Complexos do Alemão, da Maré e da Penha desde a madrugada desta segunda-feira
As Forças de Segurança que atuam no Estado do Rio realizam nesta terça-feira, 21, o segundo dia de operação nos complexos de favelas do Alemão, daMaré e da Penha, na zona norte do Rio. A ação acontece um dia depois em que sete pessoas, incluindo dois militares, morreram em confrontos na região.
Ainda não há informações sobre o efetivo que atua nesta terça. Na segunda-feira, 4.200 homens das Forças Armadas e mais de 70 policiais militares, além de agentes da polícia civil, atuaram na ação dos morros cariocas.
A operação na segunda-feira registrou as duas primeiras mortes de militares desde o início da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. O cabo Fabiano de Oliveira Santos morreu pela manhã após ter sido baleado no ombro. No fim da tarde, o soldado João Viktor da Silva foi morto após ser atingido na cabeça.dimas mendes junior.

rtnotíciasipabr18agosto2018-00:11hs.
Uruguai e a Maconha
Uruguai inicia venda de maconha em farmácias e revoluciona a política mundial de drogas.
Não é casualidade que esse seja o primeiro país do mundo onde o Estado se encarregará de controlar o cultivo, o empacotamento e a venda legal de maconha em farmácias, uma atitude que todas as nações vizinhas proíbem e combatem. O pequeno país de cerca de 3 milhões de habitantes é governado, desde 2005, por uma esquerda tranquila, que conseguiu alcançar um recorde histórico de crescimento ininterrupto de sua economia. O Uruguai já foi o pioneiro na América Latina em abolir a escravidão, aprovar o ensino laico, o divórcio e em legalizar a prostituição. A separação entre Igreja e Estado ocorreu há mais de 100 anos. Tudo chega antes no Uruguai, que quase sempre serve de modelo para que outros sigam o mesmo caminho.
País com a maior tradição liberal da América dá início a um projeto vanguardista destinado à maconha.
Desde que começou a legalizar a maconha, o Uruguai vem gerando estudos que medem milimetricamente os efeitos do processo, algo factível para um país com poucos habitantes e boa cobertura médica e de segurança. Além disso, pesquisadores de várias universidades reunidos na organização Monitor Cannabis complementam os dados com estudos próprios. Somam-se a isso as colaborações de instituições estrangeiras, onde a experiência uruguaia suscita um enorme interesse.
Loja em Montevidéu, Uruguai, que se dedica à venda de produtos relacionados ao consumo de maconha.
Nesse sentido, os especialistas consideram que a regulação está cumprindo uma das suas promessas, que era tirar o mercado da maconha das mãos dos narcotraficantes. Porém, os pesquisadores abordam essas conclusões com prudência, já que a legalização foi apenas parcial até 2017, quando começou a venda em farmácias e que atualmente são 14 estabelecimentos em todo o país, com uma produção controlada pelo Estado.
Aproximadamente 35.000 pessoas estão registradas para adquirir maconha legalmente no Uruguai através do autocultivo de clubes ou em farmácias. Mas também, há um mercado cinzento em que os usuários legais às vezes presenteiam ou revendem a droga no seu entorno, porém o alcance do mercado legal é cada vez maior. Calcula-se que o mercado consumidor de maconha movimente 40 milhões de dólares (152 milhões de reais) por ano no Uruguai, dos quais 10 milhões já passaram ao setor legal da economia.
O assessor de segurança do Ministério do Interior do Uruguai, Ricardo Fraiman, confirmou neste fim de julho passado, durante um evento organizado pelo Observatório Latino-Americano de Pesquisas em Política Criminal, que as investigações apontam um estrangulamento do mercado ilegal e observou que o aumento da violência e dos homicídios nas estatísticas era uma consequência “esperável” do processo de legalização.
A estatística oficial do ano de 2017 apresentou que 283 pessoas foram assassinadas, enquanto que no ano anterior foram registrados 268 homicídios, num país de 3,4 milhões de habitantes. Em Montevidéu, foi a área onde se registrou mais crimes violentos, e as autoridades reconhecem que acerca de 45% dos homicídios tiveram relação com brigas entre narcotraficantes pelo controle de território. Em uma comparação com o Brasil, o número uruguaio representa 8,3 homicídios por 100.000 habitantes, contra 30,8 da média brasileira.
O Processo da Legalização
“Eu consumo maconha desde os meus 15 anos de idade e nunca havia tido acesso, tão facilmente, a um produto de tanta qualidade e tão barato. As pessoas já não precisam ir às favelas para comprar essa droga. Os traficantes também já não se interessam pela maconha, não dá dinheiro. Eles se dedicam à venda de outras drogas. Quando vejo os problemas que existem em outros países para fumar me considero sortudo”, afirma Lucas López, que decidiu converter seu hobby em profissão e abrir uma loja de objetos de todo tipo relacionados ao consumo da maconha, em plena avenida 18 de julho, no centro de Montevidéu. O estabelecimento está repleto de pôsteres enormes em vários idiomas que dizem “aqui não vendemos maconha”, mas, ainda assim, turistas entram com frequência para tentar comprar a droga.
A legislação é muito clara: só os uruguaios podem cultivar em suas casas e adquirir maconha, oficialmente, nas 30 farmácias que já estão registradas para vender a droga a um preço de 1,30 dólar (cerca de 4 reais) por grama, um valor muito mais baixo que o cobrado por um produto de inferior qualidade no mercado negro. Os compradores registrados precisarão colocar seu dedo em um dispositivo na farmácia. Assim, a máquina poderá identificá-los e verificará se já não excederam o limite legal de compra – 10 gramas por semana. Esse mecanismo de controle garante também o anonimato, já que o farmacêutico não tem acesso ao nome do cliente, e, uma vez mais, deixa os estrangeiros de fora.
O país, que já é uma potência turística, quer que os visitantes venham atraídos pelas praias, não pela droga. Essa experiência piloto é única no mundo – há outros países onde a venda da maconha é legal, mas em nenhum deles o Estado controla todo o processo, incluído o design genético da planta, comprado de uma empresa espanhola. Tudo está pensado para tirar do mercado ilegal os 160.000 uruguaios que, em algum momento do ano, fumam maconha, e para acabar com um negócio que rende 30 milhões de dólares (95,7 milhões de reais) aos traficantes, além de aumentar a violência e, inclusive, o índice de mortes em um país pouco acostumado à insegurança que assola toda a América Latina.
Tudo começou em 2012, recorda Julio Calzada, o então responsável pela política de drogas e máximo inspirador da lei que regula todo esse inédito processo. O presidente do país era o atual senador José Mujica – agora com 82 anos –, um ex-guerrilheiro tupamaro que se converteu, na época, em um fenômeno mundial, com mais seguidores fora de seu país do que dentro dele. A tranquila Montevidéu, uma cidade de poetas e cafés, amanheceu comovida com um vídeo no qual um menor assassinava com um tiro, e a sangue frio, um funcionário do conhecido restaurante La Pasiva, durante um assalto. O homem tinha cinco filhos. Outras duas mortes violentas por acertos de contas entre narcotraficantes, na mesma semana, escandalizou tanto a sociedade que Mujica resolveu dar o primeiro passo para iniciar um processo que culmina agora, em 2017, e que levou a uma mudança integral da política de drogas e à legalização da maconha.
Um autocultivo de maconha em Montevidéu.
Cinco anos depois desse início, a colheita da planta, cultivada em estufas protegidas pelo Exército, para evitar roubos, já foi realizada com sucesso e o produto já foi devidamente embalado. As farmácias também já estão preparadas para começar a vendê-la em, no máximo, duas semanas. As farmácias instalaram um “botão do pânico” para poder chamar a polícia de forma mais rápida e efetiva, caso seja necessário. No entanto, todos os especialistas no assunto acreditam que não haverá mais do que tranquilidade, no melhor estilo uruguaio. Não aconteceu nada de ruim quando o autocultivo foi aprovado. Atualmente há 6.000 pessoas registradas que encheram suas varandas e jardins em Montevidéu com a inconfundível planta. Os pés de maconha são tão visíveis que agora o problema são os roubos em época de colheita. “Antes nos escondíamos da polícia e agora dos ladrões”, brinca Laura Blanco, diretora do centro de cannabicultores Gaia. Os clubes cannábicos criados também não ocasionaram problemas. Esses grupos de consumidores se organizam que jardineiros cultivem para todos. Para ser sócio, cada integrante paga cerca de 100 dólares por mês (aproximadamente 320 reais), e, em troca, recebe os 40 gramas permitidos por lei, 480 gramas anuais. “Até o momento retiramos pelo menos 12.000 pessoas do mercado ilegal. Isso já é um êxito. E continuaremos expandindo nossos resultados”, afirma Calzada, idealizador da lei.
“Foi difícil se organizar para fazer uma colheita constante, mas agora tudo funciona perfeitamente. Conseguimos que nenhum de nossos sócios dependa do mercado negro, é uma mudança histórica no Uruguai e no mundo”, conta Martín Gaibisso, fundador de um dos primeiros clubes cannábicos. No Uruguai já começa a haver maconha de alta qualidade por todos os lugares. Usuários fumam nos parques, às margens do Rio da Prata, e nas mesas exteriores dos restaurantes, o consumo foi completamente normalizado. Devagar, sem pressa, ao estilo uruguaio, o país está mostrando ao mundo as consequências de aplicar outra política com relação às drogas leves.
O seguinte passo, com o qual muitos já sonham, é se converter em uma potência do cultivo da maconha com fins medicinais, e não recreativos, um grande negócio mundial, já que vários países, também na América Latina, estão aprovando a comercialização da planta para esse uso. O atual Governo, do médico oncologista Tabaré Vázquez, é muito mais moderado do que o de Mujica – embora pertençam à mesma coalizão política –, e resiste a ir mais longe. No entanto, o consenso existente sobre o tema da legalização fez com que ele não se animasse a barrar a lei. Apenas atrasou a venda em farmácias, que agora já está por começar. A maconha vendida nas farmácias será mais suave do que aquela que se cultiva em casa, para evitar inconvenientes para consumidores esporádicos. Ainda assim, será uma versão mais forte e muito superior ao “prensado paraguaio” que se vende ilegalmente nas ruas.
“Nossa maconha terá um THC de 7%. Poderíamos ter chegado a 20%, mas está bem assim. A droga vendida nas farmácias terá como público principal consumidores pouco frequentes, jovens ou idosos que queiram usá-la para combater dores. Isso é um lucro enorme para minha geração, que cresceu na ditadura, quando uma pessoa era presa por fumar um baseado. A chave para que o Uruguai possa chegar a ser um líder mundial agora é desenvolver a maconha medicinal”, afirma Gastón Rodríguez, acionista de Symbiosis, uma das duas empresas uruguaias designadas pelo Governo para colher duas toneladas anuais de maconha. Além disso, Rodríguez é representante regional de Medropharm, uma empresa suíça que busca introduzir a cannabis medicinal em toda a região.
Rodríguez e sua equipe possuem, armazenada e empacotada, uma grande quantidade de maconha, em caixas de 5 e 10 gramas, à espera da ordem para levá-la às farmácias. No total, 4.000 pessoas se registraram para comprá-las, mas se estima que muitas mais o façam depois de que o processo tenha início.
“A droga tem uma desenvolvimento genético exclusivo para tranquilizar nossos vizinhos. Assim, se chegassem a encontrar droga do Uruguai em qualquer outro país seria possível identificá-la rapidamente, é inconfundível. No entanto, não acreditamos que isso chegue a acontecer, está muito bem controlada a quantidade de maconha que pode ser comprada. Estabelecemos padrões de segurança similares aos do sistema financeiro. Muitos países nos estão consultando, como o Canadá, por exemplo. A proibição da droga não atingiu seus objetivos, por isso, muitos governantes estão buscando alternativas”, explica Diego Olivera, secretário geral da Junta Nacional de Drogas, órgão especializado do Governo.
A lei que determina a legalização da maconha conta com poucas críticas. A principal resistência veio, precisamente, do atual presidente, Tabaré Vázquez, que ao final se rendeu ao fato de que já não podia mais atrasar o processo. Tudo está sendo feito sem estridências, ao estilo local. “Demonstramos que somos um país sério, no qual o Estado consegue controlar esse tipo de coisas. Mujica entrará para a história por sua iniciativa. Daqui a 30 anos o consumo legal da maconha será visto como algo normal em muitos países. O Uruguai conseguiu recuperar, dessa forma, sua tradição de vanguardista liberal”, garante Eduardo Blasina, responsável pela criação do museu da cannabis em Montevidéu, que possui em seu jardim, além de enormes pés de maconha, alguns de peiote. Tudo acontece com normalidade, como só os uruguaios sabem fazer. Por isso, uma revolução silenciosa como essa não poderia ter começado em outro lugar.

rtnotíciasipabr16agosto2018-15:59hs.
O Primeiro Comando da Capital - PCC
Um mergulho na gênese e no funcionamento do grupo criminoso que domina os presídios do país e controla muitas ações de criminalidade do lado de fora das cadeias, é o que descreve o livro: “A Guerra: A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil”, do sociólogo Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias, lançado pela Editora Todavia, em que afirmam que o PCC não é produto do acaso ou apenas do arroubo criminal. O PCC, assim como outras facções, surgiu como efeito colateral de "décadas de políticas truculentas e equivocadas de guerra ao crime", que veio a produzir a nossa categoria de homens-bombas, que preferem morrer antes dos 25 anos a serem presos e viverem o destino humilhante reservado a eles pelo sistema prisional nacional e pela sociedade.
O que é o PCC
Primeiro Comando da Capital (PCC) é uma facção criminosa de maior ressonância no Brasil, com aproximadamente 29,4 mil membros em 22 dos 27 estados brasileiros e vem espalhando-se por outros países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Colômbia.
A facção atua principalmente no estado de São Paulo onde possui mais de 8 mil membros e  está presente em 90% dos presídios paulistas e fatura cerca de 120 milhões de reais por ano.
O PCC foi fundado em 31 de agosto de 1993 por oito presidiários, no anexo da Casa de Custódia de Taubaté, chamada de "Piranhão", localizada a 130 quilômetros da cidade de São Paulo e considerada a prisão mais segura do estado. No inicio, o PCC era conhecido como “Partido do Crime”, afirmando que pretendia combater a opressão dentro do sistema prisional paulista e vingar a morte dos cento e onze presos mortos em 2 de outubro de 1992, no "massacre do Carandiru", quando a Polícia Militar matou presidiários no pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção de São Paulo. O grupo usava o símbolo chinês do equilíbrio yin-yang em preto e branco, considerando que era "uma maneira de equilibrar o bem e o mal com sabedoria".
O grupo, cuja existência o governo negava embora havia surgido passados oito anos (em 1993), só se tornou conhecido nacionalmente com as rebeliões em prisões dos anos 2000 e a megarrebelião de 2001 que envolveu 29 presídios, em represália pela transferência dos principais chefes do grupo.
Organização
Os documentos escritos por eles e que dizem respeito às normas disciplinares e elaboradas para regular o comportamento dos membros e de quem circula nestes espaços, trazem ao PCC uma concepção que se parecem como uma "igreja do crime", e nesta perspectiva, o PCC funciona como uma ampla rede de criminosos, a maioria deles nas prisões, que atua com um braço político e outro econômico.
Do lado político, o grupo criou um discurso de união entre os ladrões - "o crime fortalece o crime" - e de enfrentamento contra o "estado opressor". Pelos estatutos e salves, definem a ética e a forma de se relacionar entre aqueles que atuam no mundo do crime. O grupo funciona como uma agência reguladora do mercado criminal paulista e também oferece auxílio aos seus filiados e familiares. O controle e a autoridade das lideranças decorrem principalmente do fato de que eles dominam a absoluta maioria dos presídios paulistas. Aqueles que desobedecem às normas do crime, mais cedo ou mais tarde, precisam prestar contas às lideranças quando cumprem penas e por isso preferem obedecer para não serem mandados para o “seguro”, como são conhecidas as unidades neutras ou celas isoladas. Porém, não se trata somente, de uma regra imposta de cima para baixo. A previsibilidade e a ordem interessam a todos que integram essa cadeia ao permitir uma rotina menos perversa nas prisões e aumentarem os lucros e previsibilidade das atividades criminais. Violência é igual a prejuízo, pregam. Para os filiados, o PCC ainda oferece uma série de vantagens, como advogados, transportes, cesta básica, ajuda a familiares etc.
A desvantagem dos que se filiam é a perda da autonomia e a necessidade de obedecer a um comando. Existe uma ética do crime que define o certo e o errado e em termos da qual os criminosos e outras pessoas que convivem nos espaços controlados pelo PCC são cobrados. O PCC não "criou" essa ética chamada de "proceder", mas tornou homogênea a sua aplicação e sistematizou um conjunto de códigos escritos que servem de balizas para o comportamento que se espera e que também definem as punições àqueles que erram, em conformidade com a gravidade do erro. Importante destacar que essa ética é também produzida a partir de uma moralidade assentada numa visão tradicional de mundo, machista, misógina e conservadora.
Do lado econômico, existe no PCC a "pessoa jurídica", aquela que atua no mercado criminal com a marca PCC e cujos ganhos são voltados para o financiamento das atividades da facção - jumbo (alimentação levada por parentes), transporte, cesta básica, financiamento de assaltos, armas, etc. Já os integrantes do grupo, que pagam mensalidades, podem ter seus ganhos pessoais e seguir trajetórias próprias, desde que não interfiram nos negócios do grupo ou dos irmãos. Esses negócios pessoais dos membros do PCC movimentam ainda mais recursos do que o movimentado pela facção. Quanto maior a quantidade de parceiros e quanto mais ampla a rede, mais todos tendem a ganhar. O patamar dos negócios da droga mudou quando o PCC alcançou as fronteiras e passou a atuar no atacado do tráfico. Quanto maior a quantidade dos parceiros nos Estados, maiores os lucros. Assim o PCC seguiu uma dinâmica expansionista, promovendo alianças, mas também rivalidades, conseguindo vender drogas como "pessoa física" ou "jurídica" no Brasil inteiro, transformando a cena nacional do crime.
O PCC, na atual cena do crime no Brasil, ganhou força sabendo tirar proveito e ganhar dinheiro a partir dessa política (ideia) equivocada de que travamos uma guerra diária contra o crime. A visão de que estamos em guerra fortaleceu o PCC e a exemplo deste surgiu outras  82 facções criminosas nos presídios do Brasil.

rtnotíciasipabr14agosoto2018-12:02hs.
Legalização do Uso da Maconha
“Enquanto o México não regulamentar as drogas, será impossível uma pacificação no país”.
O novo governo mexicano parece decidido a mexer no vespeiro regulatório das drogas. Em apenas duas semanas desde a vitória esmagadora de Morena, a possível secretária de Governo, Olga Sánchez Cordero, lançou vários dardos no sentido da legalização como ferramenta da nova política de segurança pública. “Tenho carta branca para fazer o que for necessário para pacificar o país”, disse esta semana. O debate está aberto no país mais maltratado pela guerra contra as drogas.
“Já foi descriminalizada no Canadá e em quase a metade dos Estados dos Estados Unidos. O que estamos pensando, nos matando, enquanto toda a América do Norte está descriminalizando, assim como muitos países europeus?”, defendeu Cordeiro na semana passada. O debate no México não é novo. Um ex-presidente, Ernesto Zedillo, foi um dos protagonistas de uma acalorada declaração em favor da legalização no início desta década. Mas foram os quatro gols históricos da Suprema Corte em 2016 que abriram ainda mais as portas. Desde então, o presidente Enrique Peña Nieto encabeçou uma virada, com um projeto de lei para elevar a quantidade mínima que se considera crime e permitir os usos terapêuticos. O Parlamento só validou a legalização com fins medicinais.
“A iniciativa do novo Governo é uma condição necessária, mas não suficiente, para a pacificação do país. Para que a legalização da maconha e da papoula tenham efeitos na pacificação é preciso acompanhar a medida de um fortalecimento das instituições civis que garantam a segurança: desmilitarização, programas sociais para os consumidores, para os camponeses que até agora trabalharam para o crime organizado e que agora passariam a setores legais”, aponta Froylan Enciso, professor pesquisador do Programa de Política de Drogas do CIDE.
Desde que Felipe Calderón colocou o Exército na rua em 2006 para combater o crime organizado o saldo é de mais de 160.000 mortos, dezenas de milhares de desaparecidos e desalojamentos forçados. No ano passado, as taxas de violência estouraram até colocarem o ano 2017 como o mais sangrento desde que se tem registros. “É preciso modificar essa política de drogas que justificou a militarização, a exploração do exército em trabalhos de segurança pública que vão além do marco constitucional.”
A polêmica Lei de Segurança interior, aprovada no fim do ano passado pela maioria priista no parlamento, consolidou o uso do exército em ações policiais. O novo Governo não deixou muito claro se sua intenção é anular ou buscar brechas da lei para interpretá-la em seu favor.
“Não é preciso pensar na política de drogas como panaceia, como bala de prata. A nova legislação deve controlar o consumo, trânsito e produção, mas não se pode encarregá-la da solução da segurança pública”, afirma Aram Barra, ativista de direitos humanos e propositor de um dos históricos projetos diante da Suprema Corte. “Em todo caso”, acrescenta, “sem uma regulamentação das drogas é impossível pensar em uma eventual pacificação do país. É preciso pensar em uma regulamentação responsável que devolva às mãos do Estado a produção para que haja uma separação entre o mercado legal e ilegal, afetando diretamente os recursos do crime organizado. Estima-se que algo entre 20% e 60% das receitas do narcotráfico venham da maconha”.
Segundo dados do departamento especializado do CIDE, entre 2006 e 2012 foram presas no México 156.000 pessoas por consumo de maconha. Seis de cada dez réus presos são encarcerados por crimes contra a saúde, 67% deles por consumo de cannabis. Só na Cidade do México foram presas 3.000 pessoas em 2013 por delitos vinculados a posse ou consumo.
“O México deveria estar liderando esse debate, porque é um dos principais produtores —de papoula e de maconha— e por sua condição de rota física inevitável para o mercado EUA”, defende Gabriel Regino, advogado penal e subsecretário de Segurança durante a época na qual Obrador foi prefeito da Cidade do México, que aponta o cenário geoeconômico como causa dessa lentidão: “Não há nenhuma potência do G8 que produza droga natural. Tudo acontece do Trópico de Câncer para baixo. A negativa vem para impedir que os países produtores alcancem um superávit comercial.”
A Casa Branca já demonstrou sua preocupação com a iniciativa do Governo mexicano. Nos EUA, com a maconha legalizada em 39 estados para fins medicinais e em 9 deles sem restrição, incluída a Califórnia, cujo peso econômico equivale à quinta economia mundial, a regulamentação da cannabis representou um negócio milionário. Para Regino, os EUA estariam “garantindo seu autoconsumo antes que o México entre no negócio legal”. Barra considera, de seu ponto de vista, que a resistência do vizinho do norte se deve mais a uma estratégia de saúde pública. “Os EUA estão há anos terceirizando os custos negativos do problema do consumo no México.”
O México é o segundo maior produtor de maconha e o terceiro de ópio do mundo. No entanto, e apesar da aprovação no ano passado dos usos medicinais da cannabis, os derivados farmacêuticos de ambas as substâncias continuam sendo em sua grande maioria importados. “Ainda não há”, destaca Regino, “uma regulamentação que facilite o comércio e a distribuição. Em relação à papoula, há uma série de países que produzem opiáceos medicinais aos quais a ONU aloca algumas cotas. Nós nos vemos obrigados a importar morfina desses países apesar de que temos todos os meios e recursos.”
“Poucos falam pela descriminalização das drogas, mas entre quatro paredes é diferente”
Para especialista, faltam pessoas com a visibilidade para levantar a bandeira da mudança na política de drogas.
Empatia. Esse foi o recurso usado por Ilona Szabó, 38, para tentar chamar a atenção à discussão sobre as drogas. Para isso, colocou tudo o que sabe sobre o tema na pele de cinco personagens em Drogas: As histórias que não te contaram (Editora Zahar), escrito em parceria com a jornalista Isabel Clemente. No livro recém-lançado, Daniel representa a vida de milhares de crianças colombianas entregues ao narcotráfico. Cadu é o jovem de classe média que luta contra a dependência química. Irina é a mulher que arrisca a vida no transporte de drogas para o marido que está preso. Mete-Bala é um jovem traficante que um dia sonhou em ser dançarino e Jaqueline retrata os dilemas da força policial. "Meu desafio é: Me diga se você não conhece ou não empatiza com nenhuma dessas pessoas", diz Ilona. "É quase impossível você não ser tocado".
Ilona Szabó, durante a entrevista em São Paulo. LUÍS SIMIONE
Os conhecimentos que a autora quer passar sobre o tema não são poucos. Formada em Relações Internacionais e co mestrado em estudos de conflito e paz, Ilona é especialista em segurança pública e políticas de drogas. Cofundadora e diretora-executiva do Instituto Igarapé, que trabalha com os temas de segurança, Justiça e desenvolvimento. Foi secretária-executiva da Comissão Global de Políticas sobre Drogas e corroteirista do documentário protagonizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Quebrando o Tabu. Em conversa na redação do EL PAÍS, ela falou sobre o vínculo entre a política de drogas atrasada do Brasil em relação a outros países e a violência atual.
Pergunta: O ex-presidente Fernando Henrique Carloso disse que há uma ideia de que a sociedade brasileira é conservadora, logo não quer falar sobre drogas e logo o Congresso também não fala sobre essa questão. Faz sentido esse raciocínio?
Resposta: Nos costumes somos muito permissivos, fomos um dos últimos países a abolir a escravidão, a questão do divórcio, tudo vira tabu. Mas a prática é diferente. Quando a gente pergunta da forma certa, ou seja “olha, um dependente de drogas, quem ele deve ver: um médico ou a polícia?”. Quer dizer, se você traduz para a linguagem da população as perguntas que são feitas com termos difíceis, elas falam “um médico”. Eles sabem responder. Tem uma questão que a gente começa a tentar entender: tirar o uso [das drogas] da esfera criminal. A gente mistura tudo. Na verdade estamos discutindo diferentes políticas para diferentes drogas e esse é um caminho longo. O Brasil está super atrasado, mesmo em relação à América do Sul, para tratar o consumo de drogas no âmbito da saúde e da assistência social e não no âmbito criminal. É um grande tabu porque as pessoas falam que aí vai liberar geral. Mas nada mais é do que tratar um alcoólatra como uma pessoa doente. E não prender.
P. Qual é consequência dessa lógica?
R. Qual é o caminho, mesmo que você seja um consumidor? Você vai ser apreendido pela Polícia Militar, vai ser levado para a delegacia, vai abrir uma ocorrência, o MP vai ter que fazer uma denúncia, você vai ser encaminhado pra um juizado especial criminal. No ano passado no Rio, foram 11.000 apreensões de usuários e 12.000 de traficantes. Neste último caso, quem decidiu se [a pessoa presa] era usuário ou traficante era o policial, na maioria absoluta dos casos, e ,em geral, em flagrante. O percentual de drogas apreendidas, mais de 90% eram quantidades muito pequenas, que é o enxuga gelo. Enquanto isso, a gente não investiga nem 10% dos crimes de homicídio. A sensação de impunidade aumenta essa banalização. O valor da vida está baixo demais. Não tem custo matar.
P. Mas qual é sua ideia?
"O homicídio, você responde em liberdade. Porte de drogas não, se o policial achar que você é traficante"
R. A nossa proposta é: separa o joio do trigo, tira o usuário da esfera criminal, libera esses recursos da segurança para outra coisa, e mesmo dentro da categoria tráfico, você tem que entender quem é a pessoa que está na produção, no embalar, no transporte, na venda e qual é a gradação disso pra depois ver quem são as pessoas que de fato são uma ameaça à sociedade, que estão matando, que estão fazendo controle de território.... É diferente. E tem que ser proporcional também dentro do tráfico. Então, o que tem que ser feito pra ontem é: tirar o consumo da esfera criminal, até que a gente consiga de fato entender que o foco precisa ser no crime violento. Nenhuma sociedade dá conta.
P. Mas de fato a ausência de debate no Congresso se dá pelo suposto conservadorismo da sociedade?
R. Quando eu fui fazer o debate [sobre liberação de drogas na FAAP, em São Paulo], eu fiquei pensando em quem poderia ir comigo. Tem pouquíssimas vozes expostas. Entre quatro paredes, é tudo diferente. Você conversa com a pessoa mais conservadora, do partido mais conservador do Congresso e ele fala: Eu entendo seu ponto, mas eu preciso me eleger. O que a gente não tem hoje é uma pessoa que traduza para a sociedade. Eu tenho o Fernando Henrique que fala com um público, tenho o doutor Drauzio Varella, em outro, e por isso que ele é tão importante, porque ele consegue falar com muita gente, mas eu não tenho um Lula falando para a população e explicando exatamente o que a gente está falando.
P. Como tocar as pessoas que pensam que não têm relação nenhuma com essa discussão sobre as drogas?
R. Essas pessoas, em primeiro lugar, vivem fora da realidade. Metade dos brasileiros já tiveram algum amigo ou parente ou conhecido assassinado. Cerca de 80% têm medo de morrer assassinado. O direito à vida, à liberdade de ir e vir em qualquer lugar do mundo são direitos sagrados. Uma cidade se faz na convivência, em andar, em ocupar os espaços, mas aqui, a gente acha que é normal não sair dos nossos bairros. Você acha que é normal, que é saudável você não entender outras realidades? Eu também tenho medo, mas a gente tem que fazer alguma coisa: de onde vem esse medo? Você acha que a solução é prender? Eu tenho dados que mostram que quanto mais a gente continuar prendendo da maneira como a gente está prendendo, que é generalizado, sem proporcionalidade, enviando para lugares que estão sendo controlados pelo crime organizado, mais a gente vai estar aumentando a criminalidade. A gente chegou num nível em que prender significa dar mão de obra para o crime.
"A gente acha que é normal não sair dos nossos bairros [por causa da violência]"
P. Podemos dizer então que o Estado, com a atual política penitenciária, é muito responsável por essa série de rebeliões que ocorreram em presídiosno início do ano?
R. As duas falhas muito graves no sistema e que ferem a Constituição são: a gente não separa preso provisório [que ainda não foi a julgamento] de permanente. E não separamos presos por grau de periculosidade. Aí você mistura quem está aguardando sentença com quem está condenado. E quem está aguardando sentença pode ser que seja inocente. Hoje, 40% da população carcerária são presos provisórios. A população carcerária no Brasil é de cerca de 650.000 presos, então são 260.000 pessoas aguardando sentença.
P. Como resolver?
R. Segurança é prevenção. Se você quer uma sociedade segura, você precisa olhar quais são os fatores de risco e prevenção de violência. Começa com investimento na primeira infância, no apoio às famílias uniparentais, normalmente mães que não têm os pais [da criança] e precisam trabalhar. É preciso um acompanhamento daquela criança e apoiar os núcleos familiares em áreas vulneráveis. Depois, olhar para a evasão escolar. Todas as estatísticas de quem é preso e de quem é morto mostram qual é o ano em que aquela pessoa deixou a escola. E a maior parte não completou o Ensino Fundamental. E uma parte pequenininha passou para o Médio mas não conseguiu completar. Então passa pela busca ativa da evasão escolar, ou seja, brigar por cada um deles [que estão deixando as escolas].
P. Quem fala sobre as drogas está numa camada da sociedade mais alta..
R. É, e quem fala para a população usa o medo como forma de manipulação. É isso que acontece com todo o conservadorismo, os mais reacionários. Todo o controle da população é pelo medo. E não pela evidência, pela esperança, pelas soluções. Porque isso é muito mais engajador, mobilizador e emocionante. O que eu tenho tentado dizer é: independente se você usa ou não usa, gosta ou não gosta, entenda o impacto e ajude para que essa mensagem chegue a mais pessoas. Mas eu preciso de um tradutor para chegar mais rápido para a população como um todo.
P. Em 2015, o Supremo discutiu a descriminalização do uso e porte da maconha. Três ministros votaram a favor. O quarto ministro, Teori Zavascki, pediu vistas e o processo agora está nas mãos do seu sucessor, ministro Alexandre de Moraes, que, no ano passado foi ao Paraguai, se deixou ser filmado arrancando pés de maconha com um facão e falou sobre a parceria com aquele país na erradicação da droga. Existe alguma esperança de que essa questão volte ao debate?
R. É a minha esperança. Eu coloco as minhas fichas hoje no Supremo. O Supremo já entendeu, principalmente pela questão do encarceramento feminino, que tinha algo muito errado com a nossa política de drogas. Até o mais conservador dos ministros, por mais que ele possa votar diferente do que a gente gostaria, ele entendeu que ali tem um problema. Neste processo especificamente, tratam da maconha. Mas é uma discussão que eu tive inclusive com alguns deles que é: não faz sentido você falar, por exemplo no alcoólatra, quem toma cachaça é criminoso, quem toma cerveja ou vinho não é. Eu tive uma conversa com Alexandre de Moraes sobre várias coisas quando ele ainda era ministro da Justiça, e eu tenho certeza de que a opinião dele sobre o tráfico e consumo não é diferente da dos outros juízes [que já votaram]. Eu creio, com toda a honestidade, que ele vai seguir o voto [dos demais juízes], porque ele entende que o consumo não é crime.
P. Mas para ele seguir o voto, primeiro ele precisa colocar esse processo na pauta do plenário, né?
R. Sim, ele tem que devolver. E o que faz o Supremo devolver? É pautar. Por que eu tenho esperança? Porque existe uma crise carcerária no país e há duas questões que nos ajudariam, do dia pra noite, num processo de curto prazo, a sair de onde a gente está: um, mutirões com força-tarefa focada em presos provisórios. Ou sentencia, ou solta. Define qual é a situação deles. E dois, reveja essa lei de drogas. Então, há uma urgência, que é a crise carcerária. A gente precisa lembrar que ela está aí.
P. A crise não foi resolvida só porque neste mês não está tendo rebelião...
"Eu tive uma conversa com Alexandre de Moraes sobre várias coisas quando ele ainda era ministro da Justiça, e eu tenho certeza de que a opinião dele sobre o tráfico e consumo não é diferente da dos outros juízes [que já votaram]. Eu creio, com toda a honestidade, que ele vai seguir o voto [dos demais juízes], porque ele entende que o consumo não é crime".
R. Exatamente. Um pouco do nosso papel é dizer que ela continua, as prisões continuam alimentando o crime organizado, as pessoas continuam saindo piores, continuam morrendo lá dentro. A taxa de homicídio em prisão é de 150 para cada 100.000 habitantes, enquanto da população é de 29 para 100.000 habitantes, que já cinco vezes a média global. A gente não mata lá dentro, mas a gente deixa morrer, não dando remédio, não tratando quem está no presídio. Então tem esses dois entendimentos: tem uma crise que existe e tem duas maneiras rápidas de pelo menos cuidar disso e parar de todo o mês trazer mais gente para esse sistema, que é olhar para os presos provisórios e olhar a questão de drogas. E a questão de drogas pode ser olhada da seguinte forma: se o STF volta com esse julgamento e julga que é inconstitucional [punir] o uso e porte da droga, vão ter que ser criados critérios objetivos de distinção de uso e tráfico. Hoje a gente só tem critérios subjetivos. Na época do julgamento, a gente fez essa conversa, e propusemos instituir qual é o padrão do uso de drogas no Brasil para a pessoa não ser considerada traficante. Claro, se a pessoa estiver armada, é outra história, mas se não é nada disso, a Justiça deveria fazer o trabalho que ela não faz, que é: todos são inocentes até que se prove o contrário. Aqui, todos são culpados até que se prove o contrário. Na lei de drogas é isso mesmo. Na lei de homicídios, não. O homicídio, você responde em liberdade. O crime de porte de drogas não, se o policial achar que você é traficante.
P. Quando você fala em violência, você menciona o custo social dela. O que isso significa?
R. É sobre o impacto que a violência tem no setor de saúde, na produtividade, nas famílias com a perda de renda, porque a violência não é só pra quem sofre. Quando a gente pensa quem são as mulheres presas por drogas, por exemplo, a gente não faz a conta de que são, em geral, pessoas que não são uma ameaça à sociedade. E que essas pessoas poderiam ser punidas de outra forma, com alternativas penais. Mas elas são presas, aí mandamos os filhos delas para abrigos, porque em geral essas crianças não têm pais, e infelizmente a gente sabe que a custódia, seja de crianças, seja de adultos ou de doentes mentais, é muito precária, e a gente vai criando uma classe na sociedade de pessoas marginalizadas e criminalizadas. Quanto você acha que isso custa?
P. É mensurável?
R. É. Por exemplo, no custo da saúde, você consegue mensurar atendimento. O mesmo para o custo de abrigo para as crianças. O cálculo é de mais ou menos 5,4% do PIB do Brasil, ou seja, 260 bilhões de reais. Na América Latina, uma estimativa conservadora fala em 3,5% do PIB de toda a região. É grave.
P. Em um vídeo no TED, você diz que uma em cada dez pessoas assassinadas no mundo é brasileira...
R. É, é até um pouco mais do que isso. Estamos lançando uma campanha no próximo dia 3 de maio que é para reduzir em 50% o número de homicídios nos próximos 10 anos. É uma campanha focada em sete países: Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Venezuela. Dentro desses sete países, o Brasil é o campeão absoluto, cerca de 13% dos homicídios do mundo ocorrem no Brasil, pouco mais de uma a cada 10, e isso acontece há muitos anos.
P. Qual é o papel da polícia nesse número de homicídios?
R. É grande. Cerca de 15% dos homicídios no Brasil são ocasionados pela polícia.
P. Por que a nossa polícia é tão violenta?
R. Porque a polícia no Brasil vem de uma ótica da repressão. A gente tem um modelo de segurança pública que não fez de fato a transição da ditadura para a democracia. É uma estrutura que foi negociada para a polícia ser força auxiliar do Exército, e tudo isso foi negociado numa época onde os interesses eram outros. A realidade era um sistema de ditadura. Em outras áreas do Brasil, saúde e educação, por exemplo, a gente vem modernizando, mas na segurança você não consegue mexer. A gente tem uma distorção de todas as regras. Chegamos a um nível, com as mortes das crianças dentro de escola, que não há mais como não falar em regras de guerra. Por mais que a gente não esteja em guerra. Para ser menos complicado politicamente, vamos falar em conflito armado. E se agente está em conflito armado, as partes precisam seguir regras.
P. Que tipo de regras?
R. Uma das regras em guerra é que há espaços sagrados: escola e hospital, por exemplo. Há bandidos perto de escola? O policial não vai atirar. Deixa fugir. E não espere que essa regra seja primeiro cumprida pelos bandidos. O Estado precisa dar o primeiro passo.
P. Você fala em prevenção da violência através do social em um momento em que grupos conservadores pedem a revogação do estatuto do desarmamento...
R. Não são grupos conservadores, são grupos com interesses privados que se dizem conservadores. Qualquer dado, mundo afora, evidencia que  violência é “mais armas [igual a ] mais violência”. Desde 2003, quando foi aprovado o estatuto do desarmamento, o que a gente faz é, por um lado, brigar pela sua implementação. Faltam muitas coisas. Por exemplo, a integração de banco de dados da Polícia Federal com o Exército. Isso nunca teve. Marcação de munição do tamanho dos lotes para você poder rastrear de onde vem desvio... Armas, diferente das drogas, nascem legais. Então tudo o que a gente não consegue fazer com drogas, porque é tudo mais difícil, com armas não é. A nossa grande batalha é não ser radical e dizer “não às armas”. Ter uma política responsável em relação ao uso de armas que seja condizente com o drama social e da violência que a gente tem. Arma não é privilégio, não é direito, é uma responsabilidade, é um benefício que te está sendo concebido, então você tem que cumprir requisitos, assim como tirar a carteira de motorista. O que a gente vê é que tem armas de outros lugares entrando e tal, mas a arma que mata os brasileiros, em sua maior parte, é brasileira. E que nasceu legal. Nasceu na mão de um “cidadão de bem”.

rtnotíciasipabr14agosto2018-16:01hs.
O Esquilo Alemão: Caso de polícia
A polícia alemã da cidade de Karlsruhe ao atender um chamado de socorro, neste dia 09/08 passado, de um cidadão que dizia-se estar sendo perseguido e "se sentindo um pouco ameaçado", confrontou-se com o fato inusitado de um filhote de esquilo perseguindo na rua a vitima.
Não ocorreu embate policial, pois o esquilo cansou da perseguição e caiu no sono:
A porta-voz da polícia alemã, Christina Krenz, disse ao jornal britânico The Guardian que o fato "pode ser bem assustador", e as abordagens nem sempre têm um final feliz.
A polícia da cidade postou sobre o incidente na quinta, com mais fotos do "suspeito", porém, os agentes afirmaram que o roedor se tornou o mais novo mascote da delegacia, e foi apelidado de Karl-Friedrich em homenagem ao matemático, físico e astrônomo alemão Carl Friedrich Gauss, que viveu entre 1777 e 1855. Ele é um dos nomes mais importantes da história da matemática, e, entre suas diversas contribuições, mostrou que o globo terrestre só pode ter dois pólos magnéticos.
O fato não é inédito no mundo, pois em julho do ano passado, autoridades de Nova York vinham alertando os visitantes do Prospect Park sobre um esquilo "mais agressivo que o normal" que havia atacado cinco pessoas em uma semana, e no ano passado, um garotinho de três anos na Cornualha, no Reino Unido, ficou com as mãos ensanguentadas após ter sido atacado por um "bando" de seis esquilos.

rtnotíciasipabr14agosto2018-15:22hs.
Brasil, o país letal para defensores da terra e do meio ambiente
O Brasil lidera estatística compilada por ONG britânica, com 57 mortes de um total de 207 no ano passado. Governo brasileiro contesta os dados
O Brasil foi o país mais letal para ativistas e defensores da terra e do meio ambiente em 2017, denuncia a ONG britânica Global Witness em seu terceiro relatório anual sobre as lutas pelos direitos humanos ligadas aos recursos naturais, que abrange 22 países. O texto, intitulado A Que Custo? e lançado nesta terça-feira, aponta o agronegócio como o setor mais violento, responsável por 46 mortes no período estudado em todo o mundo. Em anos anteriores, mineração desencadeava a maior parte desses conflitos.
Pelo menos 207 líderes indígenas, ativistas comunitários e ecologistas foram assassinados mundo afora por protegerem seus lares e comunidades dos efeitos da mineração, da agricultura em grande escala e de outras atividades que ameaçam sua subsistência e seu modo de vida, indica a ONG.
O Brasil foi o país com o maior número de ativistas ambientais assassinatos: 57, dos quais 80% defendiam os recursos na Amazônia. O Governo brasileiro contesta os dados (veja o box). Entre os países latino-americanos, destaca-se negativamente também a situação na Colômbia, onde houve 24 assassinatos. “No México e Peru os homicídios passaram de 3 para 15 e de 2 para 8, respectivamente”, diz o relatório.
Em 2015, a Global Witness registrou 78 casos de pessoas assassinadas por conflitos fundiários, sendo 66% delas na América Latina. Em 2017, a região continua concentrando quase 60% desses crimes. Chama a atenção também o dado das Filipinas, com 48 homicídios, a cifra mais alta documentada em um país asiático.
“O Brasil foi o cenário de três terríveis massacres, nos quais 25 pessoas defensoras da terra morreram.”
“Um fator em comum entre os países com maior número de assassinatos são os altos índices de corrupção governamental. E, embora se pudesse dizer que há menos ataques contra defensores em países mais democráticos, vale a pena examinar o papel dos países investidores que facilitam a entrada de suas empresas em contextos onde opositores e ativistas são atacados. Não há tantos assassinatos no Canadá ou na Espanha, mas esses países têm investimentos relacionados a ataques no exterior”, diz ao EL PAÍS o coordenador de campanhas da Global Witness, Ben Leather.
Alvos da violência
“Uma pessoa defensora da terra ou do meio ambiente é alguém que toma medidas pacíficas, em caráter voluntário ou profissional, para proteger os direitos ambientais ou da terra”, descreve o relatório. Frequentemente são pessoas comuns, “outras são líderes indígenas ou camponeses que vivem em montanhas remotas ou florestas isoladas, que protegem suas terras ancestrais e seus meios de vida tradicionais contra projetos de mineração, do agronegócio em grande escala, das represas de hidrelétricas e de hotéis de luxo. Outros são guardas florestais que perseguem a caça furtiva e o desmatamento ilegal. Também podem ser advogados, jornalistas ou funcionários de ONGs que atuam para expor abusos ambientais e a grilagem de terras”, acrescenta.
Na Colômbia, por exemplo, Hernán Bedoya se manifestava contra plantações de dendê e banana em terras roubadas da sua comunidade quando foi assassinado com 14 disparos de um grupo paramilitar, em dezembro último.
Ramón Bedoya nas terras da sua família (Colômbia).
Das 207 pessoas assassinadas no ano passado, um quarto era de indígenas, em comparação com 40% em 2016. A população indígena representa 5% da população mundial, por isso a ONG destaca que “continuam estando enormemente super-representados entre os defensores assassinados”. Diferentemente das populações urbanas, que costumam passar de uma casa alugada para outra ou se mudam de bairro sem sentir um deslocamento dramático, a relação com a terra é muito diferente no mundo rural e indígena. Por que é tão indispensável? Uma frase de um pesquisador peruano de literatura andina pode dar uma resposta. “A terra nos orienta, a árvore sabe mais”, afirma o catedrático Mauro Mamani, nascido em Arequipa e que cresceu cultivando um lote arrendado por um latifundiário. “Esse pedaço de terra não se cansava de parir e alimentou toda a família”, relatou numa conferência.
O ano de 2017 não foi só o mais sangrento já registrado em número de homicídios de defensores da terra; foi também o de mais massacres. Em sete casos, mais de quatro pessoas foram assassinadas ao mesmo tempo. “O Brasil foi o cenário de três terríveis massacres nas quais morreram 25 pessoas defensoras da terra. Oito ativistas indígenas foram massacrados nas Filipinas, enquanto no México, Peru e República Democrática do Congo também ocorreram incidentes que resultaram na morte de mais de quatro pessoas ao mesmo tempo”, informa a Global Witness.
Em uma dessas chacinas no Brasil, 20 indígenas gamelas ficaram gravemente feridos depois de um ataque de homens armados com facões e rifles. Alguns deles tiveram as mãos cortadas.
Nas Filipinas, oito membros de uma comunidade que se opunham a uma grande plantação de café da empresa Silvicultural Industries em sua terra foram mortos por militares. A ONG suspeita que essa força armada seja responsável por 56% dos assassinatos de ativistas no país – 67% das mortes ocorreram na ilha de Mindanao, rica em recursos, e 41% estão relacionados ao agronegócio.
“O pano de fundo desse crescente número de vítimas mortais inclui um presidente descaradamente contrário aos direitos humanos, a militarização das comunidades, múltiplos grupos armados e o fato de que os organismos governamentais não oferecem proteção”, lista a ONG.
Como evitar mais agressões?
Diante do aumento da violência, a organização britânica recomenda em quase todos os casos que os Governos fortaleçam as instituições responsáveis por proteger os direitos dos povos indígenas e seu acesso à terra, ofereçam mecanismos de segurança às pessoas ameaçadas e garantam a transparência do Estado, já que a corrupção e a participação de agentes públicos nas mortes estão associadas ao aumento das agressões.
Das 207 pessoas assassinadas no ano passado, 1/4 era de indígenas
Entretanto, na América Latina a maioria de Governos não tem uma prática de transparência nem dá prioridade ao balanço de suas ações. Apesar disso, Leather salienta algumas iniciativas. “Existem propostas da sociedade civil que os Governos da região devem aplicar. Em Honduras, solicitou-se a criação de uma promotoria especial para crimes contra defensores de direitos humanos. No Brasil, pediu-se a federalização dos assassinatos emblemáticos de pessoas defensoras cujas investigações não avançam em escala local. No México também pedem aos promotores que alterem a metodologia de forma a considerar adequadamente os motivos potenciais, relacionados com o ativismo da vítima”, detalha.
O relatório cita os ineficientes mecanismos de proteção a três líderes mexicanos no último ano. “As comunidades Coloradas de la Virgen e Choreachi, na serra de Tarahumara, se envolveram numa longa disputa jurídica contra a outorga de concessões madeireiras em suas terras ancestrais. Segundo Isela González, diretora da Aliança Sierra Madre, sete membros dessas comunidades foram assassinados entre 2013 e 2016. Nenhum dos assassinos foi levado à Justiça”, afirma.
Em 2014, González começou a ser ameaçada de morte por participar de uma campanha contra as concessões. As autoridades mexicanas lhe entregaram um botão de pânico e lhe ofereceram a possibilidade de solicitar escolta policial, mas em março deste ano a ativista disse à Global Witness que não se sentia protegida.
Para o México, o relatório propõe que o Governo garanta avaliações de impacto social, ambiental e de direitos humanos “antes da outorga de qualquer permissão ou concessão para projetos de desenvolvimento ou de exploração de recursos naturais”, já que a imposição de projetos às comunidades “sem seu consentimento livre, prévio e informado é a causa dos ataques contra as pessoas”.
No Peru, seis agricultores foram assassinados a tiros em setembro após terem as mãos amarradas. O contexto foi uma disputa por terras em Ucayali, uma das duas regiões mais afetadas pela exploração ilegal de madeira e pelo desmatamento para dar lugar a cultivos de palma (dendê).
O mesmo diagnóstico é aplicável ao Peru, onde dezenas de projetos de mineração, infraestrutura e agroindústria foram implantados sem processos de consulta aos povos indígenas, o que seria obrigatório por se tratar de um Estado que desde 1989 é signatário do Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho e aprovou a Lei de Consulta Prévia em 2011.
Desde 2013, o Ministério de Cultura do Peru realizou 41 processos de consulta prévia. A ministra Patricia Balbuena disse ao EL PAÍS que esse organismo está esperando a decisão do Tribunal Constitucional para saber o que fazer com dezenas de projetos energéticos ou de mineração sobre os quais os povos indígenas deixaram de ser consultados entre 1995 e 2012. Duas comunidades da região de Puno (sul do Peru) esperam, desde 2011 e 2014, respectivamente, que o Tribunal Constitucional responda aos pedidos de liminar contra concessões de mineração que o Estado outorgou sem seu conhecimento e que se sobrepõem às suas terras.
O porta-voz de Global Witness também vê “potencial prático nas instituições internacionais independentes, quando sua operação é permitida”, e cita como exemplos a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala e o Grupo Assessor Internacional de Especialistas (GAIPE) que acompanhava a investigação do caso de Berta Cáceres, ativista hondurenha assassinada em 2016 por enfrentar a empreiteira que construía uma hidrelétrica em terras indígenas.
A responsabilidade do setor privado
Além da Silvicultural Industries nas Filipinas, o relatório menciona também a empresa Desarrollo Energético SA em Honduras como empresas privadas ligadas aos assassinatos. “O grau de indício para poder acusar a uma empresa é bastante alto, e já é complicado citar os setores aos quais os defensores assassinados haviam se oposto”, comenta o chefe de campanhas da ONG britânica.
“Entretanto, fica claro que certos setores – e em particular a agricultura em grande escala e a mineração – não estão fazendo o devido processo para prevenir a violência contra os ativistas. Se a Global Witness pode identificar este risco, quem investe nesses setores também poderia e deveria evitar os países mais perigosos para pessoas defensoras até que seus Governos tomem medidas genuínas para abordar as reivindicações das comunidades afetadas”, acrescenta Leather.
“Somos parte da coalizão Defenders in Development, que neste ano vai publicar um relatório demonstrando que muitos defensores de direitos humanos foram agredidos por protestar contra um projeto financiado por bancos de desenvolvimento, entre eles o Banco Mundial, o Banco Holandês de Desenvolvimento e o Banco Interamericano. Até agora nenhum banco de desenvolvimento apresentou uma política específica sobre defensores e defensoras, só o Banco Holandês se comprometeu a fazê-lo”, aponta o ativista.
Uma resolução do Parlamento Europeu aprovada em 3 de julho alerta de que, diante da “febre global pela terra”, a Comissão Europeia deve considerar mecanismos efetivos sobre as obrigações de devido processo das empresas, “para assegurar que os produtos importados não sejam vinculados à grilagem de terras e a graves violações dos direitos dos povos indígenas”.
Planalto contesta dados do relatório
Em nota à imprensa, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que o relatório da ONG Global Witness apresenta dados equivocados, inflados, frágeis e metodologia duvidosa. Ainda segundo a nota, a morte atribuída por investigação policial ao tráfico de drogas, por exemplo, é transformada em resultado de conflito agrário. "Se consultassem fontes oficiais, os elaboradores do relatório saberiam, por exemplo, que segundo a Polícia Civil seis dos listados como mortos por serem “defensores da terra” foram assassinados em disputa de tráfico de drogas na localidade de Iúna, distrito de Lençóis, na Bahia, e um deles foi vítima de latrocínio. Isso por si só tira qualquer resquício de credibilidade que tal documento poderia ter, e mostra que a Ong distorce os fatos", afirma o comunicado.Fonte: ONG britânica Global Witness (EL Pais).

rtnotíciasipasp14agosto2018
IPA Regional São Paulo convoca associados para Assembléia Geral Extraordinária
O presidente da Seção Regional do Estado de São Paulo – Região I, da International Police Association – IPA, no uso de suas atribuições estatutárias, em especial com base no que dispõe o Artigo 22, inciso 3, letra “c” do Estatuto Social em vigor, CONVOCA, os Srs. Associados que estejam no gozo de seus direitos, a comparecerem à Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada na sede social sito à Avenida Cásper Líbero, 538, Cj. 33 (Galeria Almira), no bairro da Luz, São Paulo – SP, Tel. (11) 3313.5077, no dia 20 de agosto de 2018, às 18 horas em primeira convocação, com a maioria absoluta dos associados ou, meia hora depois, com qualquer número, para deliberarem sobre a seguinte e única Ordem do Dia:
Anuência expressa para que a Associação represente seus associados junto à 37ª Vara Cível do Foro Central Cível da Comarca de São, nos autos do Processo nº 1057027-85.2018.8.26.0100, na forma do previsto no inciso XXI do Artigo 5º da Constituição Federal.dimas mendes junior.

rtnotíciasipabr13agosto2018-20:40hs.
Canícula: Incêndios Fora de Controle
Incêndios fora de controle já deixaram mais de 80 mortos na Grécia, focos de incêndio se alastraram pela Suécia e o Círculo Polar Ártico, dezenas de mortes foram provocadas pelas altas temperaturas na Coreia do Sul e recordes de calor foram registrados na Califórnia, no Texas e na África. No Canadá, as temperaturas superaram 30°C por mais de 20 dias. No Reino Unido, a onda de calor derreteu o teto do Centro de Ciências de Glasgow, na Escócia. E na Finlândia, as autoridades decretaram estado de emergência. No Japão, onde já foram registradas mais de 60 mortes, o governo considera o calor um "desastre natural". Autoridades do México começaram a dar orientações à população sobre como enfrentar os dias de canícula.
O nome 'canícula' remete à Grécia Antiga. Assim era chamada a época do ano em que a constelação Cão Maior alcançava uma posição central no céu, o que correspondia aos dias mais quentes do ano no hemisfério norte, conhecidos como "dias de cão".
O fenômeno, que dura cerca de 40 dias, até o fim do mês de agosto, é caracterizado pela forte seca e porque nesta época do ano a probabilidade de chuvas diminui. No entanto, embora as temperaturas aumentem historicamente nesse período, a situação do mês de julho deste ano tem sido atípica, se comparada a anos anteriores. A canícula de 2018 coincide com o que alguns especialistas chamam de "onda de calor global", cujos efeitos se espalharam por um grande número de países.
De acordo com o Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (GISS, na sigla em inglês), os episódios recentes são resultado de um dos meses de junho mais quentes da história - e a expectativa é que julho também registre temperaturas recorde.
Causa
Os especialistas afirmam que é difícil identificar a intensidade demonstrada pelo fenômeno neste ano, dada a complexidade dos sistemas climáticos planetários. Para muitos, no entanto, o principal motivo é a interferência das ações humanas no clima da Terra. Mas, embora quase nenhum especialista negue a influência da mudança climática, muitos também acreditam que o que está acontecendo agora é muito mais complexo, sendo resultado de uma combinação de fatores, sendo um deles o enfraquecimento das correntes de jato - ventos que fluem do oeste para o leste e desempenham um papel fundamental na definição do clima na América do Norte e da Europa, pois quando essas correntes de ar ocorrem de sete a dez quilômetros acima da superfície da Terra, se intensificam e dão origem a chuvas e tempestades, porém, se essas correntes se enfraquecem, provocam tempo quente e seco.
Segundo a Nasa, agência espacial americana, as correntes de jato podem estar sendo influenciadas pelas temperaturas no Atlântico Norte, que nos últimos tempos têm sido relativamente quentes nos subtrópicos e mais frias no sul da Groenlândia, acarretando um fenômeno chamado de oscilação multidecadal do Atlântico (AMO, na sigla em inglês). Ele é responsável pela variação da temperatura do oceano em um intervalo de 70 anos, ao longo do qual é registrada uma temperatura máxima e mínima da superfície do mar.

rtnotíciasipabr13agosto2018-20:17hs.
Arma impressa em 3D
IPA Brasil
Cody Wilson, criador da primeira pistola 3D Cody Wilson, criador da primeira pistola 3D
Em 2013, foi fabricada a primeira arma de fogo em uma impressora 3D. As instruções que mostram como fazê-la foram publicadas na internet e baixadas por milhares de usuários. Mas o governo americano ordenou que todo o material fosse retirado da rede, alegando violação ao Regulamento Internacional de Tráfego de Armas.
A Defense Distributed uniu forças com a Second Amendment Foundation (SAF) - uma ONG criada em 1974 para defender o direito de portar armas de fogo - para ir à Justiça contra o Departamento de Estado contestando as restrições. Com sentença favorável ao Defense Distributed, o Departamento de Justiça disse que os americanos poderão "usar, discutir e reproduzir" os planos de fabricação dessas armas letais, feitas de plástico. A decisão foi tomada após cinco anos de batalha judicial entre o criador desse projeto, um grupo conhecido como Distributed Defense, criado por um estudante de Direto, Cody Wilson e o Departamento de Estado.
Cody Wilson
Nesta semana, o Departamento de Justiça dos EUA determinou que arquivos digitais que explicam como fabricar armas por meio dessa tecnologia podem ser disponibilizados na internet, e que os americanos podem imprimir armas de fogo em 3D. Assim, As pessoas que quiserem fabricar sua própria arma precisam apenas baixar as instruções em um site específico, sem controle algum das autoridades. Os arquivos do tipo CAD estarão online novamente a partir de 1º de agosto, de acordo com o Defense Distributed, cuja página anuncia: "A era das armas que podem ser baixadas começa formalmente".
O fato que qualquer pessoa pode fabricar sua própria arma de fogo nos Estados Unidos com uma impressora não é apenas uma vitória da Primeira Emenda da Constituição americana em termos de liberdade de expressão, mas também um golpe devastador para o lobby da proibição de armas, em conformidade com manifestação do fundador da SAF, Alan M. Gottlieb.
Armas fantasmas
A decisão da Justiça americana gerou polêmica no país. Críticos argumentam que haverá aumento das chamadas "armas fantasmas", um termo usado para descrever as armas não registradas criadas sem o conhecimento do governo, pois como será possível rastrear o que cada pessoa imprime em casa, basicamente qualquer um com uma impressora 3D poderá fabricar sua própria arma. As armas que os manuais da Defense Distributed ensinam a fazer são quase inteiramente de plástico e poderiam passar despercebidas em controles de segurança, além de permitir que "criminosos”obtenham armas que não são registradas, que serão quase impossíveis de rastrear e que nem sequer podem ser vistas por um detector de metais.
Avery Gardiner, copresidente da Campanha Brady para Prevenir a Violência Armada, nos EUA, uma das organizações antiarmas mais antigas do país e cuja missão é criar uma América mais segura cortando pela metade as mortes por armas até 2025 declara: "A verdade é que esta decisão torna o nosso país menos seguro". Nos Estados Unidos, aproximadamente 27 pessoas morrem todos os dias por arma de fogo, de acordo com um relatório do jornal The New York Times.
O 'Libertador'
O primeiro modelo de pistola impressa em 3D foi criado pelo criador do Defense Distributed, Cody Wilson em 2013 e a batizou de "O Libertador". Desde então, essas armas ganharam em sofisticação, à medida que os materiais para construí-las se tornaram mais baratos e que os programas de design continuam evoluindo. A Defense Distributed também oferece um dispositivo de fresagem em seu site - conhecido como Ghost Gunner - que pode converter facilmente peças de metal compradas online em uma arma que funciona perfeitamente. Wilson disse que seu site busca facilitar o acesso de interessados em fazer suas próprias armas a informações que de outra forma teriam que procurar na chamada "internet profunda", associada a atividades criminosas. No ano passado, a revista americana Wired incluiu Wilson entre as "pessoas mais perigosas da internet", junto com o presidente Donald Trump e o Estado Islâmico.

rtnotíciasipabr13agosto2018-16:04hs.
Polícia e Bandidos: Agentes penitenciários são “batizados” pelo PCC, aponta investigação.
O PCC (Primeiro Comando da Capital) está incorporando agentes penitenciários do país à facção, segundo investigações da Operação Echelon, da Polícia Civil de São Paulo. Um dos agentes incorporados seria chefe de segurança de uma prisão em Londrina (PR), de acordo com a apuração policial. A materialidade chegou por meio de um telefone grampeado em 25 de novembro de 2017, à 0h58. Na ligação, um integrante do PCC, identificado como “J”, fala sobre duas exclusões de "irmãos" da facção na cidade paranaense. O alvo diz que é para excluí-los no ato, mas o ideal seria trazê-los para a cantoneira, local em que as pessoas são levadas ao julgamento pelo “Tribunal do Crime”, e conclui: “Chegou na cantoneira, polícia [agente penitenciário] nóis vai ripá. Não tem essa de polícia entrar pro comando, pro crime. Isso não existe.". O integrante do PCC “J”, em telefonema interceptado ainda afirma que os dois agentes penitenciários teriam entrado para o "progresso" da facção, e que fizeram dívida com o PCC, e conclui que "que vai pedir pra geral trazer esses caras na mão urgente". O Depen (Departamento Penitenciário) do Paraná não se manifestou sobre o assunto até o momento.
O "batismo" é uma cerimônia, feita às vezes em conferência telefônica, na qual o criminoso afirma que aceita as regras da facção, respondendo a um questionário. Ao ser aprovado, entra para o chamado Livro Branco, onde estão os ""irmãos" do crime.
Na investigação apurou-se que agentes de uma prisão de Campo Grande (MS) também teriam sido incorporados pela facção. No dia 15 de novembro de 2017, às 9h13, Laudemir Costa dos Santos, o Dentinho, 39, que cumpre pena no presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, ligou para um homem, o qual chama de "padrinho" e disse que estava com um problema. Segundo ele, um integrante do PCC, identificado como Sub Zero, passou por cima do "brecamento" que tinha, por dívida, para comprar drogas. A investigação policial detectou “Dentinho” como o que comanda o setor responsável por cadastrar e coordenar integrantes do PCC nos estados e país, além dos que estão em situação de inadimplência, dívida ou indisciplinas perante à facção criminosa.
Embora tenha sido advertido e suspenso, Sub Zero voltou a comprar drogas, violando a suspensão. Primeiro, ele tentou comprar 1 grama de cocaína dizendo a Dentinho que estava com um problema de saúde e foi para a enfermagem da cadeia. Na enfermagem, fez uma compra de R$ 150 em cocaína e consumiu a droga. Cinco dias depois, o dono da droga "tentou conduzir Sub Zero no prazo", o que significa que a facção, diante de um inadimplente, lhe concedeu um prazo para pagamento, sem que isso gerasse qualquer tipo de consequência. No entanto, Sub Zero obteve três prorrogações de prazo e foi advertido de que não poderia mais participar de ações relacionadas ao PCC, ou de pelo menos ter algum privilégio. Dentinho disse ao seu "padrinho", por telefone, que às 12h, quando as celas abrissem, iria falar com um agente penitenciário para "mixar" (significa que o agente penitenciário iria deixar a cela aberta ou conceder algum privilégio que beneficiasse os presos naquele setor) duas celas, sendo uma delas onde Sub Zero se encontrava, e depois fazer o mesmo com as restantes. Dentinho ainda afirmou: "Eu já estou batizando dois agentes. Eles vão trazer pra mim aqui pra conversar com ele [Sub Zero]".
Interrogado pela Polícia, Dentinho disse que não faz parte do PCC, e alegou que apenas tem convívio com pessoas vinculadas à facção, de modo que nada sabe sobre nomes, expressões, cargos ou terminologias relacionadas ao crime organizado. A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) do Mato Grosso do Sul afirmou que iria verificar as informações. "Até o momento a Agepen não foi comunicada sobre o inquérito pela Polícia de São Paulo, mas a referida denúncia será encaminhada à Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário para as devidas apurações, e se necessário, à Corregedoria Geral da  Instituição”.
Outra Interceptação telefônica de 7 de novembro de 2017, às 13h48, apontou dois integrantes da facção discutindo por que um advogado (Advogado do PCC fazia concurso para agente penitenciário) identificado como Tiago, teria sido barrado no concurso de agente penitenciário no Rio Grande do Norte sob a desconfiança de que ele entraria no "sistema" para ajudar o "comando". Os criminosos chegaram a sugerir fazer um protesto em frente ao fórum e presídios, com 150 camisetas e apoio de militantes dos direitos humanos, como forma de protesto em razão do fato.
Rebelião no Presídio no Rio Grande do Norte
O promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Lincoln Gakyia, diz: "Como toda organização criminosa, o PCC também tem forte participação na cooptação e corrupção de agentes públicos, atividades típicas de máfias. Isso já ficou bem demonstrado com a Operação Ethos, do ano passado, com a condenação do vice-presidente do Condepe (Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana) por corrupção e participação em organização criminosa".

rtnotíciasipabr13agosto2018-15:54hs.
Sombra e o Narcotráfico
Fontes da inteligência da Diretoria Antindrogas da Polícia da Colômbia, afirmam que a gangue criminosa do Clã do Golfo (antes chamada Los Urabeños), considerado a organização criminosa mais poderosa da Colômbia, está oferecendo recompensa de 20 milhões de pesos colombianos (cerca de R$ 26.000,00) pela cabeça de Sombra, pelo motivo que esta já descobriu mais de cinco toneladas de cocaína do grupo criminoso, conseguindo impedir o envio da droga para a Europa. Grande parte do tráfico de drogas na Colômbia é controlada por esse grupo e seu líder, Dairo Antonio Úsuga, conhecido como Otoniel (um dos homens mais procurados do país).
Jurada de morte por traficantes de droga, incomodados com a eficiência de seu trabalho, a farejadora da polícia teve que mudar sua zona de operações para ficar a salvo. Sombra foi transferida da área onde o grupo opera, em Turbo, Antioquia, para o aeroporto El Dorado, em Bogotá, por ordem do diretor da polícia, o general Jorge Nieto, que ordenou a transferência de Sombra para o aeroporto de Bogotá, onde ela já conseguiu apreensões significativas de drogas. O aeroporto está fora da principal zona de influência do grupo e por isso, é considerado pelas autoridades um local seguro para Sombra e apesar das ameaças dos bandidos, a polícia garante que a cadela não correrá nenhum risco, pois além de seu adestrador habitual, Sombra agora será acompanhada por mais funcionários para ter a segurança reforçada.
Sombra
Sombra tem 6 anos e entrou na força antidrogas ainda filhote. Ela se distinguiu por dois anos consecutivos recebendo a medalha "Wilson Quintero" por sua "contribuição inestimável" à luta contra o tráfico de drogas no país. Para a polícia antidrogas ela se tornou "o terror" das organizações criminosas e, por isso, eles procuram para matá-la. Sombra ajudou as autoridades em portos da costa atlântica, incluindo a cidade de Turbo, na Colômbia, onde toneladas de drogas são embarcadas em lanchas e às vezes em pequenos submarinos com destino nos Estados Unidos e Europa. Em junho, Sombra descobriu 5,3 toneladas de cocaína em Turbo. Posteriormente, encontrou outras quatro toneladas escondidas em peças de automóvel que também seriam exportadas.
O chefe de treinamento canino da polícia antidrogas, coronel Carlos Fernando Villareal, disse: "Ela permanecerá neste aeroporto até segunda ordem, já que sua presença tem permitido frustrar a saída de várias cargas de droga". "Sua intuição permitiu a detenção de mais de 245 pessoas em aeroportos como o José María Córdova, em Rionegro, e o El Dorado, em Bogotá". Postagem feita no Twitter em 20 de julho deste ano, a Polícia Antidrogas ressalta que "Sombra foi o cachorro com o melhor desempenho durante o treinamento em detecção de drogas ilícitas, e que nos últimos três anos se tornou o tormento de "Otoniel" apreendendo 9 toneladas de cocaína".

rtnotíciasipasp09agosto2018
Oito candidatos a presidente participam de debate da TV Band
Os candidatos à Presidência da República participarão nesta 5ª feira (9.ago.2018) do 1º debate das eleições de 2018. A partir das 22 horas os presidenciáveis apresentarão suas propostas nos estúdios da TV Band, em São Paulo.
Leia as informações sobre a transmissão:
data: 9.ago.2018 (5ª feira);
hora: 22 horas;
participantes: Alvaro Dias (Pode), Cabo Daciolo (Patri), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (Psol), Marina Silva (Rede);
mediador: Ricardo Boechat;
quem vai fazer perguntas: leitores do jornal Metro e jornalistas da Band;
quantos blocos terá o programa: 5.
A primeira parte da transmissão da Band começa com pergunta feita por leitores do jornal Metro, depois candidato pergunta para candidato.
No ?2º bloco, jornalistas da Band farão perguntas para todos os candidatos e escolherão quem vai replicar. Quem for questionado terá direito à tréplica.
No ?3º bloco, novamente candidato pergunta para candidato. O sorteio definiu que quem iniciará os questionamentos será Álvaro Dias e quem perguntará por último será Ciro Gomes. Neste bloco cada candidato poderá ser perguntado até duas vezes.
No ?4º bloco?, jornalistas da Band voltam a perguntar para candidato e escolher quem fará a réplica.
No ?último bloco os candidatos terão 1 minuto 1 meio para as considerações finais, começando com Ciro Gomes e fechando com Henrique Meirelles.
Com Lula preso em Curitiba, o PT pediu à Justiça que seu candidato participasse do debate por videoconferência ou por vídeos gravados previamente. Mas o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) negou o pedido.
O candidato a vice Fernando Haddad (PT) afirmou que, caso o ex-presidente seja impedido de participar, o partido vai fazer 1 debate paralelo.dimas mendes junior.

rtnotíciasipasp09agosto2018
Debate Poder360/Revista Piauí
O Poder360 e a revista Piauí realizarão, em 18 de setembro, 1 debate com 5 candidatos à Presidência da República (Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Marina Silva e 1 representante do PT). O evento será realizado no YouTube Space, no Rio de Janeiro, a partir de 10h da manhã.
A transmissão será feita pelos canais dos Poder360 e da revista Piauí no YouTube. O sinal estará aberto para que sites de notícias, dos candidatos ou de quem se interessar também reproduzam o vídeo simultaneamente, ao vivo.
A responsabilidade editorial do debate está 100% a cargo de Poder360 e da revista Piauí. O YouTube será apenas a plataforma na qual o evento será apresentado.
Próximos debates:
RedeTV! – Debate –(17.ago, 22h) – televisão;
TV Gazeta/Estadão (9.set, 19h30) – televisão;
Poder360/Revista Piauí (18.set, 10h) – streaming;
Veja (19.set, 9h) – streaming;
TV Aparecida (20.set, 10h) – televisão;
SBT/Uol/Folha (26.set, 18h20) – televisão;
Record (30.set, 22h) – televisão;
Globo (4.out, 21h30) – televisão.

rtnotíciasipabr27julho2018-12:51hs.
Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Publicado no “Noticias STF” do dia 17 de julho de 2018, que a Ministra Cármen Lúcia liberou o contrato da Telebras com empresa dos EUA para exploração de Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em razão de haver reconsiderado decisão tomada em junho deste ano, quando acolheu recurso da União (agravo regimental) e deferiu a Suspensão de Liminar (SL) 1157 para liberar contrato firmado entre a Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras) e a empresa norte-americana ViaSat Inc. para exploração da capacidade da banda Ka do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Memória
O contrato estava suspenso por decisão do juízo da 1ª Vara Federal de Manaus (AM), mantida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A União ajuizou então a SL 1157 no Supremo requerendo a liberação da parceria, mas, no dia 1º de junho deste ano, a presidente do STF indeferiu o pedido e manteve a decisão da Justiça Federal.
A União solicitou a reconsideração da decisão da ministra alegando prejuízos ao interesse público e grave lesão à ordem pública e econômica. Acrescentou que o contrato de parceria viabilizará, por meio de equipamentos da ViaSat, o funcionamento de 100% da capacidade do satélite e a prestação de serviços de banda larga, dentro da política pública de inclusão digital para as regiões mais longínquas do país.
As empresas Via Direta Telecomunicações Via Satélite e Internet Ltda e a Rede de Rádio e Televisão Tiradentes Ltda, que questionam na Justiça Federal o contrato firmado entre a Telebras e ViaSat, apresentaram manifestação nos autos e reiteraram o argumento de que foram preteridas em chamada pública para a operação do satélite. Pediram o desprovimento do agravo apresentado pela União, alegando também que existem empresas brasileiras com equipamentos capazes de operacionalizar o funcionamento do SGDC. Apontaram ainda ameaça à soberania nacional, entre outros argumentos.
Decisão
Inicialmente, a presidente do STF lembrou as razões que a levaram, em primeiro momento, a indeferir pedido da União pela retomada do acordo. Segundo ela, havia a impossibilidade de conhecimento aprofundado sobre as questões de fato e direito apontadas, “sendo descabida a pretensão dos envolvidos de trazê-las a este Supremo Tribunal pela via da contracautela, ‘sob pena de se alterar o curso normal do processo’”.
Acrescentou que considerou ser mais prejudicial, naquele momento, uma decisão que permitisse a implementação sub judice das atividades pela empresa contratada [ViaSat], uma vez que havia o risco de reversão da decisão pela eventual procedência da ação ordinária em trâmite na Justiça Federal que questiona o contrato da ViaSat com a Telebras.
Enfatizou ainda que, até então, não havia verificado a plausibilidade do pedido da União, uma vez que o alegado prejuízo decorrente do aditamento do contrato vigente necessário para mitigar o impacto nas políticas públicas governamentais, estimado em cerca de R$ 42 milhões, ocorreria somente a partir de julho de 2018. “Nesse contexto de distanciamento da data final mencionada pela União para a produção do resultado que se busca evitar é que indeferi a medida de contracautela requerida, fazendo recomendação de conferir-se ‘preferência e prioridade da análise da causa pelo juízo de origem, com a urgência possível’”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.
Reconsideração
Entretanto, diante da informação de que a ação ordinária em tramitação na Justiça Federal do Amazonas foi suspensa em razão de dúvidas quanto ao foro adequado para o seu julgamento, a ministra reavaliou sua decisão. Segundo ela, o atraso na conclusão da controvérsia leva à diminuição da vida útil do satélite, que já está em órbita há mais de um ano, e à não utilização do equipamento em seu potencial máximo.
Observou ainda que foi feito um investimento de R$ 1,73 bilhão da União para a operação do satélite, “um bem perecível”, com duração média de 15 anos, podendo chegar a 18 anos. Além disso, apontou a imprescindibilidade dos equipamentos da ViaSat Inc. para viabilizar o funcionamento de 100% do SGDC.
Assim, a ministra considerou como razões que justificam o deferimento da suspensão de liminar “o transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro”.
Questionamento
A informação estratégica e o controle das comunicações nos tempos atuais, é uma realidade de domínio da Segurança Nacional de um país, pois estamos em tempos de guerra cibernética, basta ver os danos que causam no sistema em geral de um país diante de uma ação de “hackers”. Agora, se possuímos no país “capacidades”, em foro interno, de gerar provimentos que venham nos assegurar a necessária segurança de informações e comunicações estratégicas, permanece de difícil compreensão a utilização de sistemas estrangeiros no contexto, mesmo que impere a questão de custos e capacidades, pois não devemos deixar de lembrar que nesta seara operacional, sempre há uma “porta dos fundos”. O Brasil atravessa tempos estranhos, principalmente diante da Suprema Corte.

rtnotíciasipasp20jullho2018
Intervenção federal no Rio: O que 11 presidenciáveis já disseram sobre isso
A intervenção federal no Rio de Janeiro, decretada por Michel Temer em 16 de fevereiro como resposta à crise de segurança pública no estado, completa 5 meses nesta segunda-feira (16).
O expediente, previsto na Constituição Federal, jamais havia sido usado. Foi invocado o inciso 3 do artigo 34, que autoriza uma intervenção federal para “pôr termo a grave comprometimento da ordem pública”. Na ocasião, o governo federal argumentou que o Rio vive situação “dramática”, e a medida foi aprovada pelo Congresso Nacional.
A intervenção deve vigorar até o dia 31 de dezembro de 2018, mas há presidenciáveis que defendem a prorrogação da medida, como o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).
Para o interventor federal, general Walter Braga Netto, ampliar o prazo é “completamente desnecessário”. “Se não, vocês vão ficar dependentes o resto da vida”, disse o general no início deste mês, em entrevista à Agência Brasil.
“A intervenção acaba. O que fica depois de 31 [de dezembro] é o pessoal que vai fazer a transição e o legado. Eu já estou treinando esse pessoal. Como eu falei, não há necessidade de permanecer a intervenção. Nós estamos deixando esse planejamento pronto. Há necessidade de mantê-lo e não deixar depois a segurança pública ser contaminada novamente por indicações políticas. Segurança pública tem de ser técnica, tem de ser por meritocracia”, declarou Braga Netto.
Veja o que 11 pré-candidatos à Presidência já disseram sobre a intervenção federal no Rio:
Alvaro Dias (Podemos)
“Intervenção, não. O Exército não quer isso, não é esse o papel dele”, disse Dias. O senador não votou na sessão em que o decreto foi aprovado no Senado, no dia 21 de fevereiro. Antes, porém, havia dito que votaria a favor da intervenção por entender que era um anseio da sociedade, mas disse que o decreto era uma “atitude oportunista”.
Ciro Gomes (PDT)
Um dia após o assassinato da vereadora Marielle Franco, Ciro participou de evento com empresários na Associação Comercial do Rio. “Essa intervenção corresponde a um interesse popular muito amplo, e essa é a razão da malícia dessa iniciativa”, disse ele, para quem a intervenção é “medida eleitoreira”. Ele argumentou que a bancada do PDT votou a favor do decreto por entender que existe “um clamor popular” por medidas de combate à violência.
Geraldo Alckmin (PSDB)
Em evento com empresários na Associação Comercial do Rio, Alckmin disse que, caso seja eleito presidente, manterá a intervenção na cidade. “O governo federal tem que liderar o combate à criminalidade.” Segundo ele, o novo chefe do Executivo não poderá encerrar a intervenção logo ao assumir o cargo. “Temos que ter uma situação que permita fazer essa transição”, afirmou o ex-governador.
Guilherme Boulos (PSOL)
Para o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), o decreto alimenta a ideia de que “Exército e militar resolvem tudo”, especialmente em um “cenário de muita desilusão” no País. “Isso mexe com ideias perigosas. No Brasil a gente já viu esse filme antes e não terminou bem, terminou com uma ditadura de 21 anos”, afirmou.
Henrique Meirelles (MDB)
Meirelles era ministro da Fazenda do governo Michel Temer quando foi assinado o decreto de intervenção federal no Rio. Ele participou da reunião que acertou os detalhes da ação, da qual participaram também os ministros da Defesa, da Justiça, do Planejamento e da Secretaria-Geral do Governo.
Jair Bolsonaro (PSL)
O ex-militar afirmou que a intervenção federal do governo Temer não é efetiva porque há limitação ao poder dos militares. “Militar das Forças Armadas não tem poder de polícia. Ele não pode atirar. Ele tem que levar um tiro para poder atirar (…) Você tem que matar”, disse. “É uma intervenção política. A minha seria para valer.”
João Amoêdo (Novo)
Dois dias após Temer decretar a intervenção, Amoêdo publicou posicionamento em suas redes sociais. Ele escreveu que faltou “planejamento” e que “provavelmente” a medida seria usada “política e eleitoralmente”, mas disse que a apoiava. “Com a total incapacidade do governo do Rio de tratar o assunto e o clima de violência existente no estado, a intervenção é positiva e conta, neste momento inicial, com o meu apoio.”
Lula (PT)
Em entrevista a uma rádio de Minas Gerais em fevereiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse acreditar que a intervenção terá poucos efeitos na segurança do Rio após a saída das Forças Armadas do território. “O Exército não é preparado para enfrentar o narcotráfico. O Exército não é preparado para lidar com bandido em favela (…) Você colocar o Exército com uma tarefa dessas, sem ser preparado… O que pode acontecer é que, depois do espetáculo, o resultado seja negativo.”
Manuela D’Ávila (PCdoB)
[Assassinato de Marielle] demonstra que a intervenção não traz as consequências imaginadas. Não dialoga com aqueles que vivem a violência de forma mais intensa. Foi construída sem ouvir as comunidades, as pessoas que vivem nos territórios em disputa”, disse a deputada.
Marina Silva (Rede)
No texto que publicou após o decreto, Marina criticou “a inação de sucessivos governos federais”, pois, segundo ela, a questão da segurança deve ser compartilhada. “Essa medida de intervenção reflete também a inação de sucessivos governos federais que negligenciaram a pauta da segurança pública, deixando apenas para os estados a responsabilidade de enfrentar um problema complexo, que deveria ser tratado de maneira nacionalizada.”
Rodrigo Maia (DEM)
Presidente da Câmara dos Deputados, Maia defendeu em plenário a aprovação do decreto de intervenção federal no Rio. “Infelizmente, esta intervenção torna-se urgente e necessária porque o poder estadual exauriu sua capacidade para impor autoridade.”Fonte: MSN.

rtnotíciasipasp19julho2018
Policial Civil participa de treinamento nos EUA através da IPA Regional SP
É com satisfação que comunicamos aos associados e amigos da Seção de São Paulo da IPA, que o nosso associado Carlos Fernandes Mathias, investigador de polícia, em exercício no Departamento de Inteligência da Polícia Civil – DIPOL,  participou de 8 a 12 de julho, do Programa de Treinamento que a IPA- USA  promove anualmente.  O curso aconteceu na cidade de Wisconsin – USA.
O policial civil, que também é Oficial R-2 do Exército Brasileiro, sempre se destacou pela constante busca de aperfeiçoamento profissional, em especial no uso de armamento de última geração.
Carlos foi recepcionado por colegas policiais, integrantes da IPA-USA, responsáveis pela promoção do tradicional Programa de Treinamento.
O curso que também é ministrado por instrutores da SWAT, inclui tópicos como: Uso da força; Treinamento com armas de fogo; Táticas defensivas; Tráfico de seres humanos; Crescimento do uso de drogas; Gangues de motocicletas; Missões de polícia internacional e Respostas a incidentes ativos de atiradores (configurações internas e externas).
Tomaram parte do treinamento policiais americanos, do Sri Lanka, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Japão e Canadá, entre outros países.

rtnotíciasipasp19julho2018
Menino separado do pai nos EUA deve voltar ao Brasil nesta semana
A informação é do ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha
O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, disse hoje (17), em Nova York, que o menino brasileiro, de 7 anos e que está em um abrigo na cidade, deve ser entregue ao pai ainda nesta semana, e ambos devem retornar ao Brasil. Segundo o ministro, o retorno ao país é a vontade da família.
“Essa criança está em uma situação específica, porque ela e o pai querem voltar para o Brasil”, disse Rocha.
O menino havia sido separado do pai, que, segundo o ministro, está no Texas, depois de ambos terem atravessado de maneira supostamente ilegal a fronteira entre o México e os Estados Unidos. A visita de Gustavo Rocha a Nova York teve como foco a visita à instituição onde está o garoto, já que, de acordo com o ministro, havia uma preocupação maior com esse caso, pelo fato de o garoto ser o único brasileiro no abrigo e não haver crianças de sua idade para conversar em português. Segundo Rocha, isso poderia gerar uma “situação de vulnerabilidade maior”.
Conforme Gustavo Rocha, uma das psicólogas do abrigo, visitado hoje (17), fala português. Rocha disse que o abrigo tem boas condições, que a criança divide o quarto com apenas mais um menor, estuda diariamente e tem horário para lazer e esportes, assim como nos abrigos visitados por ele em Chicago.
Segundo o ministro, os abrigos não são os mesmos daqueles que apareceram em fotos divulgadas pela imprensa internacional, que mostravam as crianças em locais com grades, dormindo em colchões no chão e com cobertores de alumínio. “É um abrigo bem estruturado, mas isso não traz nenhum tipo de conforto nem alento”, disse o ministro, destacando que a política do governo norte-americano de separar famílias “é um absurdo”. O ministro também qualificou a política de inaceitável.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, já havia classificado a prática como cruel. Segundo dados do Itamaraty desta segunda (17), ainda há 40 crianças separadas dos pais nos Estados Unidos como decorrência da política de tolerância zero com a imigração ilegal promovida pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde maio.
A Justiça norte-americana ordenou que o governo dos Estados Unidos reunifique todas as famílias separadas até o próximo dia 26, mas ainda não está claro como será feita.Fonte: Sec. Direitos Humanos.

rtnotíciasipasp16julho2018
IPA : NOSSA MISSÃO
“Servo per Amikeco”
A IPA tem por objetivos principais:
Estreitar as relações entre a Polícia e o Público através de todos os meios de comunicação, propiciando a mútua compreensão do respeito à lei, à ordem e à segurança coletiva;
Criar elos de amizade, promover a cooperação internacional, a ampliação do conhecimento geral e a troca de experiência profissionais;
Promover ajuda na esfera social, contribuir dentro dos limites de suas possibilidades para a coexistência pacífica dos diferentes povos e a preservação da natureza e da paz mundial;
Estimular a correspondência e o intercâmbio de programas de férias, viagens de estudo, visitas de ilustração, competições esportivas e artísticas;
Realizar cursos, conferências e grupos de estudos jurídicos-policiais;
Organizar reuniões periódicas e participar dos Congressos (trienais) e das Conferências Internacionais (anuais) previstos no Calendário Oficial da IPA;
Contribuir para o enaltecimento da imagem da Polícia nos países de suas seções-membro e ajudar a melhorar as relações entre essa Instituição e o público.
“SERVO PER AMIKECO”.

rtnotíciasipabr13julho2018-16:30hs.
Violentada se torna Policial
Tábata* era uma menina falante, de 9 anos, que tinha uma coleção de bonecas e brincava de casinha com a melhor amiga.
Amava andar de bicicleta e passar a tarde na rua com outras crianças. Seu único aparelho eletrônico era uma TV.
Ele era um fotógrafo de 39 anos, casado, apaixonado pela natureza, extremamente falante e muito amigável. Ganhava fácil a confiança daqueles ao seu redor com suas conversas sobre praias, rios e viagens. O pai de Tábata conheceu o fotógrafo quando ela tinha 9 anos. Pouco tempo depois, os dois se tornaram amigos e pegaram o hábito de jogar futebol juntos.
Rapidamente, os amigos passaram a promover uma integração entre suas famílias. Elas passaram a sair e acampar juntas nos fins de semana de verão. Os lugares preferidos eram campings próximos ao rio Uruguai, na divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Tábata se recorda dos dias divertidos e dos banhos de rio que tomava ao lado dos dois casais. Juntos, os cinco faziam viagens de carro, trilhas em áreas de difícil acesso e pernoitavam em barracas na mata. "Logo, ele (o fotógrafo) começou a me molestar. Ele se aproximava e ficava passando a mão em mim. Eu não entendia. Aquilo me incomodava, mas eu não via o caráter criminoso naquilo que ele estava fazendo. Não falei nada para a minha família, até hoje não sei dizer o porquê", conta Tábata.
A garota tinha uma meia-irmã 8 anos mais velha, que não frequentava os acampamentos. "Ela não era muito próxima do meu pai por não ser filha biológica dele. Ela costumava ficar em casa assistindo à TV e estudando", conta. Segundo Tábata, o agressor se aproveitava de sua fragilidade, do isolamento e da pouca visibilidade em meio às árvores - distante dos olhares dos adultos - ou durante os mergulhos da menina na água para se aproximar e cometer os abusos.
"Certa vez, ele abusou de mim quando ele precisava buscar água (para o acampamento) e me fizeram ir com ele para ajudar a carregar os galões. No caminho, ele se aproveitou para ficar passando a mão em mim, mas eu consegui escapar e correr na frente. Meus pais nem perguntaram por que cheguei antes dele. Nem passava pela cabeça dos meus pais que ele pudesse abusar de mim porque confiavam muito nele", conta Tábata.
A frequência de abusos começou a aumentar na mesma proporção em que crescia o incômodo que a garota sentia. Sua vontade era contar os atos violentos para o pai dela. "Meu pai sempre foi muito estressado, pilhado. Eu tinha medo que ele pudesse matar ele (fotógrafo), ir preso. Começam a passar mil coisas na cabeça de uma criança. E também tem o receio de que seus pais não vão acreditar no que você está passando", afirma Tábata.
Tábata relata que os primeiros abusos ocorreram de acordo com as oportunidades. Mas logo o fotógrafo passou a estudar o dia a dia da família para saber quando a garota estaria sozinha em casa. Ele descobriu que a irmã mais velha de Tábata fazia magistério e a mãe trabalhava à noite. Conhecia a rotina de futebol noturno do pai da garota e passou a procurá-la nesses horários. "Ele dizia: 'Só um pouquinho, só um pouquinho'. Ele nunca me agrediu com tapas, mas me segurava à força, mesmo eu sendo uma menina grande para a minha idade", lembra Tábata. Ela não se recorda de ameaças feitas pelo estuprador, mas diz que ele pedia para que ela não comentasse com os pais o que acontecia entre eles. Os abusos ocorreram durante cerca de 2 anos e meio.
Tábata conta que passou a ter maior consciência do crime aos 11 anos, quando começou a gritar, xingar e resistir, em vão, aos abusos. Na época, ela decidiu que contaria para a sua mãe. Porém, a mãe de Tábata foi diagnosticada com transtorno bipolar e seu estado de saúde a desencorajou a revelar os estupros. A doença da mãe, no entanto, reaproximou as duas e Tábata decidiu relatar os abusos pela primeira vez à irmã, em outubro de 2006. "Quando contei, ela entrou numa crise de choro desesperadora. Imediatamente, ela ligou para o meu pai, que já era divorciado da minha mãe havia dois anos. Até hoje eu fico com um arrependimento de fazer as pessoas sofrerem tanto. Eu fico pensando se valeu a pena contar", diz Tábata.
Ela diz que, ao longo dos anos, tentou esquecer os detalhes dos estupros para se proteger emocionalmente. O tempo passou e as memórias dos abusos continuavam a rondar seus pensamentos. Numa tentativa de "não surtar" e aliviar o peso das lembranças, Tábata passou a contar a história para outras amigas de colégio na adolescência. Em 2008, quando tinha 16 anos, uma de suas amigas contou o caso para a mãe, que, por coincidência, conhecia o fotógrafo e chamou Tábata para conversar.
"Ela me disse que tinha ouvido falar que esse fotógrafo também tinha abusado de outras meninas. Aquilo me deu muita revolta. Eu achei que ele tinha feito aquilo só comigo, mas logo pensei que aquele cara estava acabando com a vida de outras pessoas, outras meninas", disse.
Sete anos após o primeiro abuso, Tábata relatou o histórico de agressões à Polícia Civil, registrou um boletim de ocorrência e uma investigação foi iniciada. Mas ela nunca foi chamada para voltar a depor e o inquérito ficou engavetado. Quatro anos depois, o processo foi para o Ministério Público, onde a ação ficou mais dois anos parada. Tábata, então, foi pessoalmente à Promotoria perguntar o motivo da estagnação. "Eu estava conversando com uma assessora do promotor, mas ela não sabia me dizer porque ele não tinha denunciado o caso, quando eu me alterei e passei a levantar a minha voz. Nesse momento, ele (promotor) saiu da sala dele e foi grosseiro comigo. Disse que fazia muito tempo, que não tinha provas e que eu demorei pra denunciar", conta.
Tábata entrou em desespero. Contou chorando para o pai que seu caso tinha acabado e que o fotógrafo nunca seria julgado. Mas o pai dela se lembrou que um comerciante que morava na região havia relatado que o fotógrafo também tinha abusado de sua filha quando ela tinha 9 anos. Na época do crime, o comerciante agrediu o fotógrafo quando soube que ele tinha passado a mão nos seios de sua filha. Tábata foi pessoalmente falar com a mãe da vítima para pedir auxílio. "Eu pedi para ela depor para que o Ministério Público soubesse da conduta dele e pudesse denunciar. Eles aceitaram depor, então levei o nome dela e dos pais à Promotoria para que tivessem provas", disse. Após o novo depoimento, a Promotoria entendeu que o fotógrafo tinha um histórico de abusos e, finalmente, o denunciou por pedofilia. Um ano depois, em 2013, ocorreu a primeira audiência.
Julgamento
Durante a audiência no tribunal, conta Tábata, o fotógrafo negou ter tido relações sexuais com a menina. "Eu só li a sentença. Mas ele disse que eu inventei tudo aquilo porque eu queria me vingar dele. Ele dizia que eu fiz aquilo porque meu pai não teria conseguido sair com a esposa dele", conta Tábata. O homem foi condenado por estupro a 7 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. O depoimento da segunda vítima foi essencial para comprovar o histórico de violência sexual do fotógrafo. O criminoso entrou com recurso e respondeu ao processo em liberdade. Depois de um ano e meio, houve a confirmação da sentença em segunda instância.
Nesse meio tempo, Tábata, aos 24 anos, concluía seu curso na Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. "Eu fui focada em fazer o meu trabalho, sem me apegar ao que tinha ocorrido no passado. Procurei deletar tudo da minha cabeça", conta. Mas, no fundo, os abusos que sofreu foram decisivos na decisão de ser policial. A vontade de Tábata era "pegar todos os estupradores", mas decidiu não só evitar, mas se afastar completamente de casos ligados a crimes sexuais em seu cotidiano profissional.
"Eu não teria autocontrole para não agredir um abusador, manter o profissionalismo em casos bárbaros como os de agressões a bebês. E meu papel na polícia é exercer a minha profissão conforme a lei", diz. E, quando ela menos esperava, surgiu sua oportunidade de cumprir a lei. A polícia recebeu a ordem de cumprir o mandado de prisão contra o fotógrafo. Tábata estava junto. "No dia 22 de dezembro de 2016, pedi apoio, fomos em oito ou dez policiais até que o localizamos e executamos o mandado. Ele estava escondido numa chácara isolada, na beira de um rio. Naquele dia, meu colega fez a revista e a prisão. Mas eu fiz questão de bater a porta da cela, como se fosse para encerrar esse ciclo."
A menina e o fotógrafo se viram pela primeira vez no verão de 2002. Tábata foi estuprada diversas vezes durante dois anos e meio pelo homem, amigo de seus pais. Cerca de 14 anos depois do último abuso, eles se reencontraram. Desta vez, Tábata* segurou firme o braço de seu agressor com uma mão enquanto empunhava uma arma com a outra. Ela o conduziu, algemado, até o fundo de uma cela, trancou o xadrez e saiu aliviada, "como se tivesse encerrado um ciclo". O dia 21 de dezembro de 2016 ficou marcado para a policial civil de Santa Catarina, hoje com 26 anos, como a data em que prendeu o homem que a estuprou na infância.
Em entrevista à BBC Brasil, ela contou a história pela primeira vez a um jornalista. Tábata diz que fez isso para encorajar outras mulheres a denunciar seus agressores. "Denunciar e mexer nisso foi um processo de cura", diz.
*Tábata é nome fitício, pois a pedido da policial civil, seu nome verdadeiro foi omitido nesta reportagem. O nome do agressor e a cidade onde os abusos aconteceram também foram omitidos para proteger a identidade das vítimas.Fonte: Felipe Souza Da BBC Brasil em São Paulo.

rtnotíciasipabr10julho2018-13:43hs.
ETIAS - Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem
O Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (Etias - European Travel Information and Authorisation System, em inglês), aprovado pelo Parlamento Europeu em 05 de julho de 2018, o  abrangerá 26 países europeus, dos quais 22 integram a União Europeia (UE), é um novo sistema de vistos, completamente eletrônico, destinado a entrada de visitante de países que não precisam de visto para a zona Schengen. Atualmente, cidadãos de 62 países não pertencentes ao espaço Schengen, inclusive do Brasil, podem entrar na UE sem visto por até 90 dias. Assim, os turistas não europeus isentos de visto, a partir de 2021, terão de solicitar autorização na internet para visitar a Europa, a um custo individual de 7 euros, para uma validade de três anos, e tendo a gratuidade de emissão para os menores de 18 e para os maiores de 70 anos. Além do uso para fins comerciais e de turismo, o novo sistema permitirá que as pessoas visitem os países da UE por motivos médicos e de trânsito.O sistema irá recolher dados pessoais do solicitante, tipo de documento de viagem, dados biométricos (uma combinação de quatro impressões digitais e a imagem facial), data e local de entrada e de saída e possíveis recusas de entrada, e também serão feitas uma série de perguntas básicas relacionadas com os antecedentes criminais e  presença em zonas de conflito, o que viria sanar uma lacuna, que segundo o Parlamento Europeu, atualmente não há informação suficiente sobre os cidadãos de outros países que não precisam de visto para entrar na Europa, ficando o controle sob a responsabilidade de guardas de fronteiras, e muitas vezes não têm conhecimento sobre riscos de segurança, migratórios ou sanitários. Estima-se que 39 milhões de visitantes isentos de visto vão a países da Europa em 2020.  O objetivo do novo sistema é a segurança interna e o reforço das fronteiras externas da UE. Pois a triagem servirá para identificar pessoas que possam representar risco antes que cheguem às fronteiras europeias, além de impedir a migração irregular, diminuir tempos de procedimento de entrada nos países e melhorar a gestão das fronteiras.

rtnotíciasipabr04junho2018-20:04hs.
Summit: O supercomputador da IBM
IPA Brasil
Summit, osupercomputador mais rápido do mundo com inteligência artificial e machine learning. Summit, osupercomputador mais rápido do mundo com inteligência artificial e machine learning.
A IBM anunciou neste mês o Summit, supercomputador mais rápido do mundo com inteligência artificial e machine learning. Projetada para o Departamento de Energia dos Estados Unidos, a máquina é capaz de realizar 200 quatrilhões de cálculos por segundo e deve auxiliar em pesquisas sobre doenças como câncer e Alzheimer, além de impulsionar os estudos de energia infinita para as próximas gerações.
Ocupando uma área do tamanho de duas quadras de tênis, o Summit é o maior supercomputador do mundo que já se encontra em funcionamento, objetivando criar modelos e simulações, visando avanços em áreas como desenvolvimento de materiais e astrofísica.
Pesando 340 toneladas, o supercomputador Summit é composto por fileiras de servidores do tamanho de uma geladeira que ocupam uma área de 520 m² conectados com aproximadamente 300 quilômetros de cabos, e consumindo cerca de 15 mil litros de água por minuto para manter seu sistema de refrigeração funcionando. O sistema de armazenamento do Summit é capaz de armazenar 250 petabytes de dados, o que equivale a 74 milhões de anos de vídeo de alta definição.
Supercomputador da IBM ocupa espaço equivalente a duas quadras de tênis (Foto: Divulgação/Oak Ridge National Laboratory)
Construído de uma parceria entre a IBM e a Nvidia, o Summit encontra-se no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tenessee/EUA, e segundo os seus criadores, a máquina é tão eficiente que já funcionava enquanto ainda estava sendo montada.
Objetivando ser utilizado para a criação de modelos científicos e fazer simulações baseadas em inteligência artificial e automatização de padrões para acelerar descobertas em áreas como saúde, energia, desenvolvimento de materiais e astrofísica, o poderoso "cérebro" do Summit irá ajudar a conseguir avanços nessas áreas. A exemplo, da área de biologia em que o Summit usará inteligência artificial para analisar dados com informação genética e biomédica, na ideia de que, por meio dos cálculos feitos pelo supercomputador, os pesquisadores consigam identificar padrões de comportamento das células humanas.Fonte:TechMundo.

rtnotíciasipabr03julho2018-12:18hs.
Corrupção e os Cientistas
Ciência mostra que a corrupção vai moldando áreas cerebrais de um indivíduo ao ponto de ele deixar de se constranger quando age de forma desonesta.
Acompanhando o homem em sua trajetória pela Terra, a corrupção continua atualíssima e, se na antiguidade clássica intrigava filósofos como Aristóteles — autor de De Generatione et Corruptione —, hoje é estudada por cientistas, que tentam encontrar, no cérebro, os mecanismos associados à desonestidade.
Corrupção, como ensina o Houaiss, não é só subornar ou tomar para si o que não lhe pertence. Trata-se de “depravação de hábitos, costumes etc.”, refere-se à devassidão moral. Ao investigar a fisiologia do corrupto, as pesquisas debruçam-se tanto sobre sociopatas que prejudicam os outros sem sentir o menor remorso quanto sobre o cidadão comum, dito “de bem”, que, contudo, é capaz de aproveitar o quebra-quebra em uma manifestação de rua para saquear o supermercado.
Não que o cérebro seja o “culpado” pela desonestidade. É quase o contrário disso. Se, de fato, alguns psicopatas exibem estruturas e funções cerebrais diferentes do que se considera normal, como a interrupção de circuitos neuronais associados a empatia, medo e culpa, elas não levam necessariamente ao crime. Estudos estimam em 1% a 3% o índice de psicopatas na população mundial, e a maioria deles não vai se desviar das normas sociais ao longo da vida. Por outro lado, nem todo corrupto — sistêmico ou de ocasião — apresenta alguma alteração na atividade dos neurônios. O que os estudos mostram é como o comportamento imoral vai moldando o cérebro, até que ele se acostume a burlar as regras. Isso os cientistas já conseguiram visualizar em exames de imagem como ressonância magnética funcional.
“O que sempre me preocupou não são os serial killers, mas o que aconteceu na Iugoslávia de 1991 a 2001”, ilustra o psiquiatra Pedro Antônio Schmidt, pesquisador do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Inser/PUC-RS). Um dos palestrantes da conferência Mecanismos cerebrais da corrupção, que inaugurou o Congresso Brain 2018, na semana passada, em Gramado, Schmidt refere-se à guerra na região dos Bálcãs que deixou quase 98 mil mortos e foi marcada pelos estupros em massa nas zonas de conflito. “De repente, começou um ódio; vizinhos que eram amigos se tornaram inimigos. Como alguém vira assassino? Como acha o.k. estuprar a filha do vizinho? Essas pessoas não eram assassinas antes, como passam a aceitar esse tipo de coisa?”, questiona.
Outro comportamento citado por Schmidt é a alta tolerância do brasileiro com contraventores, como Aniz Abrahão David, que reuniu celebridades e políticos na festa de arromba que comemorou seu aniversário, no ano passado; e mesmo com criminosos. “Quando o ex-jogador de futebol Bruno saiu da cadeia com um habeas corpus do ministro Marco Aurélio de Mello, ele tinha um fã-clube. Mas ele não era mais um goleiro, era um assassino.” Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato e a ocultação de cadáver da ex-namorada Eliza Samúdio, além do sequestro do filho que teve com ela. Mostrando uma foto de pessoas na estrada, cheias de sacolas na mão, o psiquiatra contextualiza: “Esse caminhão frigorífero tombou no interior do Paraná. As pessoas saquearam a carga. Não eram pessoas miseráveis, elas não estavam passando fome. São tipos de atitudes que nós, brasileiros, temos há muito tempo”, lamenta.
O cérebro se adapta à desonestidade, diz o pesquisador, citando um artigo publicado em outubro de 2016 na revista Nature Neuroscience. O trabalho da Universidade College London (UCL) e da Universidade de Duke identificou alterações na amígdala, estrutura cerebral associada ao medo e à resposta de fuga/luta, à medida que os atos desleais vão sendo repetidos. “Suspeitávamos que deveria haver um princípio biológico básico que contribui para esse fenômeno, chamado de adaptação emocional”, conta Tali Sharot, professora de neurociência cognitiva da UCL. Neil Garrett, pesquisador da mesma instituição, explica que o processo adaptativo é um princípio-chave no estudo de como o cérebro processa informação sensorial. “Se você entra em uma sala repleta de fumaça de cigarro, o cheiro inicial será muito forte. Depois de alguns instantes, o seu sistema olfativo vai se ajustar à presença da fumaça, e você vai percebê-la bem menos”, ilustra.
Encorajados
A  hipótese dos pesquisadores era a de que a adaptação emocional também pode ocorrer na tomada de decisões. “Especificamente, queríamos saber se nos adaptamos a situações que, inicialmente, consideramos aversivas, como trapacear, ser infiel e mentir”, afirma Garrett. Isso poderia ser constatado caso a resposta emocional, com o tempo, começasse a enfraquecer. Para verificar a tese, os pesquisadores desenvolveram uma série de testes, dos quais participaram 55 pessoas com idade entre 18 e 65 anos. Os voluntários trabalharam em pares — atores contratados pela equipe — em uma tarefa, que consistia em pedir que o outro adivinhasse a quantidade de dinheiro contido numa jarra cheia de moedas de centavos de libras. Eles foram informados que, dependendo da resposta (certa, superestimada ou subestimada), poderiam se beneficiar, favorecer o outro ou obter vantagens para ambos.
Outra regra do jogo: os participantes poderiam mentir à vontade. O resultado mostrou que os voluntários não apenas trapacearam, como o fizeram cada vez mais, caso fossem beneficiados. Nas situações em que a desonestidade traria vantagens financeiras a eles e aos pares, os voluntários se mostraram ainda mais estimulados a passar por cima da verdade, sugerindo, segundo os pesquisadores, que isso parecia tornar a mentira mais aceitável. No fim, para verificar a reação do cérebro, os cientistas repetiram o teste com 25 pessoas que, dessa vez, participaram da tarefa enquanto eram escaneadas pelo exame de ressonância magnética funcional.
“O que descobrimos foi que, à medida que o tempo passava, as respostas das áreas associadas à emoção, especialmente na amígdala, diminuíam nos participantes que estavam mentindo bastante. Isso sugere que o ato de dizer mentiras reduz a resposta emocional do nosso cérebro à desonestidade e nos encoraja a contar mentiras maiores no futuro”, explica Neil Garrett. Em um dos testes do estudo, os pesquisadores conseguiram mostrar, inclusive, que a diminuição na atividade cerebral é um preditor do aumento subsequente do nível de trapaça. “Acredito que essa foi a primeira evidência empírica de que o comportamento desonesto vai aumentando quando se repete”, diz o pesquisador. A neurocientista Tali Sharot explica: “Normalmente, quando mentimos para obter alguma vantagem disso, a nossa amígdala produz um sentimento negativo, limitando até onde podemos ir com a mentira. Mas, conforme trapaceamos, essa reação vai reduzindo até se tornar muito fraca.” Nesse momento, mentir já não causa constrangimento ao desonesto.
Como os psicopatas
Daí a importância de frear o comportamento desonesto, observam especialistas. “Quando os corruptos começam a roubar, podem se sentir culpados, mas, então, se acostumam com isso e não se importam mais. Se não forem punidos, esse comportamento ficará cada vez mais normal”, observa Antoine Bechara, professor de psicologia da Universidade de Southern Califórnia e especialista no processo de tomada de decisões, que também foi palestrante na conferência Mecanismos cerebrais da corrupção.
O neurocientista compara o cérebro do corrupto sistêmico, incluindo políticos desonestos, ao de um psicopata, cuja amígdala funciona de maneira diferente do restante da população. “O psicopata verdadeiro tem uma patologia real no córtex pré-frontal. Ele não se sente obrigado a seguir as regras”, diz Bechara. “A raiz do comportamento corrupto está na recompensa. Nós não agimos dessa forma porque conseguimos controlar nosso comportamento e, na minha opinião, fazemos esse controle por causa da punição. Se o corrupto não é condenado pela Justiça, não há razão para deixar de se comportar de maneira desonesta”, acredita.
Da paz à agressão
O episódio da guerra da Bósnia lembrado pelo psiquiatra Pedro Antônio Schmidt no congresso Brain 2018 já foi observado em muitos outros conflitos, como na Libéria e em Ruanda. Em tempos de paz, pessoas de grupos étnicos distintos vivem em harmonia. Porém, tornam-se inimigas da noite para o dia, podendo cometer atrocidades que nunca imaginaram ser capazes, ao se deflagrar um confronto armado. Pesquisadores do Instituto Max Planck, na Alemanha, acabaram de publicar um estudo no qual tentam responder por que a violência pode alcançar esse nível entre pessoas que sempre conviveram pacificamente. A pesquisa investigou o comportamento de estudantes do leste da Eslováquia em relação a ciganos.
Para examinar o comportamento hostil, os pesquisadores pediram aos jovens que participassem de um jogo no qual poderiam prejudicar o outro. Pelas regras, dois jogadores recebem dois euros cada e, simultaneamente, escolhem pagar 20 centavos para reduzir o rendimento do opositor em um euro ou simplesmente manter o dinheiro inalterado. Os jogadores permanecem anônimos e jogam um contra o outro apenas uma vez.
Intencional
Os pesquisadores usaram uma lista de nomes típicos para informar aos participantes se o par era integrante da população majoritária eslovaca ou da minoria cigana. Além disso, o experimento foi projetado de forma que três jovens da mesma turma tomassem a decisão um após o outro — portanto, eles sabiam qual tinha sido a escolha dos colegas que jogaram anteriormente.
Os cientistas descobriram que o comportamento de deliberadamente prejudicar o opositor foi significativamente influenciado pelas escolhas dos pares. Além disso, quando achavam que estavam jogando contra ciganos (identificados pelos nomes lidos pelos pesquisadores), os estudantes se mostraram ainda mais agressivos. “A hostilidade dobrava quando dirigida aos ciganos, o que não aconteceu contra pessoas dos próprios grupos sociais”, observaram os autores do trabalho.
“Nossos resultados sugerem que normas sociais fracas podem levar a uma mudança súbita no comportamento individual em relação a outro grupo étnico, passando da boa convivência à agressão. Por isso é, importante processar e punir crimes de ódio”, disse, em nota, Jana Cahlíková, pesquisadora do Max Planck.
Vulneráveis
Nos últimos anos, os atos de agressão a esse povo aumentaram no país europeu e vizinhos. Segundo o relatório da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (UE), divulgado em abril, um em cada três ciganos é vítima de assédio na UE. Além disso, as condições de vida são bem distintas das de outros moradores do continente: 80% dos ciganos estão em risco de pobreza, contra 17 % da média geral.
Transparência Internacional lança 70 medidas legislativas contra corrupção.
A elaboração do documento contou com a participação de 373 instituições brasileiras.
A Transparência Internacional lançou na terça-feira (5/6), o pacote das Novas Medidas Contra A Corrupção. Formado por 70 propostas legislativas (projetos de lei, propostas de emenda constitucional e resoluções), o documento já é considerado o maior pacote anticorrupção do mundo.
A elaboração do documento contou com a participação de 373 instituições brasileiras (como Transparência Internacional, Instituto Ethos, Observatório Social do Brasil, Contas Abertas, Instituto Cidade Democrática, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e outros). O documento foi redigido e revisado por 200 especialistas. Em termos de participação popular, o pacote contou com a colaboração ativa de 912 usuários cadastrados em uma plataforma digital, a Wikilegis.
O pacote é considerado um aprofundamento das 10 Medidas Anticorrupção - pacote do Ministério Público Federal lançado em 2015 e que viria a ser desfigurado pelo Congresso. Algumas das medidas lançadas nesta terça já faziam parte daquele pacote.
"Talvez o MP sozinho não fosse legítimo o suficiente para criar uma agenda anticorrupção. No caso das 70 medidas, tivemos uma participação maior de diversos setores da sociedade", comentou o coordenador do Centro de Justiça e Sociedade, professor da FGV e colaborador do pacote anticorrupção, Michael Freitas Mohallem.
"Nós não queremos tirar o protagonismo do Congresso, mas decidimos apresentar e discutir primeiro para a sociedade e entidades. E claro, esperamos que o pacote seja debatido em todos os níveis", disse o diretor executivo da Transparência Internacional-Brasil, Bruno Brandão.
Entre as medidas estão a criação de uma legislação de proteção ao denunciante de boa-fé (whistleblower), projetos de desburocratização do Estado, normas de transparência e democracia partidária, a redução do foro privilegiado, ficha limpa para servidores públicos, teto para doação e para o autofinanciamento de campanhas, uma política de dados abertos, e outras.
Uma das medidas que pode ser considerada polêmica no pacote é aquela que sugere a regulamentação do lobby. "Com a regulamentação, você pode ter o cadastramento de quem faz lobby, saber quanto cada empresa gastou com as ações", afirmou Mohallem. Colaborador do pacote, o ex-ministro chefe da Controladoria-Geral da União Jorge Hage Sobrinho aponta a importância do lançamento dessas medidas em ano eleitoral. "A corrupção entrou no debate público. A questão da transparência ganhou importância e vai entrar no debate", afirmou. "O pacote também não se propõe a inventar a roda. Ele parte daquilo que já foi construído no Brasil e em outros lugares do mundo", completou Hage.Fonte: Agência Estado

rtnotíciasipabr13junho2018-16:12hs.
Copa do Mundo
IPA Brasil
No país do futebol, o que se vê neste tempo de Copa do Mundo é um ‘torcer contra’ a seleção canarinho como nunca antes visto. E nada têm a ver com antipatriotismo.
É normal, sobretudo em época de Copa do Mundo, ouvir de alguns amigos e familiares que eles não estão nem aí para a seleção. Que preferem torcer pelo time do coração, que estão mais preocupados com eleição. Também não é novidade o discurso de inferiorização e pessimismo em torno dos 23 selecionados, que, de certa maneira, reflete a descrença nos rumos do país, traduzido por Nelson Rodrigues como “o complexo de vira-lata”. Isso sem contar os brasileiros que, por diferentes razões, escolhem apoiar outra seleção. Mas, às vésperas do Mundial na Rússia, é impossível ignorar que o índice de rejeição e impopularidade da seleção brasileira atingiu patamares raramente observados. Muito além das reações de quem detesta futebol, esnoba o talento de Neymar ou só empunha a bandeira em nome do seu clube, há gente de sobra disposta a secar, amaldiçoar e torcer contra o time que um dia foi o símbolo de orgulho da nação.
Para quem gosta de bola e de Copa, chega a ser irritante escutar sermões do tipo “o país nessa situação e o povo preocupado com futebol”, “só querem saber de pão e circo”, “enquanto você grita gol, estão roubando nosso dinheiro em Brasília”, “que o Brasil caia na primeira fase”, “que venha outro 7 a 1” e por aí vai… Porém, o descrédito popular que tem colocado em xeque o poder da seleção de mobilizar massas e unificar a identidade nacional a cada quatro anos não é fruto exclusivamente do mau humor dos que não enxergam a poesia que emana dos gramados. As causas transcendem o campo de jogo.
A última pesquisa de torcidas do Datafolha, divulgada em abril, mostra que o número de pessoas que não se interessam por futebol no país aumentou de 31% para 41% em relação a 2010, quando a seleção ainda era comandada por Dunga. Praticamente o mesmo percentual de brasileiros que desprezam a Copa do Mundo. Chama a atenção que, no “país do futebol”, de acordo com pesquisa da MindMiners, 54% dos torcedores consultados dizem acreditar que uma eventual conquista do Mundial pela seleção não vai melhorar a autoestima do brasileiro. E o mais sintomático: 58% entendem que os episódios que levaram ao indiciamento dos três últimos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afeta, de alguma forma, a vontade de torcer pela seleção.
Tempos atrás, as suspeitas de ilícitos envolvendo cartolas eram tratadas como folclore no Brasil. Até que uma investigação do FBI desatou o Fifagate e implicou figuras como Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, menos de um ano depois do 7 a 1. Em compasso com os escândalos de corrupção na política, a entidade que controla nosso futebol sucumbiu na mão de dirigentes que, durante a Copa de 2014, exigiam patriotismo dos jornalistas e torcedores que criticavam as atuações do time de Felipão. E segue sem ter a exata dimensão de como a imagem associada a mandachuvas corruptos contribuiu para abalar a confiança dos brasileiros na seleção.
“O ‘torcer contra’ é, acima de tudo, uma resposta dos que não se sentem representados pelas instituições que se apropriaram da seleção”.
Seleção que, inevitavelmente, acabou castigada por seguidas administrações primitivas e nebulosas na CBF. Há décadas o esporte nacional é gerido à base da troca de favores, politicagem barata e interesses comerciais sustentados pela lógica da propina. Por mais vitoriosa que seja sua história em campo, não há instituição que passe incólume a tantas mazelas fora das quatro linhas. O que ajuda a explicar a perda de apelo não só da seleção, mas do futebol brasileiro como um todo.
Desconsiderando os comerciais de TV que apelam ao ufanismo, é cada vez mais raro presenciar demonstrações de amor à seleção. O que também dá uma medida do ódio. Por trás dele, irrompem jatos de frustração e raiva represadas pelo legado às avessas que a realização da Copa deixou para o país. Dos estádios superfaturados ao vexame contra a Alemanha, tanto o cético em relação a futebol quanto o torcedor mais apaixonado amargaram alguma dose de ressentimento. Havia caminho para uma reconciliação ao menos afetiva após Tite assumir a seleção e resgatá-la do fundo do poço. Mas, ao longo dos últimos quatro anos, dirigentes da CBF estavam mais preocupados em se livrar dos escândalos de corrupção do que em reaproximar o “brasileiro comum” do futebol.
A elitização tomou conta dos estádios, torcedores mais pobres foram afastados das arquibancadas, e a seleção virou produto cobiçado por empresas e patrocinadores que não veem problema em atrelar sua marca a uma entidade devassada pelas denúncias de corrupção. No meio desse processo de distanciamento, a camisa amarela da seleção ainda sofreu com a apropriação por grupos de manifestantes que a utilizaram como instrumento político. Neste cenário de Fla x Flu ideológico, uma parte da população agora sente ojeriza pelo uniforme com o escudo da CBF. Rejeição que, para muitos, se estende à seleção. Pela primeira vez no período democrático, o Brasil acompanhará uma Copa diante de tamanha polarização das correntes políticas, já que, em 2013, nos protestos que antecederam a Copa das Confederações, e em 2014, nas manifestações contra o megaevento, a pauta de reivindicações era bem mais difusa e menos identificada com determinada ala de militância.
Torcedor protesta no Castelão em jogo do Brasil, em 2014. Reuters
Entre o apreço e o desdém por símbolos nacionais, a crise de credibilidade da seleção brasileira também respinga nos jogadores. A maioria deles joga no exterior, tem poucos vínculos com torcedores locais – algo acentuado pela falta de empenho da CBF em promover jogos com preços acessíveis no país – e falha ao não se esforçar para romper o estigma de cidadãos alienados, que, sob o status de personalidades globais, quase sempre resumem engajamento social a ações de caridade. Naturalmente, uma hora ou outra, torcedores como os que engrossaram o sarcástico protesto “um professor vale mais que o Neymar” se revoltam ao ver os ídolos reduzidos à figura de meros popstars.
Há quem interprete o desleixo pela seleção como um sinal de maturidade do brasileiro, que, supostamente, não se deixa mais enganar por “pão e circo” – como se fosse impensável conciliar a paixão pelo futebol com senso crítico. Todavia, é bem provável que, com o início dos jogos na Rússia, ainda mais se o Brasil mantiver o bom nível de atuação, o clima de Copa se espalhe tal qual em 2014, quando o grito de “não vai ter Copa” deu lugar a euforia nas ruas. Mas não resta dúvida de que os acontecimentos desde o Mundial passado, principalmente os escândalos de corrupção na CBF, arranharam a imagem do nosso futebol e, por tabela, a da seleção. Aquele que torce contra a pátria de chuteiras não é menos brasileiro que aquele que comemora fervorosamente cada gol anotado pelos comandados de Tite. Pois nada tem a ver com antipatriotismo. O “torcer contra” é, acima de tudo, uma resposta dos que não se sentem representados pelas instituições que se apropriaram da seleção. Um direito tão legítimo quanto o de quem prefere torcer a favor, apesar das contraindicações.
72.500 torcedores do Brasil na Copa do Mundo na Rússia.
Na última parcial divulgada, mostrou que até maio deste ano, mais de 72.500 ingressos para a Copa do Mundo Rússia 2018 foram adquiridos por brasileiros – o número coloca o país atrás apenas de russos (871.797 entradas) e americanos (88.825) no ranking de maiores compradores do Mundial, que totaliza mais de um milhão e meio de ingressos vendidos na última parcial divulgada. Visto que os torcedores do Brasil prometem “invadir” a maior nação do mundo em território, a Rússia.
Os Brasileiros são o 3º maior público da Copa na Rússia, onde a população é afável, mas rejeita movimentos gays e tolera o racismo nos estádios.Fonte: EL PAÍS

rtnotíciasipabr04junho2018-20:04hs.
Polícia Penal e Sistema Penitenciário Brasileiro
IPA Brasil
O Brasil é o terceiro país do mundo com maior número de pessoas presas. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, em segundo a China, e em quarto a Rússia (INFOPEN 2016). - Foto por: IPA Brasil O Brasil é o terceiro país do mundo com maior número de pessoas presas. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, em segundo a China, e em quarto a Rússia (INFOPEN 2016).
PRISÕES E PRESOS NO MUNDO
ESTABELECIMENTOS PENAIS X SERVIDORES
Atualmente o Brasil possui 1.478 estabelecimentos penais públicos (DEPEN/2014) e aproximadamente 23 cadeias privadas. Para tomar conta de 726,7 mil encarcerados (DEPEN/2016), a estrutura brasileira conta com o apoio de:
Agentes Penitenciários Federais, concursados do quadro da Polícia Federal, para custodiar os detentos federais;
Agentes da Polícia Civil, concursados do quadro da Polícia Civil (Estadual e Distrital);
Agentes de Segurança Penitenciária (os nomes por Estado ou Região variam) que não são policiais, mas servidores civis efetivos concursados ou temporários com direito a porte de arma nos Estados e Municípios.
Policiais Militares que fazem a segurança do perímetro externo dos presídios em alguns Estados.
Trabalhadores do sistema prisional brasileiro por tipo de vínculo empregatício
Fonte: Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias - Infopen/2016.
PROFISSIONAIS EM ATIVIDADE NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO
Até 2000, o Brasil era custodiado principalmente por policiais civis, federais e militares. Todas as funções eram executadas sem distinção por estas três forças de segurança pública. Na década seguinte, atendendo a orientações das resoluções internacionais, o Brasil também seguiu a tendência de transferir a guarda e cuidados penitenciários para pessoas civis não policiais, cujo lema principal é “quem prende não deve custodiar”, com foco na ressocialização. Sendo assim, em nome das orientações e tendências internacionais, muitos Estados da federação brasileira já substituíram as carreiras policiais dentro e fora dos presídios por agentes de segurança penitenciária civis com direito a porte de armas. Esses, por sua vez, possuem carreira própria, Secretarias ou Subsecretarias próprias, e nem sempre fazem parte da estrutura da segurança pública, apesar de todas as informações sobre as penitenciárias fazerem parte dos anuários sobre segurança pública. Constata-se, por oportuno, necessidade de mais investimento, valorização e estrutura para os servidores.
Atualmente o Brasil conta com apenas 78.108 agentes imbuídos na atividade de custódia direta. “No geral, temos 8,2 presos para cada agente no sistema prisional brasileiro, o que viola a Resolução nº 9, de 2009, do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que indica a proporção de 1 agente para cada 5 pessoas presas como padrão razoável para a garantia da segurança física e patrimonial nas unidades prisionais, a partir de parâmetro oferecido pela Estatística Penal Anual do Conselho da Europa, data-base 2006.” (INFOPEN 2016)
EVOLUÇÃO DO QUANTITATIVO DE PRESOS NO BRASIL
Segundo informações do DEPEN/2016, o Brasil ultrapassou a marca de 700 mil pessoas privadas de liberdade, aumento esse de 707% em relação ao total registrado no início da década de 90. Em onze anos (2005/2016), o quantitativo de presos no Brasil simplesmente dobrou.
EVOLUÇÃO DAS PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE 1990 A 2016
O PERFIL DO PRESO BRASILEIRO
A pesquisa mais recente do Departamento Penitenciário Nacional revela que a maioria dos presos brasileiros são jovens negros, do sexo masculino, entre 18 a 29 anos de idade, no qual 51% possui apenas o primeiro grau incompleto e 60% são solteiros. Do total geral, 53% não possuem filhos, e 21% possuem apenas um único filho. O crime que gera o maior número de prisões é, sem dúvida, o tráfico de entorpecentes e a formação de quadrilha. O tempo de pena com mais frequência está entre 4 a 15 anos.
Distribuição por gênero dos crimes tentados/consumados entre os registros das pessoas privadas de liberdade, por tipo penal
Faixa etária das pessoas privadas de liberdade no Brasil
Raça, cor ou etnia das pessoas privadas de liberdade e da população total
Escolaridade das pessoas privadas de liberdade no Brasil
O PERFIL DO PRESO ESTRANGEIRO
O relatório do Ministério da Justiça, baseado em dados da Segurança Púbica apresenta o montante de 2.606 cidadãos de outras nacionalidades detidos no sistema prisional brasileiro, e identifica que 56% desses estrangeiros são provenientes do continente americano, 27% vêm da África e 13% são oriundos da Europa.
CONTRAPONTOS
Paralelamente a esta tendência internacional de substituição de policiais por servidores civis para o sistema penitenciário, uma forte corrente destes servidores civis se organizou tendo apresentado ao Congresso Nacional a PEC 308/2004, que objetiva transformar o agente de segurança prisional civil em polícia penal, tornando-os definitivamente policiais especificamente para atuar no âmbito do sistema prisional, ampliando poderes como a realização de escoltas judiciais e hospitalares, recaptura de foragidos, atribuindo aos agentes poder de investigação e sobretudo melhoria salarial, garantias previdenciárias e retorno definitivo aos quadros da secretaria de segurança.
CONCLUSÃO
O tema penitenciário no Brasil, devido sua extensão territorial, o crescente aumento de realização de prisões, a diversidade de opiniões e de realidades geopolíticas, ainda não é uma questão fechada nem administrativamente e muito menos politicamente. Para finalizar, constata-se que o Brasil vem avançado muito na questão dos direitos e garantias individuais e coletivas para os presos, tem procurado sempre atender aos acordos, pactos e orientações internacionais, como por exemplo, a questão da oferta de vagas escolares e atendimentos médicos.  Por outro lado, é difícil administrar a questão, pois a burocracia do poder executivo em contraponto ao crescente aumento de cometimento de crimes, por conseguinte de realização de aprisionamento é inversamente proporcional à quantidade de vagas e contratações de pessoal geradas para este fim. Para dispensar os presos da cadeia o Brasil vem tentando implementar as audiências de custódia em todo o Brasil a partir de 2016, e o incentivar o uso de tornozeleiras para presos do regime semiaberto. Em 2018, a ação mais importante tem sido a concessão de prisão domiciliar para as presas provisórias mães e sentenciadas com penas pequenas sem ser crime hediondo.
O Estado brasileiro tem procurado atender às garantias coletivas para os presos, mas tem deixado muito a desejar para as garantias e direitos individuais dos servidores, com a péssima qualidade no local de trabalho, falta de pessoal, falta de estrutura, e não só físicas, mas materiais, como para escritório, computadores em redes e hardwares. Para as estruturas prediais novas, a qualidade de vida no trabalho tem sido melhor apesar da superlotação, que degrada as instalações muito rapidamente, mas para as estruturas prediais muito antigas, percebe-se a deploração. O índice de servidores com doenças psicossomáticas é alto, e não existe nenhum programa de revezamento ou atendimento específico pelas maiorias das corporações para prevenir ou apoiar o servidor. Muito já foi feito, mas com o ritmo e a velocidade de aprisionamentos ainda há muito para se conquistar e melhorar.
(1)Em alguns Estados, a subfunção "421 – Custódia e Reintegração Social" está incluída nesta agregação.
(2)Nota: Valores atualizados pelo IPCA até dez/2014.
Fonte: 9º ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA/2015
Ação policial no contexto
Fonte: 9º ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA/2015
Matéria de autoria de:
*Giulieny Matos, agente penitenciário da Polícia Civil de Brasília-DF, Brasil e trabalha na penitenciária há 18 anos. Faz parte da IPA Brasil desde 2013 como vice-diretora cultural e da Associação dos Agentes Penitenciários da PCDF desde 1999.

rtnotíciasipabr01junho2018-17:27hs.
Confronto Policial
O assassinato de um policial militar em confronto pode aumentar em até cinco vezes o número de mortes de civis em tiroteios com a polícia, no mês seguinte, na mesma região. É o que revela um levantamento feito pelo EXTRA, corroborado pelo estudo de uma cientista social: em 2017, mortes de suspeitos em trocas de tiros aumentaram em 70% dos assassinatos de policiais militares que estavam em serviço.
Os dados que sofreram um cruzamento de informações do Ministério Público, da Polícia Civil e do Instituto de Segurança Pública (ISP), onde só foram levadas em conta mortes de PMs em serviço e que participavam de confrontos com criminosos que perfez ao todo 22 casos desse tipo ao longo de 2017 em áreas cobertas por 12 batalhões na Região Metropolitana do Rio.
Em seguida, foi contabilizado o número de mortes em confronto na região do assassinato de cada policial, no mês posterior ao crime. Para comparação, onde também levantou a média mensal de suspeitos mortos na área coberta por cada batalhão analisado nos últimos dez anos.
Com o assassinato do soldado Gilberto Guimarães, na área do 24º BPM (Queimados), o número de mortes no mês seguinte foi cinco vezes maior do que a média mensal de suspeitos mortos na região.
Num dos casos, o número de mortes no mês seguinte ao assassinato do policial foi cinco vezes maior do que a média mensal de suspeitos mortos na região. Após o assassinato do soldado Gilberto Guimarães Pereira Corrêa, de 25 anos, num tiroteio no Morro dos 40, em Japeri, seis pessoas foram mortas em confrontos na região coberta pelo 24º BPM (Queimados) — três mortes foram logo na semana seguinte. A média mensal de suspeitos mortos na área do batalhão é 1,2. O soldado foi baleado no dia 1º de abril, mas só morreu quatro dias depois em decorrência dos ferimentos.
O caso que desencadeou o maior número de mortes foi o do soldado Alan Joubert Silva e Paula, de 26 anos. Lotado no 7º BPM (São Gonçalo), o policial levou um tiro no pescoço na Favela do Brejal, em 10 de novembro. No mês seguinte, ocorreram 11 homicídios em confronto com a polícia na região. A média de mortes de suspeitos nos últimos dez anos na área do 7º BPM é 4,3.
Até a área de batalhão com a maior média de mortes de suspeitos no Estado do Rio apresentou número de homicídios em confrontos maior no mês seguinte à morte de um PM. Na região coberta pelo 15º BPM (Duque de Caxias), foram seis vítimas por mês nos últimos dez anos. Nos 30 dias seguintes à morte do sargento Olivar Teixeira dos Santos, em 2 de julho, sete pessoas perderam a vida em confrontos.
Modelo de comando gera fenômeno, diz cientista social:
A relação entre assassinatos de PMs e aumento da letalidade policial foi objeto de estudo da tese de mestrado da cientista social Terine Husek Coelho. Segundo ela, no dia seguinte as chances de um civil ser morto aumentam em 350%. Entre cinco e sete dias depois, 125%. No mesmo dia, 1.150%. Para Terine, a forma de atuação da PM desencadeia o fenômeno:
— Essas mortes não são ligadas a vinganças pessoais dos policiais. O modelo de atuação da polícia gera isso. Quando um comandante chama a tropa para a guerra, mais mortes acontecem.
Capitão Stefan Cruz Contreiras, do 18º BPM (Jacarepaguá/Rio).
Após o assassinato do capitão Stefan Cruz Contreiras, do 18º BPM (Jacarepaguá), numa tentativa de assalto, o comandante da unidade, coronel Marcos Netto, convocou o batalhão para uma “guerra sem trégua”.
“Quero pedir a todos vocês que se empenhem ao máximo, buscando quem quer que seja, em qualquer buraco, viela, casa, seja lá onde for, os assassinos do Contreiras”, escreveu o comandante no WhatsApp poucas horas após o crime. Ao final do dia, uma operação da PM na Cidade de Deus terminou com quatro mortos.
Adolescente é apreendido após morte de Policial na Baixada Fluminense/Rio
Marcas dos disparos no carro do policial militar Sargento Eduardo da Silva Dias.
O sargento foi morto pelo adolescente com um tiro na cabeça na frente da família, durante uma tentativa de assalto. Eduardo chegou a ser socorrido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi baleado no Viaduto da Posse, a cerca de 350 metros da 58ª Delegacia de Policia (Posse). O militar estava de carro no momento em que foi abordado pelos bandidos.
A Polícia Civil apreendeu o adolescente de 13 anos acusado de matar o policial militar Eduardo da Silva Dias, de 48 anos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Fonte: Extra.

rtnotíciasipabr01junho2018-16:47hs.
O Policial do Futuro
A Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública (Interseg), realizada na cidade do Rio de Janeiro, com mais de 70 expositores nacionais e internacionais foi considerado o maior do setor na América Latina, que veio apresentar novas tecnologias a serviço do policial do futuro e que devem ser empregadas pela polícia brasileira em um futuro próximo.
Como em um filme de ficção, encontravam-se à disposição da segurança pública mundial os acessórios high-tech, a exemplo de óculos equipados com microcomputadores, notebook blindado, coturno à prova de balas e uma geração nova de arma não letal.
Conheça algumas das novas tecnologias nacionais e internacionais para o combate ao crime:
Spark, a arma não letal brasileira
Se estiver a pelo menos 10 m de distância do alvo, o policial poderá utilizar uma arma não letal para causar contrações musculares e desorientação mental, paralisando o contraventor. A Spark - arma desenvolvida pela brasileira Condor similar às tecnologias dos Tasers produzidos nos Estados Unidos e na China - atira dardos que soltam uma descarga elétrica, atingindo o sistema nervoso da vítima sem causar lesão permanente ou risco de morte. A Spark tem mira a laser, cartucho com trava de proteção, baterias recarregáveis e pode ser usada em ambas as mãos. Várias instituições brasileiras de segurança já usam tecnologias importadas semelhantes.
Microcâmera acoplada
Pode ser acoplada ao policial através do uniforme ou a robôs e cachorros em missões de resgate. Envia, através de um aparelho parecido com um roteador de computador, as imagens para o centro de comando. Já é utilizada por forças de segurança nos Estados Unidos.
Coturno à prova de balas.
Desenvolvida pela empresa paranaense Guartelá, a bota blindada Shell DRYclima promete dar total proteção aos pés e tornozelos de policiais e militares contra armas de fogo. Revestido com kevlar - o mesmo material usado em coletes à prova de balas -, o coturno impediu a perfuração por munições de calibres .38, 9 mm e .40. O produto ainda está em fase de testes.
Localizador vital
O equipamento faz com que o comando saiba a localização exata do policial. O PSM Responder monitora o corpo de quem está utilizando-o e envia as informações via sistema de rádio para um computador. É possível saber em tempo real os batimentos cardíacos do policial e se ele está deitado ou em pé, por exemplo. Ideal para situações de emergência, como incêndios ou ações de risco. Até o momento, equipamento só é usado pela polícia nos Estados Unidos.
CSI portátil
O Universal Criminal Workstation é um equipamento do tamanho de um aparelho celular dotado de um sensor biométrico, capaz de identificar impressões digitais e comparar com o banco de dados em uma estação de reconhecimento. Atualmente, está em fase de teste para adoção pela Secretaria de Segurança do Maranhão.
Óculos-computador
Parecido com um headphone, este computador apresenta uma microtela ampliada por uma lente, que fica próximo ao olho esquerdo do policial. Através de comandos de voz, o policial pode acessar imagens de câmeras de segurança, assim como documentos armazenados ou enviados via conexão wi-fi. Produzido pela Motorola, já é utilizado nos Estados Unidos.
Notebook blindado
Este notebook é capaz de suportar grandes variações de temperatura, quedas e derramamento de líquidos. O equipamento pode ser utilizado em missões especiais e resgates. A Panasonic, fabricante do computador, afirma que o produto já está em uso em instituições militares brasileira. A empresa, entretanto, não especifica quais são.

rtnotíciasipabr30maio2018-19:49hs.
A Greve dos Caminhoneiros no Brasil: Polícia Acionada
Ministro Gilmar Mendes afirmou que a população e, principalmente, o governo, foram pegos de surpresa com a paralisação.
"Temos hoje uma efetiva ameaça à segurança pública e me parece que isso precisa ser claramente repudiado. Um protesto, em princípio, pode ser legítimo. Agora, a paralisação de rodovias, a interrupção, a ameaça à circulação de ir e vir das pessoas é obviamente ilegal e o governo tem que reprimir isso com toda a ênfase e usar também do aparato à disposição, a Procuradoria, a Justiça para que isso não ocorra", disse o ministro.
O Gilmar Mendes afirmou que a população e, principalmente, o governo, foram pegos de surpresa com a paralisação. "Agora se fala que não se trata de um protesto apenas dos motoristas, dos caminhoneiros, mas se fala de um locaute, portanto, de uma greve de empresários. Com maior razão. Então se trata de algo ilegal e claramente tem que se tomar medidas claras. Evidente que tem que haver diálogo, haver medidas que suavizem o impacto da elevação do preço de combustível. Isso tem que ser feito, mas dentro de um quadro de diálogo."
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, convidadas do seminário, lembrou que o País vive uma crise de abastecimento, de transporte, de energia e de segurança pública. "Podemos chamar de uma crise de segurança pública, na medida em que afeta a vida de cada um e que afeta a ordem pública."
Na sessão plenária  do Seminário, o ministro  Gilmar Mendes chamou a situação de "crise", enquanto o decano da Corte, ministro Celso de Mello, classificou o episódio um "absurdo" que faz os brasileiros de "reféns".
Os caminhoneiros fazem bloqueios nas estradas no Brasil, pedindo a retirada dos encargos tributários sobre o diesel. Os motoristas criticam ainda o ajuste diário dos preços do combustível que, segundo eles, dificulta o planejamento do frete As manifestações já provocaram impacto no abastecimento de combustível e alimentos.
Em reunião entre o governo e representantes dos caminhoneiros, o ministro Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha,  anunciou na noite de Quinta-feira (24/5) que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias. Nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel. Mesmo assim, protestos seguem em pelo menos 24 Estados do País.
"Não me parece que possa haver esse grave risco para a segurança de todos. As cidades pararam, os transportes coletivos pararam, os hospitais estão com problemas, o transporte de doentes. Em suma, um grave risco para a comunidade como um todo. E isso tem que ser realmente repudiado e censurado", disse o ministro.
Ministro Raul Jungmann  do Ministério da Segurança Pública.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a Polícia Federal instaurou 37 inquéritos em 25 estados para apurar prática de locaute durante a greve dos caminhoneiros. Locaute (termo originado a partir da palavra em inglês lock out) é o que acontece quando os patrões de um determinado setor impedem os trabalhadores de exercer a atividade. A prática é proibida por lei.
Em entrevista em cadeia nacional em que participaram o ministro da Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, o Ministro Raul Jungmann disse que houve "apoio criminoso" de empresas ao movimento, que, segundo ele, "irão pagar por isso". O ministro declarou que os responsáveis estão sendo convocados para prestar depoimento.
"Temos comprovado, seguramente, que essa paralisação por caminhoneiros autônomos, em parte, teve desde seu início a promoção e o apoio criminoso de proprietários, patrões de empresas transportadoras e distribuidoras. E podem ter certeza que irão pagar por isso", declarou.
De acordo com o ministro, mandados de prisão já foram expedidos, e que a Polícia Rodoviária Federal emitiu 400 autos de infração no valor total de R$ 2,03 milhões, sem incluir as multas de R$ 100 mil por hora determinadas em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Presidente Michel Temer
O Presidente do Brasil, Michel Temer, fez um pronunciamento anunciando a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias, e que os ajustes serão a cada 30 dias. Disse, também, que vai editar uma medida provisória isentando de pagamento de pedágio os eixos suspensos de caminhões vazios. No mesmo diapasão, o presidente assinou um decreto que permite ao governo assumir o controle de caminhões para desobstruir as rodovias, uma medida chamada de "requisição de bens", e acionou as forças policiais de segurança pública. Publicou um Decreto de Garantia da Lei e da Ordem que autoriza uso das Forças Armadas para liberar rodovias.
A expectativa do Governo era que houvesse uma trégua de 15 dias, mas o movimento de caminhoneiros continua pelo país, que está à beira de um colapso no abastecimento. "O acordo está assinado. E cumpri-lo é a melhor alternativa", avisou Temer, que interrompeu a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no Palácio do Planalto, para fazer o anúncio à nação.
E a Greve continua:

rtnotíciasipabr30maio2018-15:57hs.
Policiais do Brasil
Segundo os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apresentados do balanço de 2016, disparou o número de pessoas mortas em decorrência de intervenções policiais no Brasil. São 4.224 casos, maior número registrado pela entidade, e uma alta de 27% em relação ao ano anterior, que registrou 3.330 casos do tipo.
As maiores taxas desses crimes foram registradas no Amapá (7,5 casos por 100 mil habitantes), Rio de Janeiro (5,6 casos por 100 mil habitantes) e Sergipe (4,1). A taxa média do país é de 2 casos a cada 100 mil habitantes.
O perfil padrão desses mortos é homem, jovem e negro –99,3% dos mortos em ocorrências policiais são homens, 82% têm entre 12 e 29 anos (17% entre 12 e 17 anos) e 76% são negros, segundo levantamento do Fórum.
"Esses dados são graves porque mostram o quanto a juventude está vulnerável à ação da polícia, e a gente sabe que muitos desses casos não são investigados, então não sabemos o quanto desses casos policiais usaram de fato a força legítima, e quantos foram de fato execuções", diz a diretora-executiva do Fórum, Samira Bueno.
Entre 2009 e 2016, 21.897 foram mortos nessas ocorrências –que não incluem chacinas e outros homicídios, apenas casos em que a morte aconteceu durante ação policial.
"Nós temos jornadas extenuantes, policiais trabalhando sem equipamento obrigatório, com colete vencido, armamento ultrapassado", diz o policial militar e pesquisador do Fórum Elisandro Lotin. "Temos uma sobrecarga de trabalho, desgaste físico e mental dos profissionais hoje nas ruas. Por conta de uma pressão interna e externa. Porque, para a sociedade, bandido bom é bandido morto, e o Estado somatiza isso. Na concepção do policial, ele está fazendo a coisa certa", afirma.
MORTES DE POLICIAIS
Também cresceu o número de policiais civis e militares vítimas de homicídio. Foram 437 em 2016, aumento de 17,5% em relação às 372 mortes em 2015.
O perfil: 31% têm entre 30 e 39 anos, 33%, entre 40 e 49 anos e 21%, entre 50 e 59 anos. A maior parte é negra (56%). Brancos são 43% dos policiais mortos. O dado considera apenas agentes na ativa.
"Boa parte desses policiais morrem em bicos –na necessidade de complementar a renda prestando outros serviços– ou são executados justamente por serem policiais ou vão reagir a um roubo por estarem armados", afirma Bueno "O que a gente exige dos nossos policiais? Essa ideia de que o policial é policial 24 horas é uma falácia, que só o coloca em estado de mais vulnerabilidade. Ele é policial no serviço. Fora de serviço, ele precisa ter seus direitos respeitados como um cidadão comum."
Cresceu também o número de mortes violentas registradas no Brasil, chegando a 61.619 em 2016, uma média de sete pessoas assassinadas por hora. A taxa de mortes violentas foi de 29,9 assassinatos por 100 mil habitantes. No Nordeste, ela é ainda maior: os três Estados com maiores números são Sergipe (64), Rio Grande do Norte (56,9) e Alagoas (55,9).Fonte: THIAGO AMÂNCIO
Violência no Rio
POLICIAIS MORTOS, EM SERVIÇO E FORA DE SERVIÇO
437 policiais foram mortos em 2016 no Brasil. Em 2015, esse número foi de 372 policias.
Pesquisa considera policiais civis e militares da ativa mortos em confronto ou por lesão não natural.
Fonte: Anuário Brasileiro da Segurança Pública

rtnotíciasipabr22maio2018-19:31hs.
INTERNATIONAL VIDEO COMPETITION 2018
O objetivo da competição é coletar material de vídeo de todas as seções da IPA em todo o mundo e para criar um banco de dados de filmes IPA internacional, permitindo-nos produzir um filme internacional da IPA que mostrará nossas atividades em todo o mundo.
O objetivo pretendido do projeto é obter vídeos de alta qualidade de uma ampla variedade de seções e, em seguida, usar partes selecionadas dos vídeos da competição para produzir um vídeo institucional sobre a IPA, que pode ser posteriormente distribuído a todas as seções IPA como um ajuda promocional e de recrutamento, e também constará no site da IAC, bem como nos websites nacionais.
O IPA Video Competition será finalizado no IPA World Congress 2018.

rtnotíciasipabr20feereiro2018-09:56hs.
Tecnologia Policial
Cenas dignas de um filme de ficção científica já são realidade na China. Em pleno início da temporada do Ano-Novo Lunar, com milhões de pessoas passando diariamente pelas estações ferroviárias, os policiais são capazes de identificar os passageiros acusados de ter cometido algum crime por meio de um novo tipo de óculos. É, para uns, a magia, para outros, o perigo do rápido avanço da inteligência artificial no país asiático.
O sistema foi testado com sucesso em Zhengzhou, capital da superpopulosa província de Henan. Os policiais, equipados com óculos escuros munidos de uma pequena câmera, posicionam-se em todas as entradas da estação do trem-bala. A câmera é capaz de captar todos os rostos dos transeuntes, a informação é cruzada com a base de dados da polícia em busca de coincidências com a lista de suspeitos. Os resultados aparecem de forma praticamente instantânea em um dispositivo móvel semelhante a um tablet. Com a ajuda desses óculos – que têm uma estética parecida com os lançados pelo Google – sete pessoas foram presas desde 1º de fevereiro por crimes como tráfico humano ou fuga após um atropelamento. Além de procurar suspeitos, o sistema permite verificar a identidade de qualquer pessoa escaneada. Por isso também foram presos 26 passageiros que viajavam com documentação falsa.
O porta-voz do departamento provincial de Segurança Pública, Zhang Xiaolei, disse ao jornal estatal Global Times que a tecnologia – baseada na inteligência artificial – só precisa de uma imagem do rosto da pessoa para iniciar a busca, uma melhora significativa em comparação com sistemas anteriores que requeria várias fotos tiradas de ângulos diferentes. Mais de 60.000 passageiros utilizam a estação diariamente, o número alcançará os 100.000 nos próximos dias por causa do aumento da frequência de trens como resultado do feriado prolongado do Ano-Novo Chinês.
Nos últimos anos, a China fez avanços significativos na inteligência artificial, um campo considerado estratégico pelo Partido Comunista. Algumas de suas aplicações, especialmente as que se baseiam no reconhecimento facial, começam a tomar forma em questões relacionadas à segurança nacional. Ao caso de Henan se soma, por exemplo, a identificação de motoristas que violam as leis de trânsito em Xangai, a localização, em poucas horas, de uma criança sequestrada em Shenzhen e a prisão de pessoas procuradas pela polícia em grandes eventos como o Festival Internacional da Cerveja da cidade costeira de Qingdao. Outras tecnologias de empresas especializadas em reconhecimento de voz permitiram às forças de segurança desarticular redes dedicadas a fraudes telefônicas na província de Anhui ou a identificação de traficantes de drogas. O jornal South China Morning Post, de Hong Kong, informou no final do ano passado que Pequim está finalizando um sistema de reconhecimento facial que permitirá identificar qualquer um dos quase 1,4 bilhão de cidadãos chineses em apenas três segundos e com uma precisão de 90%. O sistema estaria conectado com as dezenas de milhões de câmeras de circuito fechado instaladas por todo o país. Com dispositivos móveis como esses óculos e a tecnologia por trás dele, o controle sobre a população poderia ser ininterrupto e onipresente, alcançando os poucos lugares que atualmente escapam das câmeras, um cenário cada vez mais parecido com o Grande Irmão descrito por Orwell.Fonte: El País.

rtnotíciasipabr05dezembro2017-17:49hs.
Assembleia Geral Extraordinária da IPA Brasil
Caros Associados da IPA Brasil,
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil vem informar que a nossa Assembleia Geral Extraordinária da IPA Brasil (AGE-IPA Brasil) que ocorreu no auditório 2 do Museu Nacional da República, sito na Esplanada dos Ministérios em Brasília/DF, no dia 24 de novembro de 2017 (Sexta-Feira), com a presença do Observador Oficial do International Executive Bureau (Executiva Internacional) da International Police Association – IPA, e de todos os presidentes regionais da IPA Brasil
que integram o nosso Conselho Executivo Nacional, presidentes classistas policiais de diversas instituições da nossa segurança pública nacional, além da presença de representante do Poder Judiciário, Procuradoria e Advocacia da União, e aproximadamente 150 colegas oriundos de diversos Estados do País, concluiu-se alcançando todos os objetivos propostos no Edital de Convocação nº006/2017 – IPA Brasil, publicado no Diário Oficial da União.
Como expresso nos comunicados gerais anteriores, esta AGE foi desencadeada para atender uma exigência da Executiva Internacional (IEB) da IPA, aprovada na Assembleia Internacional da Associação ocorrida em setembro deste ano em Albena/Bulgária, que se manifestou através da Moção IEB 10, a qual foi aprovada pela nossa AGE/IPA Brasil, e já começou causando comoção quando da leitura da carta do Presidente Internacional remetida especialmente para a AGE, a qual merece leitura.
Do resultado da aprovação pela nossa AGE da Moção acima citada, a AGE instruída pela Observadora Oficial do IEB para a AGE, ANABELA ESTEVES ALFERES, manifestou que o IEB entende que até a decisão judicial final, em razão do recurso que encontra-se em instância superior, a atual presidência da IPA Brasil encontra-se sub judice, mas que em razão da decisão judicial que convalidou a eleição de 2015, o presidente da IPA Brasil é Joel Zarpellon Mazo, e disse que o que o IEB deseja de fato é
que seja colocado para votação na AGE se esta Assembleia legitima ou não a representatividade do Presidente sub judice a nível internacional. Em razão do esclarecimento da representante oficial do IEB, foi colocado para votação a propositura: “Se esta Assembleia legitima ou não a representatividade do Presidente sub judice a nível internacional”. Ao final da votação a proposta do IEB apresentada in verbis pela presidência da AGE, foi APROVADA POR MAIORIA ABSOLUTA, ou seja, por 976 votos favoráveis, 01 voto contrário e 189 abstenções, do montante de 1166 associados da IPA Brasil cadastrados no IAC-IPA, manifestos no Report of The Secretary General (Code Bi), quando do 62nd IPA World Congress,Bulgaria. Do processo eleitoral ficou definido que o presidente eleito nas eleições da IPA Brasil de 2015, JOEL ZARPELLON MAZO é o representante oficial da International Police Association Brasil Section a nível internacional.
Com a palavra, o presidente eleito para representar a nível internacional a IPA Brasil, Dr. Joel Zarpellon Mazo, este disse: “O resultado desta eleição vem demonstrar o que de fato os associados da IPA Brasil desejam, desejam uma nova IPA no Brasil, e este é o papel que estamos desempenhando e continuaremos. Colegas, a IPA no Brasil foi fundada em 1º de abril de 1962, neste ano de 2017 completou seus 55 anos. Creio eu, que o fundador da IPA no Brasil John Strongow, optou por esta data para
rebater um adágio popular brasileiro que o 1º de abril é o dia da mentira, infelizmente Strongow não conseguiu este feito, e a IPA no Brasil, em minha opinião, após estudá-la afinco, até 29 de maio de 2017 podemos considerála uma “mentira”, pois vinha sendo alicerçada neste preceito, uma mentira nacional e pior, uma mentira internacional, a exemplo, que até 2011 está vinha para o exterior encimada em um CNPJ que pertencia a Regional de São Paulo, fora a anterior triste história de intervenção e outros fatos nada abonadores para nós policiais brasileiro. Porém, após esta AGE, fica a certeza que a IPA no Brasil deixou de ser uma “mentira” e vem a ser uma entidade de referência concreta, cimentada na seara jurídica, administrativa e fiscal e para mostrar a demais IPAs Nacionais no mundo que “quebramos” esta sina de 1º de abril, pois enfim teremos uma nova IPA no Brasil, a exemplo do pássaro Phoenix da mitologia grega, grato aos colegas pelos votos de confiança e vamos juntos a partir de agora fazer o que deve ser feito. Servo Per Amikeco”.
A AGE-IPA Brasil, embora tendo o fato acima sendo considerado o mais importante em razão da Moção IEB 10, não perdeu tempo em atendimento as exigências do novo Estatuto Nacional, e promoveu as eleições para a composição do Conselho de Ética da Entidade, a qual resultou eleitos os colegas: DANIEL DE OLIVEIRA DOS SANTOS; RENATA BARROS DE LIMA MOURA, e JEOVANE ANDRADE DE AZEVEDO no cargo de Conselheiros, e de suplentes o colega ROBERTO MENEZES e HENRIQUE MILANI. Para comporem o Conselho de Ética da Entidade, o qual foram aprovados por unanimidade pela AGE, assim passou o Conselho de Ética da International Police Association Brasil Section – IPA Brasil a ser composto pelos associados: DANIEL DE OLIVEIRA DOS SANTOS; RENATA BARROS DE LIMA MOURA, e JEOVANE ANDRADE DE AZEVEDO nos cargos de Conselheiros, e os associados HENRIQUE MILANI e ROBERTO MENEZES nos cargos de Conselheiros Suplente. Em ato solene, na AGE-IPA Brasil, foi
efetivado a posse e exercício aos Conselheiros e Suplentes, tendo naquele momento os mesmos assinado os seus respectivos Termo de Posse e Exercício, quando se efetivou a entrega do respectivo Diploma de Posse e Exercício aos Cargos de Conselheiros do Conselho de Ética da International Police Association Brasil Section – IPA Brasil e suplência.
Abordou-se, também, na AGE-IPA Brasil, os planos de gestão para 2018, a exemplo, o ENCONFRATER/2018, que será realizado em março de 2018 em um transatlântico, um trajeto pelas ilhas do Caribe e que já possui um grupo fechado, mas que em razão da grande procura de participação por parte dos colegas, a executiva nacional está abrindo um novo grupo.
Abordou-se, também, na AGE-IPA Brasil, os planos de gestão para 2018, a exemplo, o ENCONFRATER/2018, que será realizado em março de 2018 em um transatlântico, um trajeto pelas ilhas do Caribe e que já possui um grupo fechado, mas que em razão da grande procura de participação por parte dos colegas, a executiva nacional está abrindo um novo grupo.
Após a Diretoria de Assuntos Sociais discorreu sobre o projeto do Aniversário de 56 anos da IPA no Brasil, no ano de 2018, a Presidente da IPA em Portugal, a colega ANABELA ALFERES, apresentou para os presentes na plenária da AGE-IPA o evento: 1º IPA GAMES (Primeiros Jogos da IPA em Lisboa/Portugal-2018), esclarecendo inúmeras dúvidas surgidas e frisando que somente membros da IPA poderão participar dos Jogos IPA.
Ao final da exposição da Presidente da IPA Portugal, o Presidente da AGE agradeceu a exposição e garantiu a Presidente da IPA Portuguesa que ficava a certeza que a IPA do Brasil estaria presente naquele primeiro e importante evento para a IPA, parabenizando em seguida o ato de assumir tamanho compromisso e disponibilizou a IPA Brasil no que fosse necessário ao sucesso dos Jogos.
O Presidente da AGE informou que a Diretoria Executiva da Entidade irá prorrogar, em caráter irrevogável, até a data de 30 de março de 2018, o prazo para cadastramento dos membros associados da Seção Brasil da IPA, e que encerrado este prazo os constantes no Cadastro Nacional de Associados da IPA Brasil que não efetivaram seu
recadastramento estarão automaticamente desligados dos quadros da Entidade, conduta da Executiva Nacional aprovada por aquela AGE-IPA.
Ressaltou, o Presidente da IPA Brasil, que esta Assembleia Geral Extraordinária da IPA BRASIL, ao término do ano de 2017, veio a coroar este inicio da nova gestão e que veio a ser de suma importância para o contexto da Entidade Nacional, a qual considerou esta AGE como histórica para a Entidade e para os rumos da IPA no BRASIL. Ensejou dizendo: “ ....agora vamos arregaçar ainda mais as mangas e cimentar este novo rumo da Entidade, e me utilizando das palavras do presidente internacional da IPA,Pierre-Martin Moulin, em sua carta para esta AGE, concluo: “VIDA LONGA PARA A IPA BRASIL”.
Não Deixem de acessar o Portal da Entidade (www.ipa-brasil.org) e assistirem a entrevista da Presidente da IPA Portugal sobre os Jogos 1º IPA GAMES, e verem as imagens da AGE-IPA Brasil, além de outras notícias de interesse da grande família IPA Brasil.“Servo Per Amikeco (Serviço Através da Amizade)”.

rtnotíciasipabr21novembro2017-17:53hs.
Comunicado Geral no061/2017- IPA Brasil.Assunto: ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA (AGE) IPA Brasil – (Moção IEB 10).
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil comunica e CONVOCA os seus associados para comparecerem no dia 24 de novembro de 2017 (Sexta-Feira), na ASSEMBLEIA GERAL EXTRAÓRIDINARIA (AGE) que ocorrerá no auditório 2 do Museu Nacional da República, sito na Esplanada dos Ministérios em Brasília/DF, com início, em primeira chamada, às 16h e em segunda e última chamada, às 16h:30m.
A ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA (AGE) – IPA Brasil é executada em caráter extraordinário, pois objetiva atender a Moção IEB 10, resultado de reunião do IEB (Executiva Internacional-IPA) com a representação oficial do Brasil na véspera do início do Congresso (19/09), para que prestássemos esclarecimentos da situação das eleições da IPA no Brasil, pois naquele Congresso seria apresentado uma moção (Moção IEB 7) para o desligamento do Brasil da IPA (foi retirada após a suso citada reunião), em razão que aquela Executiva (IEB) havia recebido em torno de 60 (sessenta) e-mails controversos e com acusações diversas de condutas repreensíveis pelo Estatuto Internacional.
Para que houvesse uma solidez na propositura do IEB, os representantes oficiais da IPA Brasil, fizeram e assinaram um documento aceitando esta solicitação, o qual se transformou em moção (Moção IEB 10), para votação no Conselho Executivo Internacional (IEC), a qual foi aprovada por 62 (sessenta e dois) votos a favor, com um contra e uma abstenção, do total de 64 votantes (Seções Nacionais da IPA no Mundo). Com isso, a missão de manter o Brasil na IPA está somente em nossas mãos.
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil informa a seus associados que estará presente na AGE o(os) Representante(s) Oficial da Executiva Internacional (IEB-IPA) em caráter de “Observador(es)”, objetivando a produção do relatório final na questão das eleições da IPA Brasil e sua representatividade no Conselho Executivo Internacional (IEC-IPA). Vossa presença é de suma importância para a permanência do Brasil da IPA.
Informação de ordem administrativa (Será publicada Portaria específica para a AGE):
No dia 24/11/2017, estará no hall de entrada do Museu Nacional da República postada uma mesa para assinatura da Lista de presença dos participantes, onde após esta assinatura receberão o “Bóton” da IPA Brasil (AGE) para identificação;
A AGE terá o provimento formal das AGEs da IPA Brasil, com uma duração máxima de 2h e, após, os participantes serão recepcionados com um coquetel na área especial (restaurante) sita na parte externa do Museu Nacional (50 metros do Hall de entrada do Museu);
Na AGE serão abordados, também, assuntos interna corporis da Entidade, como o ENCONFRATER, Jogos Mundiais da IPA 2018 em Lisboa/Portugal 2018 e outros, a exemplo, a nova identificação nacional/internacional da IPA Brasil e Recadastramento;
Estarão presentes na AGE-IPA Brasil os membros do Conselho Executivo Nacional da IPA Brasil (Presidentes Regionais) e convidados Presidentes de Entidade de Classe parceiras da IPA Brasil, além de Juiz, Procurador, Advogado da União, etc., em um objetivo tácito de demonstrar ao IEB a juridicidade da AGE e sua representatividade;
O vestuário poderá ser ao que prouver ao associado, onde sugerimos a deferência do uso da farda aos que possuírem, e a camiseta da IPA Brasil.
Ensejando, informamos que Secretaria Executiva da IPA Brasil emitirá, em breve, a Portaria da AGE, onde estará discriminada todas as ações administrativas e operacionais para que esta AGE - IPA Brasil seja um marco histórico para a nova IPA Brasil e que, enfim, colocamos a termo final está triste e desgastante situação da “questão Brasil” diante a área internacional. Solicitamos, também, que os associados que queiram, desejarem participara do grupo de coordenação deste evento (AGE e outros correlatos) que efetivem a sua nominação diante do e-mail: ipasecaobrasil@gmail.com e/ou telefone 61. 32255868, os quais estarão, também, para prover esclarecimentos diversos que se fizerem necessários.
RESSALTAMOS, não deixem de agendar a data de 24 de novembro de 2017 (Sexta-Feira), às 16h, para sua importante e precípua participação na ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORIDINÁRIA (AGE) – IPA Brasil. Sua presença é necessária.
“Servo Per Amikeco (Serviço Através da Amizade)”.

rtnotíciasipabr30outubro2017-16:13hs.
Comunicado Geral Nº058/2017
Assunto: ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA (AGE) IPA Brasil – (Moção IEB 10).
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil comunica e CONVOCA os seus associados para comparecerem no dia 24 de novembro de 2017 (Sexta-Feira), na ASSEMBLEIA GERAL EXTRAÓRIDINARIA (AGE) que ocorrerá no auditório 2 do Museu Nacional da República, sito na Esplanada dos Ministérios em Brasília/DF, com início, em primeira chamada, às 16h e em segunda e última chamada, às 16h:30m.
A ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA (AGE) – IPA Brasil é executada em caráter extraordinário, pois objetiva atender a Moção IEB 10, resultado de reunião do IEB (Executiva Internacional-IPA) com a representação oficial do Brasil na véspera do início do Congresso (19/09), para que prestássemos esclarecimentos da situação das eleições da IPA no Brasil, pois naquele Congresso seria apresentado uma moção (Moção IEB 7) para o desligamento do Brasil da IPA (foi retirada após a suso citada reunião), em razão que aquela Executiva (IEB) havia recebido em torno de 60 (sessenta) e-mails controversos e com acusações diversas de condutas repreensíveis pelo Estatuto Internacional.
Para que houvesse uma solidez na propositura do IEB, os representantes oficiais da IPA Brasil, fizeram e assinaram um documento aceitando esta solicitação, o qual se transformou em moção (Moção IEB 10), para votação no Conselho Executivo Internacional (IEC), a qual foi aprovada por 62 (sessenta e dois) votos a favor, com um contra e uma abstenção, do total de 64 votantes (Seções Nacionais da IPA no Mundo). Com isso, a missão de manter o Brasil na IPA está somente em nossas mãos.
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil informa a seus associados que estará presente na AGE o(os) Representante(s) Oficial da Executiva Internacional (IEB-IPA) em caráter de “Observador(es)”, objetivando a produção do relatório final na questão das eleições da IPA Brasil e sua representatividade no Conselho Executivo Internacional (IEC-IPA). Vossa presença é de suma importância para a permanência do Brasil da IPA.
Informação de ordem administrativa (Será publicada Portaria específica para a AGE):
No dia 24/11/2017, estará no hall de entrada do Museu Nacional da República postada uma mesa para assinatura da Lista de presença dos participantes, onde após esta assinatura receberão o “Bóton” da IPA Brasil (AGE) para identificação;
A AGE terá o provimento formal das AGEs da IPA Brasil, com uma duração máxima de 2h e, após, os participantes serão recepcionados com um coquetel na área especial (restaurante) sita na parte externa do Museu Nacional (50 metros do Hall de entrada do Museu);
Na AGE serão abordados, também, assuntos interna corporis da Entidade, como o ENCONFRATER, Jogos Mundiais da IPA 2018 em Lisboa/Portugal 2018 e outros, a exemplo, a nova identificação nacional/internacional da IPA Brasil e Recadastramento;
Estarão presentes na AGE-IPA Brasil os membros do Conselho Executivo Nacional da IPA Brasil (Presidentes Regionais) e convidados Presidentes de Entidade de Classe parceiras da IPA Brasil, além de Juiz, Procurador, Advogado da União, etc., em um objetivo tácito de demonstrar ao IEB a juridicidade da AGE e sua representatividade;
O vestuário poderá ser ao que prouver ao associado, onde sugerimos a deferência do uso da farda aos que possuírem, e a camiseta da IPA Brasil.
Ensejando, informamos que Secretaria Executiva da IPA Brasil emitirá, em breve, a Portaria da AGE, onde estará discriminada todas as ações administrativas e operacionais para que esta AGE - IPA Brasil seja um marco histórico para a nova IPA Brasil e que, enfim, colocamos a termo final está triste e desgastante situação da “questão Brasil” diante a área internacional. Solicitamos, também, que os associados que queiram, desejarem participara do grupo de coordenação deste evento (AGE e outros correlatos) que efetivem a sua nominação diante do e-mail: ipasecaobrasil@gmail.com e/ou telefone 61. 32255868, os quais estarão, também, para prover esclarecimentos diversos que se fizerem necessários.
RESSALTAMOS, não deixem de agendar a data de 24 de novembro de 2017 (Sexta-Feira), às 16h, para sua importante e precípua participação na ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORIDINÁRIA (AGE) – IPA Brasil. Sua presença é necessária.“Servo Per Amikeco (Serviço Através da Amizade)”.

rtnotíciasipabr28setembro2017-17:53hs.-16:38hs.
Comunicado Geral Nº055/2017
Caros Associados,
O Presidente da IPA Brasil, Joel Zarpellon Mazo, convalidado pelo Congresso Mundial da IPA, por 62 votos de um total de 64 votos (uma abstenção e um negativo), diante da moção apresentada para todos os presidentes nacionais, a qual deliberou somente que o Presidente eleito fizesse uma assembleia geraldos membros da IPA Brasil, onde, presente um observador designado do IEB, para que nesta AGE, fosse convalidada novamente as eleições da IPA no Brasil, conforme decisão do Judiciário Brasileiro, a exemplo do que já ocorreu nas AGES da IPA Brasil anteriores, registrados em ata e em cartório.
Lastimamos a tradução do documento do IEB no comunicado do impertinente derrotado, pois esta foi efetivada diante do seu interesse de desinformar os membros da IPA do Brasil, pois o objetivo da moção aprovadas é de convalidar as eleições ocorridas, novamente, com todos os presidentes regionais convocados.
Mediante a este fato, O Presidente da IPA Brasil, Dr. Joel Z. Mazo, se comprometeu a promover a solicitada assembléia geral, inclusive assinando documento especifico para tal. Também, se comprometeu a efetivar a quitação do débito de cerca de $4.000,00 Euros para com o IEB, deixado pela gestão anterior.
O presidente da IPA Brasil e delegação composta de 52 membros,continuam na Bulgária a convite da IPA daquele País, e tão logo voltar efetivará os procedimentos necessários para atender o compromisso firmado, pois agora há uma nova IPA no Brasil.
A Presidência da IPA Brasil tem posse de todos os documentos comprovatórios do que aqui manifesta.
“Servo per Amikeco”Brasil, Brasília/DF, 28 de setembro de 2017.

rtnotíciasipabr001setembro2017-17:53hs.
CADASTRO NACIONAL DE ASSOCIADOS
IPA Brasil 
Caros Associados,
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil comunica a todos os seus associados que a partir da data de 01/08/2017, será iniciado o processo de RECADASTRAMENTO DE ASSOCIADOS DA IPA BRASIL no CADASTRO NACIONAL DE ASSOCIADOS, como também, o CADASTRAMENTO DE NOVOS MEMBROS.
O processo de recadastramento se faz necessário para a adequação administrativa das Regionais da IPA no Brasil ao novo processo administrativo estabelecido pelo novo Estatuto, o qual já se encontra aprovado pela Assembleia Geral ocorrida na data de 29 de maio de 2017, e em vigência desde seu registro cartorário em 30/06/2017, como também, a Portaria nº 006/2017 – IPA Brasil datada de 30/05/2017 (disponível no Portal), que determina a atualização e adequação cadastral dos antigos associados ao novo Cadastro Nacional de Associados da IPA Brasil, o qual será único para todos os membros da Entidade no Brasil, incluso os inerentes as circunscrição das Regionais estabelecidas.
Informamos, que o procedimento será efetivado de forma eletrônica (exclusivamente) através do Portal da IPA Brasil (www.ipa-brasil.org), o qual será o principal canal de troca de informações entre a gestão/administração da IPA Brasil e o associado, facilitando assim o acesso e a eficiência na transmissão de informações.
Como funcionará o procedimento de RECADASTRAMENTO/CADASTRAMENTO DE ASSOCIADOS:
Para acessar o formulário de recadastramento, clique no link a seguir: www.ipa-brasil.org/recadastramento
O associado da IPA Brasil cadastrado passará a ter um número de matrícula único a nível nacional e internacional, intransferível, para tornar a troca de informações entre as regionais da IPA no Brasil e a comunicação e identificação de associado na área internacional e nacional eficiente.
Lembramos que, para aqueles associados que estiverem efetuando o processo de recadastramento (já membros da IPA no Brasil), a data de entrada na IPA Brasil será conservada, devido a única diretriz hierárquica entre os associados da IPA estabelecida por Estatuto, a data de filiação na Entidade.
Os atuais membros da IPA Brasil devem atentar para os seguintes prazos:
O processo de recadastramento (sócios atuais de todas as regionais – SP, RJ, GO, RS, BSB e MG) terá início na data de 01/08/2017 e será finalizado na data de 25/10/2017, totalizando 60 dias úteis para proceder com o mesmo. Caso o associado não entre em contato com a administração ou faça o procedimento eletrônico, o mesmo será automaticamente eliminado do quadro de associados da IPA Brasil, ao término do prazo acima citado;
A entrega da Carteira da IPA Brasil e Member Card 2017 oficiais e aprovadas pelo IPA/IAC, inicialmente terá o prazo de 05 a 20 dias úteis para entrega ao associado, após a data de recadastramento/cadastramento, e tão logo identificado o pagamento de semestralidade ou anuidade da IPA Brasil correspondente ao ano de 2017.
A Assembleia Geral Extraordinária de 29 de maio de 2017, promoveu uma "anistia" diante das mensalidades da IPA Brasil correspondentes ao ano de 2016, em razão da situação em que se encontrava a Entidade, porém, diante do RECADASTRAMENTO E CADASTRAMENTO DE ASSOCIADOS, para fazer frente aos custos administrativos da reengenharia da Entidade, o associado deverá quitar integralmente o primeiro semestre de 2017 e/ou a anuidade do ano (2017).
Somente a partir do ano de 2018, as contribuições estatutárias passarão a ser mensais, via depósito bancário ou desconto em folha de pagamento, para os que assim desejarem. Aos que não desejarem o provimento mensal, poderão quitar suas contribuições semestralmente ou anualmente.
A mensalidade da IPA Brasil aprovada na Assembleia Geral e já em aplicação administrativa é no valor de R$30,00 (trinta reais), para todos os associados, em suma, é valor único em caráter nacional.
A IPA Brasil adequou as reformulações e layout da identificação de associados da Entidade, com as diretrizes da IPA internacional, ao que se refere a CARTEIRA e MEMBER CARD do associado, que passam a ter os seguintes modelos (aprovados pelo IPA/IAC):
Os modelos acima são os ÚNICOS documentos de identificação válidos para os associados da IPA no Brasil, em anuência com a IPA internacional.
A Executiva da IPA Brasil em gestão de reengenharia da Entidade, traz a certeza que com essas ações administrativas faremos e teremos a IPA no Brasil que desejamos, ou seja, em caráter representativo e jurídico administrativo que venha trazer a solidez e a expansão desejada.
“ Servo Per Amikeco”.
Brasil, Brasília/DF, 01 de agosto de 2017.
Joel Zarpellon Mazo
Presidente da IPA Brasil

rtnotíciasipabr23agosto17-14:43hs.
Comunicado Geral Nº011/2017
IPA Brasil vem trazer ao conhecimento de seus associados que nesta data mais uma peça do Sistema de Mídia da IPA Brasil entrou no ar, a TV-IPA Brasil.
Caros Associados,
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil vem trazer ao conhecimento de seus associados que nesta data mais uma peça do Sistema de Mídia da IPA Brasil entrou no ar, a TV-IPA Brasil, onde apresentamos a primeira edição com a entrevista do Presidente da Entidade, que veio a discorrer sobre a IPA no mundo, a IPA Brasil e a reengenharia que originou a nova IPA no Brasil.
A instituição da TV-IPA Brasil foi encimada em uma parceria com um dos mais renomados grupos de mídia em âmbito nacional, a TV WEB, que sob a presidência do jornalista VALDIR BORGES, este foi enfático em dizer: “... ter a IPA no nosso rol de trabalho foi a peça faltante para completar a nossa agenda de atendimento e assessoria na área da mídia nacional e internacional. A IPA Brasil passa a integrar nosso portfólio como uma das associações de maior importância neste segmento representativo dos integrantes da segurança pública do Brasil, e empreenderemos todos os nossos esforços para que o nosso trabalho consiga demonstrar para seus associados no País e no mundo a sua importante atuação. Com orgulho digo, que aderimos aos dizeres de seu emblema (Servo Per Amikeco) e estaremos juntos para o “serviço através da amizade”.Em suas palavras, no evento da primeira edição da TV-IPA Brasil, o presidente da Entidade esclareceu: “... A mídia televisa é hoje um dos maiores instrumentos de comunicação de mensagens, pois por ela podemos ver “in loco” o fato, a comoção do fato e a expressão do fato. Ter este instrumento para difundir nossas ações é algo além de satisfatório, e ter este grupo de mídia da TV Web ao nosso lado, é de fato a peça faltante para que a IPA no Brasil consiga mostrar ao Brasil e ao mundo da IPA o que fizemos de melhor. Desconheço que alguma Seção Nacional da IPA tenha essa ferramenta de trabalho assemelhada a que acabamos de instituir, em um objetivo de projeção das nossas ações institucionais. Este momento é mais um passo da reengenharia administrativa e de gestão que nos propomos a desenvolver, e vem a demonstrar que de fato há uma "Nova IPA no Brasil. ”, expressão de autoria do presidente da TV Web, Valdir Borges, ao qual agradeço por absorver o sentimento da IPA no seu seio funcional e a quem peço permissão para utilizar essa Vossa expressão em nosso meio de comunicação."
A International Police Association Brasil Section - IPA Brasil, em um rumo certo, concretiza mais um passo do Plano Estratégico de Gestão, para a construção e sedimentação da Nova IPA no Brasil.“ Servo Per Amikeco”.Brasil, Brasília/DF, 18 de agosto de 2017.

rtnotíciasipabr21agosto17-17:25hs.
Enconfrater 2018 IPA Brasil
A International Police Association Brasil Section – IPA Brasil,  promoverá no mês de março de 2018, o primeiro Encontro de Confraternização da nova IPA no Brasil (ENCONFRATER-2018).
O que é o ENCONFRATER? É um momento oportunizado pela IPA BRASIL em que todos os associados da Entidade juntamente com seus amigos e familiares, possam participar de uma confraternização que se traduz por um encontro sem formalidades, onde o que conta é a integração no espírito de “Servo Per Amikeco”.
O ENCONFRATER 2018 será desenvolvido no maravilhoso mar do Caribe a bordo de um dos mais belos navios que operam naquele mar, o MSC FANTASIA, em um trajeto espetacular, e mais, em uma tarifa especial para o grupo da IPA Brasil.
A cabine interna é idêntica à cabine externa sem escotilha.
O Projeto de Confraternização dos membros da IPA no Brasil será um sucesso incontestável, e na voz do presidente da IPA Brasil, Dr. Joel Zarpellon  Mazo, o mesmo disse: “... este Projeto ENCONFRATER (Encontro de Confraternização) tornar-se-á evento de Gestão tradicional da Entidade, ou seja, teremos todos os anos um encontro de confraternização, objetivando firmar os laços de relações interpessoais dos associados da IPA no Brasil, convidados e familiares, e promovendo a interação com os participantes do Grupo IPA Brasil, traremos à lume o nosso papel e a nossa unidade nacional”.  “Servo Per Amikeco”.
NÃO PERCAM TEMPO, SE PROGRAMEM. O ANO DE 2018 JÁ ESTA AÍ.
E MAIS, JÁ FAÇAM SUAS RESERVAS COM A IPA Travel Brasil, POIS TEMOS CERTEZA QUE ESTE ENCONTRO IRÁ “BOMBAR”

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